O novo executivo da Câmara de Évora tomou posse este fim-de-semana. José Ernesto Oliveira destacou que a prioridade está na manutenção da limpeza e higiene da cidade e na construção de pequenas obras públicas de proximidade que interfiram no melhoramento da qualidade de vida das pessoas.
“Temos que melhorar muito a nossa prestação nesse sentido”, disse, referindo-se às questões de limpeza da cidade que admitiu estarem descuidadas.
Neste mandato
“vamos começar um trabalho de grande intensidade, empenho e profundidade na procura de soluções que dêem uma volta completa ao funcionamento desses serviços”, garantiu adiantando que o pelouro da limpeza pública, higiene e jardins ficará a seu cargo.
As outras questões fundamentais para a cidade, como o desenvolvimento económico ou a cultura também irão merecem a atenção da autarquia.
Antes de terminar o segundo mandato, a governação socialista da CME iniciou algumas das obras ainda previstas no programa eleitoral de 2005, como o Complexo Desportivo Municipal, a recuperação do Salão Central, ambos previstos para o verão do próximo ano, e a nova Escola EB1 com Jardim-de-Infância dos Canaviais, cuja construção ficara suspensa por questões jurídicas.
O reordenamento e requalificação do Rossio de S. Brás e da Horta das Laranjeiras
“está na fase de ultimação do plano de pormenor”, garantiu o autarca acrescentando que esta
“obra é essencial para o desenvolvimento e requalificação da cidade” por isso devemos estar em concordância sobre a sua execução.
José Ernesto Oliveira mostrou-se convicto sobre a concretização daquelas empreitas cuja responsabilidade não compete ao poder local, como o Hospital Central, a estação do TVG e o troço do IP2 Azaruja / S. Manços.
Todas estas
“são obras essenciais para que Évora continue a desempenhar o papel liderante em termos regionais e sobre tudo ser uma cidade que contribui para combater a desertificação para dar um contributo decisivo para o desenvolvimento do país”.Sobre a actual situação do cinema da cidade, o governante ressalvou que a celeridade do processo não depende do poder autárquico. José Ernesto Oliveira referiu que deseja ver realizada e resolvida essa questão na medida em que também trará mais desenvolvimento e comércio modernizado para a cidade.
Capoulas Santos, presidente da Assembleia Municipal (AM), considera que a reeleição aumenta a responsabilidade e exigência
“na isenção, equidistância e condução dos trabalhos da forma mais democrática possível”.A experiência política que trás dos mandatos anteriores, permite-lhe ter uma visão mais alargada sobre os factos ao mesmo tempo que é
“mais fácil fazer corrigir eventuais erros cometidos no passado”, admitiu o governante.
Neste mandato, a mesa da AM será constituída pelos três partidos de esquerda que se fazem representar, PS, CDU e BE, por ordem decrescente de peso eleitoral. O PSD que ocuparia o terceiro lugar não concordou com esta estrutura, por isso manteve-se afastado.
“Não se tratou de nenhuma coligação formal”, esclareceu Capoulas Santos que acrescentou que
“o PS propôs que a mesa reflectisse a pluralidade das escolhas dos cidadãos” no sentido
“que fosse composta por todos os partidos com lugares decrescentes em termos de importância”. Por esta lógica, a mesa deveria ser composta por PS, CDU e PSD, mas
“o PSD recusou este convite e o BE aceitou”, explicou o presidente da AM.
Aquele órgão municipal tem utilizado uma política de gestão descentralizada. Esta foi implementada há oito anos e, segundo o presidente da AM,
“é muito importante levar a Assembleia às Freguesias rurais” porque
“obriga que o primeiro ponto da ordem de trabalhos seja sempre um debate sobre a situação e os problemas da Freguesia”.Oposição disponível para encontrar consensos
Eduardo Luciano, vereador eleito pela CDU, admitiu que
“as forças políticas envolvidas [na gestão autárquica]
mostraram abertura para encontrar os consensos necessários para os interesses do município”. Mais, o vereador comunista ressalvou que tem de se
“encontrar pontos de entendimento porque se isso não acontecer tal vai reflectir-se na vida das pessoas”.A posição da CDU está, no seu ver, bem definida. As questões que tenham sido previstas no programa eleitoral da CDU e que sejam apresentadas pelo PS não terão qualquer oposição ou entrave. Por outro lado, o vereador afirmou que não irá compactuar com ideias políticas das quais não concorde.
“Não nos peçam para viabilizar posições que vão contra o nosso compromisso com os eleitores”.
“É preciso uma estratégia para captar emprego”, alertou o vereador que considera contra producente
“ficar à espera da concretização do projecto da Embraer”.
“Temos que ajudar o tecido empresarial local”, disse. O Parque de Feiras e Exposições foi uma das promessas eleitorais da CDU que não constará das prioridades do governo socialista.
Eduardo Luciano lamenta a posição da autarquia referindo que não deverá propor essa obra no decorrer do mandato porque
“a gestão camarária não tem essa flexibilidade”, e
“quem tem o poder e os meios é a força mais votada, o PS”.
António Dieb, vereador do PSD, explicou que a não irá fazer uma oposição vincada à presidência porque o interesse público sobrepõe-se a quaisquer partidarismo. O vereador está determinado a levar a cabo o programa eleitoral que apresentou, dentro daquilo que lhe seja permitido no decorrer do mandato socialista.
O presidente da CME considera
“honrosa a responsabilidade de ser coordenador deste projecto que se vai implementar nos próximos quatro anos".Verónica Ferreira
in REGISTO, 26.10.2009