11 Novembro 2009

TGV? Só em Portugal

Já nem a SNCF, a CP francesa, quer mais o TGV. Em Julho alterou a última e antiga encomenda da linha para Nice. No mais, cancelou o TGV, optou por 60 composições tipo light-fast-train, que chega aos 160km/h, e, o que é o mais importante, acelera e trava com rapidez.

O que importa numa viagem não é a velocidade máxima mas sim a média. Esta é ditada pela aceleração e pela travagem, pelo número de vezes que o comboio pára e pelas curvas.

A meta não é transportar 220 pessoas de um ponto a outro, o que o avião faz até por menos dinheiro. O objectivo é interligar os recursos de um país, espalhados pelas riquezas naturais e humanas das cidades situadas ao longo da via. É para potenciar estes recursos que se fazem obras púbicas.

Em Espanha, o cidadão que não usa a RAVE paga 1,1 mil milhões em subsídios para manter as linhas. A Inglaterra cancelou os planos do TGV entre Londres e Manchester. A própria Alstom já testou o AGV, similar ao Alfa, substituto do TGV. Desde 1998 o TGV tenta entrar na Austrália e não consegue. O mesmo na Suécia, Argentina, Brasil, EUA.

Por que não adoptar o que todos os países estão a fazer ferrovias mistas e Light-Alfa, que chega aos 250 km/h, pendular, mais baixo e moderno para passageiros; e carga em carruagens leves em high-strength-steel, nos horários entre os rápidos de passageiros e durante a noite. Se houver algum troço de linha com muitos comboios simultâneos, considerar a terceira via, como já se faz, por exemplo, na Suécia, por uns cinco quilómetros antes e após as grandes estações, para que os rápidos lá possam disparar, enquanto os lentos aceleram ou travam nos carris tradicionais. O moderno sistema de sinalização já o permite.

Querem meter goela abaixo o velho TGV em Portugal? É este o preço por termos um português na UE? Ler mais detalhes no livro "Como Sair da Crise".

Jack Soifer
in OJE – o Jornal Económico, 27.10.09

Carta aberta ao primeiro-ministro José Sócrates

Excelentíssimo senhor primeiro-ministro:

Sensibilizado com o que tudo indica ser mais uma triste confusão envolvendo o senhor e o seu grande amigo Armando Vara, venho desde já solidarizar-me com a sua pessoa, vítima de uma nova e terrível injustiça. Quererem agora pô-lo numa telenovela - perdoe-me o neologismo - digna do horário nobre da TVI é mais um sintoma do atraso a que chegámos e da falta de atenção das pessoas para as palavras que tão sabiamente proferiu aquando do último congresso do PS: "Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe, e não um qualquer director de jornal ou uma qualquer estação de televisão." O senhor acabou de ser reeleito, o tal director de jornal já se foi embora, a referida estação de televisão mudou de gerência, e mesmo assim continuam a importuná-lo. Que vergonha.

Embora no momento em que escrevo estas linhas não sejam ainda claros todos os contornos das suas amigáveis conversas, parece-me desde já evidente que este caso só pode estar baseado num enorme mal-entendido, provocado pelo facto de o senhor ter a infelicidade de estar para as trapalhadas como o pólen para as abelhas - há aí uma química azarada que não se explica. Os meses passam, as legislaturas sucedem-se, os primos revezam-se e o senhor engenheiro continua a ser alvo de campanhas negras, cabalas, urdiduras e toda a espécie de maldades que podem ser orquestradas contra um primeiro-ministro. Nem um mineiro de carvão tem tanto negrume à sua volta. Depois da licenciatura na Independente, depois dos projectos de engenharia da Guarda, depois do apartamento da Rua Braamcamp, depois do processo Cova da Beira, depois do caso Freeport, eis que a “Face Oculta”, essa investigação com nome de bar de alterne, tinha de vir incomodar uma pessoa tão ocupada. Jesus Cristo nas mãos dos romanos foi mais poupado do que o senhor engenheiro tem sido pela joint venture investigação criminal/comunicação social. Uma infâmia.

Mas eu não tenho a menor dúvida, senhor engenheiro, de que vossa excelência é uma pessoa tão impoluta como as águas do Tejo, tirando aquela parte onde desagua o Trancão. E não duvido por um momento que aquilo que mais deseja é o bem do Pais. É isso que Portugal teima em não perceber: quando uma pessoa quer o melhor para o País e está simultaneamente convencida de que ela própria é a melhor coisa que o País tem, é natural que haja um certo entusiasmo na resolução de problemas, incluindo um ou outro que possa sair fora da sua alçada. Desde quando o excesso de voluntarismo é pecado? Mas eu estou consigo, caro senhor engenheiro. E, com alguma sorte, o procurador-geral da República também.

Atentamente,
João Miguel Tavares
in Diário de Notícias, 10.11.2009

10 Novembro 2009

Música no Celeiros
11, Quarta | 24h00 | S. Martinho Underground


Por ocasião dos festejos de S. Martinho vem ao Celeiros a energia contagiante de um acordeão e uma bateria. Gurzuf trazem animação que vai dos Tango à Música dos Balcãs.

Perceberam, agora, ou é preciso mais desenhos?

«Pronto, já sabemos o que o STJ acha desta coisa estranha de um primeiro-ministro ter sido apanhado em escutas telefónicas em conversas com um amigo de alto coturno: não valem porque não foram autorizadas pelo STJ.
E como é que o STJ autoriza uma escuta se não tiver indícios suficientes para tal? Não autoriza, porque não é válido que outros lhe levem os indícios cuja recolha só o STJ poderia fazer. E como é que o STJ poderia investigar um PM se não houver indícios suficientes, cuja recolha só pode ser autorizada pelo STJ?

A isso, meus amigos, a resposta está no vento. No CPP que temos e que resultou da reforma de Rui Pereira, de 2007. Percebem agora, ou é preciso mais desenhos?»

José, Porta da Loja

Pronto, já perceberam agora para que serviu a brilhante reforma PS do processo penal?
10 Novembro, 2009 15:05

Farwest Coast of Europe

Imagem retirada DAQUI

Na West Coast of Europe nada de novo...

«O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decreta nulas escutas entre Sócrates e Vara». Segundo apurou o Expresso, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, presidido por Noronha do Nascimento, baseia-se no facto de as escutas envolvendo o primeiro-ministro terem de ser previamente validadas por um tribunal superior.

Haja fé em Deus, e na Senhora de Fátima...

Já temos Empresários com Ética,
E Corruptos, com Código de Conduta.
Só falta exigir aos Portugueses,
Mais Fé em Deus, e na Senhora de Fátima.

10 Novembro, 2009 09:20

Não somos parvos e começamos a estar fartos de fingir que somos...

Essa do Código de Conduta para corruptos parece anedota, mas não é. Até as máfias os têm, lembrem-se. Infelizmente, não é anedota porque a proposta emana precisamente do pântano (de que o outro fugiu) em que se legisla em Portugal, onde há muita gente que, se não é corrupta, anda lá perto, tem um familiar que é, um amigo a quem deve favores e não pode ser "prejudicado", etc.. É o descrédito absoluto das instituições, desde logo do Governo, da Assembleia da República e da Justiça.
Por que raio há tanta relutância política em discutir a proposta anti-corrupção de João Cravinho, por exemplo? Ou de aprofundar a investigação acerca da verdadeira origem das acusações de pedofilia feitas aos incómodos Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso? Ou indagar o que queria Guterres dizer quando se referiu ao "pântano"? Ou ainda porque se acudiu tão apressadamente ao escândalo do BPN?
Pois, pois, não somos todos parvos e começamos a estar fartos de fingir que somos...


09 Novembro, 2009 15:13

FACE OCULTA

=
bi - GODINHO


Platero
(h)ortografias

Os MEUS HERÓIS precisam que não lhes faltemos com o apoio…

Se pensarmos bem, creio que ninguém terá dúvidas que o maior problema do país não é a crise do Sporting nem o défice ou o desemprego, é a CORRUPÇÃO! Banqueiros, empresários, políticos, ex-políticos e dirigentes desportivos andam na grande corrupção; a arraia-miúda polifórmica de serviços e repartições, anda na pequena. Ou seja: até nesta matéria há divisão de classes. O que não resta dúvida nenhuma é que o "mar" português está cheio de polvos, grandes, pequenos e assim-assim. Muitos, demasiados.
Uma significativa parte dos portugueses acham que isso é modo de vida aceitável, logo, socialmente pouco condenável. Chegámos a isto, ou melhor, descemos a este nível. Como? Porquê? Podiam escrever-se tratados para responder a estas questões... Mas, a mim interessa-me apenas a constatação do facto: a CORRUPÇÃO existe em grande escala no nosso país.
Outra coisa que me interessa salientar ainda mais: nem todos pactuamos com ela e há quem – correndo elevados riscos – a ponha a nu e, contra toda a espécie de obstáculos (em que o mau funcionamento da justiça não é o menor), porfie por identificar e levar os criminosos a julgamento. São os meus heróis e a minha esperança de que talvez não esteja tudo perdido! Precisam é que nós, cidadãos honestos e indignados, não lhes faltemos com o apoio e – porque não? - criemos organizações cívicas fortes na denúncia, na exigência de julgamento e na punição exemplar dos corruptos!


09 Novembro, 2009 15:02

Incentivos Fiscais: Informação Útil

No impresso do IRS surgiu um campo novo... preparem-se...
Quando preencherem o impresso do IRS irão verificar a existência de um campo novo no Anexo H, campo dados dos imóveis, sobre a certificação energética. Há que responder se o imóvel tem, ou não, classificação "A+" ou "A". Obviamente que a maioria não tem certificação, logo o campo a preencher é o NÃO. Dizem os funcionários das Finanças que este campo não terá penalização no valor a ser reembolsado! Mas...

Façam a v/ simulação com o Sim e com o Não e verão que o valor a ser reembolsado será diferente, num e noutro caso: logo seremos penalizados!!! (mais ou menos entre 50€ a 100€ a menos).
Se não tivermos a certificação seremos penalizados, daqui em diante, todos os anos.
Se a pedirmos, gastamos ±200€ num ano, mas fica válida por vários anos (15 anos), Mas, só vale a pena pedir certificação se obtivermos a classificação "A" ou "A+". Se o certificado indicar a classificação B... já haverá penalização Fiscal!!!!!!

Contactei a DECO que confirmou a legalidade da situação embora concordasse que a informação explícita e da comunicação social fosse nula.... Porque será?
O site www.certificacaoenergetica.com elucidar-vos-á sobre este assunto, uma vez que esta lei já existe desde 2006.... Os imóveis de luxo, construídos em 2007, eram os poucos ou únicos que tinham esta certificação...

Para este ano já não vamos a tempo de pedir a certificação, mas mesmo que tenhamos certificação só não somos penalizados no IRS se a certificação for "A" ou "A+". Se for abaixo desta classificação seremos sempre penalizados...
Quem está a construir casa, peça a v/certificação ao construtor. O Construtor já é obrigado a dar a certificação...

Nas casas novas caso não tenham pré-instalação de painéis solares e/ou soluções ecológicas terão agravamento do IMI, serão consideradas casas "Não Verdes", e serão logo penalizadas na contribuição. Para alterar o sistema, haverá que instalar PAINEIS SOLARES, em V/ Casa, uns para gerar água quente, outros para gerar electricidade. Até Julho/Agosto a CGD financia a instalação e montagem dos painéis solares, oferendo a Direcção Geral de Energia 50% do valor da instalação.

NOTA: Todavia, (e aí tenham atenção) o Estado só financia as instalações efectuadas por DUAS ÚNICAS empresas ( que, por acaso, são da Mota-Engil, cujo CEO é o Dr. Jorge Coelho), pois parece serem as que melhor qualidade de serviço prestam...

09 Novembro, 2009 21:13

09 Novembro 2009

“O Padrinho”

O Bartoon de Luís Afonso,
in PÚBLICO, 09.11.2009

CÓDIGO DE CONDUTA

converter corruptos
a partir de um código
de conduta

é o mesmo
que distribuir catecismos
a velhas
prostitutas


Platero
(h)ortografias

O país subterrâneo

«Casa Pia, "Furacão", sobreiros, submarinos, BPP, BPN, Freeport, "Face Oculta"…. Os portugueses vão-se apercebendo, aos poucos, da podridão escondida sob as vistosas roupagens modernaças do regime e entendendo o sentido dos entraves de toda a ordem que, da parte dos partidos do chamado "arco da governação", sempre se intrometem entre as promessas de combate à corrupção e a sua efectivação.

Entretanto, uma nova classe de empresários, políticos e ex-políticos vindos do nada instalou-se no país, ascendendo social e economicamente a velocidades nunca vistas e dificilmente explicáveis à luz dos critérios usuais do enriquecimento dentro da lei.

Há hoje dois países e duas economias, o país e a economia visíveis e aqueles de que só se ouve falar a espaços, quando alguma investigação criminal os traz episodicamente à luz do dia, e que rapidamente desaparecem de novo na obscuridade pelas portas travessas de uma Justiça que só funciona eficazmente para o cidadão comum.

A tentação de se desembaraçar de escrúpulos morais e emigrar para esse país subterrâneo é grande. Aí a vida é fácil, é barata e dá milhões.»

Manuel António Pina
in Jornal de Notícias, 09.11.2009

Um Código de Conduta, para Corruptos?!...

Primeiro espantamo-nos com os crimes flagrantes, de roubalheira do Estado, de todas as formas e feitios, incluindo nos impostos.

Depois descobre-se a colaboração dos serviços públicos, ao mais alto nível de decisão, pelas cabeças que "mereceram" a confiança e nomeação política, incluindo o Chefe das finanças de Aveiro, ou lá onde é que o sucateiro declarava.

Depois, conhecemos os pormenores, aparecem os procedimentos omissos, ou aldrabados e "simplificados", transformados em "simplex", cretino, chico-esperto, e criminoso.

Depois, são as dificuldades da polícia em validar as provas flagrantes, que a lei vigente permite desqualificar e anular, por meros formalismos, quase impossíveis de cumprir, e que qualquer advogado da defesa pode esgrimir, para desespero da polícia, dos tribunais, e do cidadão comum.

Como música de fundo, vamos ouvindo a propaganda do poder, veiculada pela comunicação social, sustentada pelos parasitas do estado, a dizer que "lá fora" é igual ou pior.

Ainda o escândalo anterior não foi digerido, nem esquecido, e já aí está outro, fresco e viçoso, a pôr-nos os cabelos em pé.

E, para acabar connosco, o novo governo descobriu que, para combater a corrupção, não é preciso alterar o sigilo bancário nem os offshores. O que é preciso é um Código de Conduta. A modos que, a puxar pela ética e moral dos corruptos.

Como se não bastassem todos os indícios, todos os antecedentes, todos os boicotes, todo o atropelo da lei, todo o envolvimento e comprometimento, só mesmo um partido que não quer acabar com a corrupção, é que se podia sair com uma destas!

Um Código de Conduta, para Corruptos!

Já agora, em apoio da estratégia do Governo, e para que a coisa seja feita com conhecimento de causa, que o Código de Conduta para Corruptos seja coordenado e supervisionado pela sociedade Sócrates, Vara e Felgueiras, com a assessoria dos Tios e Primos do Primeiro Ministro.

08 Novembro, 2009 21:24

A PORTUGAL

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fátua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;

ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não.


Jorge de Senna
(1919-1978)

08 Novembro 2009

O PGR protege a «rede tentacular»?...


Do Público de hoje:
«As nove certidões que o Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro extraiu do processo de investigação conhecido como Face Oculta estiveram perto de quatro meses na Procuradoria-Geral da República (PGR) sem que o Procurador-geral, Pinto Monteiro, lhes desse um destino.

No rol, incluiu-se uma certidão que envolve o primeiro-ministro, José Sócrates, escutado em conversas telefónicas com Armando Vara, administrador do BCP, que suspendeu o mandato esta semana depois de ter sido constituído arguido no processo. Só depois das buscas realizadas a várias empresas públicas, no passado dia 28, é que Pinto Monteiro decidiu remeter um pedido de informações ao DIAP de Aveiro, solicitando novos dados. Ontem o PÚBLICO tentou, sem sucesso, esclarecer junto da PGR as razões da demora em tomar uma decisão


Ou seja, o PGR decidiu adiar o processo para depois da eleições.
Ou seja, o PGR protegeu a cabeça do polvo nas eleições.
Ou seja, graças ao PGR, o polvo ganhou as eleições.
Ou seja, na posse das "rédeas do poder", e das instituições do Estado, o polvo tem mais quatro anos para lançar nuvens de tinta, para se safar à justiça, para aniquilar as investigações, para perseguir quem lhe fez frente, para alterar mais umas quantas leis, para se perpetuar no poder, impune.
Ou seja, mais uma vez, o PGR protege o polvo.

08 Novembro, 2009 10:08

OS INTOCÁVEIS

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira – se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.

Mário Crespo
in Jornal de Notícias, 02.11.2009

Sonho impossível

Sonhar mais um sonho impossível,
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo, cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei
for meu leito e perdão
vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

Letra de Joe Darion
Música de Mitch Leigh
Versão Chico Buarque e Ruy Guerra
Canta Maria Bethânia

07 Novembro 2009

Música no Celeiros
Hoje, Sábado | 24h00 | Draska | Reggae Unite


Drasta, Kadidia Traoré, Majo Coope e Afonso Castanheira trazem ao Celeiros uma mistura única de música africana e anglo-saxónica. Draska combina instrumentos tradicionais tais como o n'goni, o balafon ou as calebas com linhas vocais polifónicas Inglesas. Segue-se reggae soundsystem pelo mítico Bob Figurante acompanhado pela sua Sista Pat feat, Mr Balu.

Terá Pinto Monteiro coragem para agarrar a oportunidade e ficar na História?...

(DN, 07.11.2009)

Terá Pinto Monteiro força e coragem suficientes para agarrar a oportunidade que lhe caiu em cima da secretária, fazendo a Justiça funcionar e ficando na História de Portugal pelo seu contributo no desmantelamento da “rede tentacular integrada” que mina as relações entre o sub-mundo do poder político, dos negócios, do futebol profissional e dos média?...

As Farpas de Eça de Queirós (1871)

«Aproxima-te um pouco de nós, e vê. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A práctica da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretárias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agiotagem explora o lucro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinhas e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; a população ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva únicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padre-nossos maquinais. Não é uma existência, é uma expiação. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido! Ninguém se ilude. Diz-se nos conselhos de ministros e nas estalagens. E que se faz? Atesta-se, conversando e jogando o voltarete que de norte a sul, no Estado, na economia, no moral, o país está desorganizado e pede-se conhaque! Assim todas as consciências certificam a podridão; mas todos os temperamentos se dão bem na podridão!»

(Este texto foi originalmente escrito em 1871, mas, caso Eça de Queirós voltasse, podia constatar que nada mudou, e que para cúmulo temos uma Nova Desordem Mundial.)

07 Novembro, 2009 14:55

Conversas sobre amigos, amiguismos e o mais que se verá…

(Correio da Manhã, 07.11.2009)

«O primeiro-ministro e o ‘vice’ do BCP falaram sobre as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, da Global Notícias – que detém títulos como o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e a TSF –, bem como sobre a necessidade de encontrar uma solução para o ‘amigo Joaquim’.»

Correio da Manhã, 07.11.2009

PROCURA-SE!...


Receitas para cozinhar polvo cor-de-rosa.
Respostas ao PGR

07 Novembro, 2009 10:26

O POLVO

O Polvo tem oito braços,
Em cada braço, muita ventosa,
E toda esta estrutura,
Tem cabeça, e uma boca.

Tem políticos, tem gestores,
Tem funcionários, primos e amigos,
Tem cabeça, e protecção,
No Governo de Portugal.

Os argumentos são repetidos,
Os castings são sempre os mesmos.
Roubo de milhões ao Estado,
Por associação criminosa, reincidente.
(pagamento em cash, ou offshore)

O Polvo é cor de rosa,
Vive num buraco, do Rato.
Tem sucursais abertas,
Onde o povo, incauto, os deixar entrar.

Tem braços muito compridos,
Que abarcam todo o país.
Espremem, sugam e cagam,
O Futuro de Portugal.

07 Novembro, 2009 12:02

FAZ E OCULTA

intemporal e flagrante
incontornável contraste
:
ao pobre basta o bastante
ao rico não há que baste


Platero
(h)ortografias

06 Novembro 2009

CORRUPÇÃO

Neste país de trapaça
Impera a lei do mais forte
O povo só tem desgraça
Ninguém muda a sua sorte

Os políticos são ladrões
Governantes são iguais
Há um tacho de milhões
Para aquele que rouba mais

Triste mesmo é ver o povo
Andar atrás desta gente
Não vê o que é hoje novo
Fica velho de repente

Há os casos “Portucale”
E o “Freeport” e “Furacão”
E há outros que não vale
A pena fazer menção.

Há agora o “Face Oculta”
Que envolve muito gestor
Mas só vai haver uma multa
Para o seu autor e mentor

E todos estes arguidos
Vão ficar para a história
São todos absolvidos
E ficam a cantar vitória

É assim neste país
De processos honerosos
A justiça nunca quis
Castigar os poderosos

E não fica por aqui
A maldita corrupção
Coisa pior eu não vi
Nos anais desta nação.

antonionunes,11/2009
(recebido por e-mail)

Para quando o apuramento da responsabilidade política?

“Quando se verifica a existência de uma rede tentacular em empresas públicas, que são em última instância responsabilidade dos primeiros responsáveis políticos, ministros e secretários de Estado”, existe “responsabilidade política nos governantes que fizeram as escolhas políticas para a gestão dessas empresas”

“Quando existem casos de corrupção que perturbam o funcionamento dessas empresas de forma sistemática e são estruturais, há responsabilidade política”

José Pacheco Pereira na Assembleia da República.

O PÂNTANO…

(Sol, 06.11.2009)

QUE EM ÉVORA NADA NOS PASSE AO LADO!


Retirado do Diário do Sul de hoje:
"O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pronunciou-se unânimemente contra a obrigatoriedade da presença de símbolos religiosos nas escolas públicas, em resposta a uma queixa de uma italiana que pediu a retirada dos crucifixos das salas de aula de um estabelecimento escolar de ensino público onde os seus filhos estudavam.
O tribunal considerou que "a exibição obrigatória do símbolo de uma determinada confissão em instalações utilizadas pelas autoridades públicas e, especialmente em aulas", restringe os direitos paternos de educarem os seus filhos "em conformidade com as suas convicções".
E adiantou que a exposição do símbolo cristão também limita "o direito das crianças a crerem ou não".

CANTATA PRANTO E LOUVOR
Em memória de Casquinha e Caravela

7 de Novembro (sábado), pelas 22h00
Bibliocafé Intensidez, Évora

Novembro recheado de boa música nos Celeiros
6, Sexta | 24h00 | Virgem Suta

Um pedido de desculpas

Bom dia Srª Dª Habévora,

Sou morador da Urbanização Cruz da Picada. E utilizo este e-mail para lhe pedir se há possibilidade de arrancarem com as obras de requalificação mais cedo. Hoje começaram às 07:30 horas e isso permitiu-me dormir mais que quatro horas. Não pode. Por entre os barulhos dos vizinhos e não vizinhos, já não estou habituado a dormir tanto.

Pode alegar: "ah, vá dormir mais cedo". Bem queria, mas tenho por principio não dormir no posto de trabalho. Manias... Mas arranje-me uma justificação fá-lo-ei.

Repare, não falo por mim. Há mais moradores que partilham da minha opinião. Sei o que deve estar a pensar: "ah, estamos a requalificar aquela nojeira e ainda reclamam!". De facto. Temos lata. Daqui a bocado até queremos respeito, não? Descanse. Utopias não é comigo. Sou do Sporting.

Mas gostaria apenas de pedir que iniciassem as obras só à tarde (lá para as 08.30h, 09.00h) pois gosto de acordar, ir ao supermercado e já lá estar o pão. Espero não estar a pedir muito.

Portanto aqui ficam as minhas desculpas.

Obrigado
Morador

(recebido por e-mail)

foto.grafias | Exposição de Vera Marmelo | SHE-Évora

Para Vera Marmelo a fotografia está intimamente ligada com a música e às pessoas que a fazem. Nos últimos três anos fotografou muita gente, muitos músicos e entre eles muitos dos novos músicos portugueses que (lhe) interessam.

Quando tudo começa sem grandes objectivos, parece que tudo o que vem, vem por bem. Estar presente em concertos, estúdios e ensaios deixou de ser um par de horas com amigos a centenas de fotografias que documentam a música que passa por Lisboa. O reconhecimento que tem surgido nos últimos tempos deve-se em parte ao facto de acompanhar amigos que se destacaram. É que entre os seus amigos estão muitos dos porta-estandartes do novo underground musical português. De Noiserv a Tiago Miranda (Loosers), de Samuel Úria aos Pontos Negros, de Tiago Guillul a Norberto Lobo, todos eles passarão pelo enorme mural que Vera preparou para a SHE.

A inauguração está marcada para 7 de Novembro às 22h e contará com a presença de um amigo de Vera, o cantor e músico de Os Pontos Negros, Jónatas Pires.

05 Novembro 2009

Água, o passo seguinte

Vamos lá começar com uma verdade que o senhor de La Palisse não desdenharia: a água é um bem essencial à vida. Podemos viver sem televisões, sem automóveis, sem telefones, sem mobílias, em casos extremos sem casa e com muito pouco comer, mas não sobreviveremos sem água.

Sendo a água um bem escasso e de consumo garantido a sua comercialização é naturalmente alvo da cobiça de insondáveis interesses privados. De há muito que as políticas assumidas, vão exactamente no sentido de abrir ao sector privado a comercialização deste produto essencial à existência da vida.

No nosso concelho o primeiro passo nesse sentido foi dado com a passagem para as Águas do Centro Alentejo da distribuição em “alta”. Essa opção teve como consequência o aumento significativo do preço da água para os consumidores, e a perda do controlo por parte do município da rede de distribuição em “alta”.

Foi uma primeira etapa de um processo que se previa que culminasse com a alienação total da distribuição da água de consumo privado, para as Águas de Portugal, permitindo aquela empresa controlar toda a distribuição do precioso líquido. E é exactamente isso que se encontra neste momento em cima da mesa, a propósito de uma candidatura ao QREN para a requalificação e expansão de todo o sistema de abastecimento de água e saneamento de águas residuais. Para a instrução dessa candidatura exige-se a assinatura de um protocolo entre seis municípios da nossa região e a empresa Águas de Portugal, através do qual passará para esta empresa a distribuição em “baixa”, afastando definitivamente os municípios da gestão do consumo da água nos seus territórios.

Esta solução que assenta no princípio do utilizador pagador e que aponta para a necessidade do preço a pagar pelo consumidor permitir a recuperação de todos os custos, incluindo a remuneração do capital investido pelos accionistas, terá como consequência quase imediata um aumento brutal do preço da água. Para além disso abrem-se as portas de par em par à sua gestão privada, ao garantir às Águas de Portugal o direito de concessionar o serviço a quem bem entender.

Quando a questão se colocar brevemente em sede de Reunião Pública de Câmara, por proposta da maioria, os actores políticos terão que assumir claramente as suas responsabilidades.

Uns estarão naturalmente contra a assinatura do protocolo, assumindo que a água não pode ser tratada como uma mera mercadoria que possa estar sujeita às regras do mercado, batendo-se pela manutenção da sua distribuição em “baixa” nas mãos do Município, com a inerente possibilidade de controlo dos preços ao consumidor e garantia do acesso a esse bem como um direito humano básico.

Outros preferirão lavar daí as mãos, argumentando com necessidade de garantir a sustentabilidade económica, com a economia de escala, com a possibilidade de investimentos a fundo perdido.

E as populações? Devem ficar alheadas destas decisões? Não devem ter uma palavra a dizer sobre opções políticas que condicionam de forma decisiva a sua qualidade de vida? Utilizando o slogan de um programa municipal… mexa-se.

Eduardo Luciano
in DIANAFM, 05.11.2009

É preciso fazer crescer esta FORÇA

É preciso pôr de lado sectarismos e construirmos um verdadeiro espaço de debate, onde todos aqueles que não se conformam com a situação que se vive na Cidade, possam construir um espaço cada vez mais amplo e abrangente. O resultado eleitoral, em Évora, demonstrou que isso é possível.

Deixemos de lado os sectarismos. HOMENS E MULHERES desta bela cidade, saibamos alargar ainda mais este espaço que, no passado dia 11 de Outubro, esteve à beira de conseguir fazer a MUDANÇA. Só na diferença e pluralidade podemos continuar a fazer crescer esta FORÇA.

04 Novembro, 2009 21:00

O descalabro que reina na cidade...

O Centro Comercial Eborim encerrou no princípio do ano, sendo anunciado, na altura, que entraria de imediato em obras para, durante o ano em curso, receber as novas instalações da PSP. Afinal, tratou-se apenas de propaganda em ano de várias eleições.

O mesmo se passa com as obras paradas no antigo edifício do ex-Hotel Planície, apesar de ter sido anunciado abrir, como Pousada da Juventude, em 2009.

As oposições andam distraídas, ou não têm capacidade para denunciar este descalabro que reina na nossa cidade.

04 Novembro, 2009 20:47

Gostava de saber o que se passa

A urbanização junto à escola das Pites, está parada ou anda a passo de caracol. É uma obra da responsabilidade da autarquia. Gostava de saber o que se passa: se é falta de dinheiro, se é devido ao descalabro que reina na Câmara.

04 Novembro, 2009 20:50

UM ALERTA!
À autarquia e ao IPPAR.


O Convento de São Bento de Cástris está a ser alvo de uma enorme pilhagem. Por todo o lado há portas abertas, telhados levantados, um autêntico massacre.
Pergunto: quem fiscaliza ou dá segurança àquele espaço com grande valor histórico? Ou … há interesse na sua destruição, para ser vendido mais barato, aos amigos do betão?!

ACORDEMMMMMM!
04 Novembro, 2009 17:59

Quem manda no aquário?


Umas pitadas de comida e os peixes do aquário afluem, magnéticos, para o festim. Umas pitadas no canto oposto, e lá vão os bichinhos, a dar a dar.
Com cuidado, porque não podem comer de mais.
Quem é que manda no aquário?
Deus ou o Mercado?

04 Novembro, 2009 07:38

04 Novembro 2009

Lançamento do livro de fotografia de António Gervásio, dedicado à Reforma Agrária

A Reforma Agrária, apesar do passar dos anos, ainda hoje desperta sentimentos contraditórios nos Alentejanos, como não podia deixar de ser. Contudo constituiu um fortíssimo e amplo movimento social que abalou os fundamentos de uma sociedade arcaica que, independentemente dos rumos seguidos posteriormente por cada indivíduo, grupo ou classe, nunca mais seria a mesma. Recordar e estudar esse processo histórico é também um dos objectivos da Associação Povo Alentejano que acaba de constituir-se e que abre as portas da sua sede, em Évora (no antigo Secretariado das Cooperativas, na Rua 5 de Outubro 75), ao lançamento do livro de fotografia de António Gervásio, dedicado à Reforma Agrária, e que terá lugar na próxima 5ª Feira, dia 5 de Novembro, pelas 18 horas.

Associação Povo Alentejano

AS AVENTURAS NUM PORTUGAL CONHECIDO

(i, 04.11.2009)

Parece que tou a ver o filme:

SócratesArmando, sai lá de cena por uns meses, pá. Porque assim estás a dar cabo da cara do PS.
Armando VaraMas pá, e depois?? Como é?
S.Deixas passar uns meses. Nós arranjamos o tacho com a Justiça, ficas ilibado e voltas.
AV.Mas oh, pá! e o dinheirinho que perco.
S.Não seja cretino, pá! Depois metes uma acção contra o Estado. Ganhas uns milhares acima do que ganharias como gestor.
AV.Garantes isso, pá?
S.Garantido, pá!...
AV.Então tá bom, pá. Amanhã vou pedir a suspensão do cargo. Até é bom, tou a precisar de umas feriazitas.
S.Assim é que é, pá! És um socialista de coração.
AV.Sabes bem que pelo partido eu faço tudo. Aliás, das luvas que eu recebo, dou sempre 20 por cento para o partido.
S.Eu sei, pá! Não és o único e nós agradecemos essas dadivazinhas...
AV.Oh, pá. Então até ao meu regresso, que espero seja breve. Arranja maneira de o meu caso passar à frente do da casa pia e dos outros todos.
S.Tá certo, pá! Até outro dia.

FIM da 1ª parte
(A segunda não tarda muito)

04 Novembro, 2009 11:08

Não, não é possível! Ou será?

Jorge de Burgos, monge cego e bibliotecário da obra de Umberto Eco “O Nome da Rosa”, é a sétima vítima de … si próprio. Nesta muito mais que história quase policial Eco atravessa simbolicamente 7 mortes que ocorrem numa abadia da idade média com uma sequência análoga ao profetizado como o fim dos tempo pelas 7 trompetas do Apocalipse. Nesse tempo a apologia do riso supostamente consignada no II livro da Poética de Aristóteles, confundia-se com a liberdade de acesso ao saber e com uma pré-teologia da libertação, do despojamento da riqueza e da separação dos poderes do Estado e da Igreja e opunha-se ao nominalismo sectário e à acção inquisitorial de uma Igreja Faustosa, herdeira da chamada doação de Constantino. O labirinto que esmagava o saber não era apenas nominal, traduzia o enleio da existência real. Em “O Nome da Rosa” estávamos em plena Idade média, tempo de existência fatal e cruel marcado pela acção inquisitorial dessa Igreja de João XXII com origem conceptual na bula Unam Sanctam de Bonifácio VIII. A esse mundo fatal opunha-se o optimismo de Marsílio de Pádua partidário do Imperador Luís II da Baviera na contenda entre este e o papa João XXII.

A dialéctica que opõe fatalismo e optimismo atravessa os tempos e exprime, de um ponto de vista simbólico, a relação entre as forças centrípeta e centrífuga, entre o estabelecido e o desconhecido, entre o medo e a coragem, entre o imobilismo e a dinâmica.

No mundo de hoje a reprodução dos medos faz-se à velocidade vertiginosa como tudo acontece. O sistema permanece, resiste à mudança vencendo e absorvendo relações sociais dialécticas pela estimulação individual dos medos, pela imposição da pretensa fatalidade Apocalíptica do capitalismo ser o fim dos tempos. Atrás destes tempos desenha-se a incerteza do desconhecido, o medo do abismo, a insegurança da desordem a fatalidade do caos.

O culto do não, não é possível assenta, ainda que intimamente, no conforto da certeza minimal da nossa própria defesa contra a frustração do arriscar no sonho da mudança.

Assim vamos caminhando de recuo em recuo para posições firmes, com os pés bem assentes na terra. Quando confrontados com uma onda de optimismo, desconfiamos, recuamos, tentamos segurar-nos às amuradas dos nossos medos do insucesso, da nossa angústia da incerteza da vitória. No contexto da não vitória impera a ordem, a regra, o tempo que parece imutável. Qualquer pequeno avanço que ocorra por um qualquer imponderável sócio-histórico-político, transcenderá largamente as nossas expectativas e traduzir-se-á numa estrondosa vitória.

Tudo isto a propósito de tudo e nada, da vida e da existência(zinha) e, afinal de contas, de Évora e do Alentejo.

Luís Garcia
(recebido por e-mail)

Apelo para que não nos limitemos a assistir

Está na hora de as pessoas de bom senso se unirem. Independentemente das suas opções políticas ou de quaisquer outras em que se manifestem divergências, aliás legítimas.

Ficou provado com o escrutínio feito ao último mandato autárquico, que a maioria dos munícipes não se revê de todo no modus operandi do executivo do PS.

São muitas as questões em aberto que provocam sérias reservas àqueles que preferem viver numa terra para a qual a qualidade de vida não seja um conceito vão, baseado apenas no que de mais efémero emerge de uma visão quase exclusivamente economicista.

Évora não é um quintal de ninguém, é uma entidade bem viva com uma dinâmica milenar que tem de ser respeitada, para que não seja posta em causa a sua própria existência. Aqui vivem e trabalham mulheres e homens de inegável qualidade e inquestionável e desinteressado afecto por esta Cidade.

Seria bom que a Civitas se discutisse e reinventasse com o contributo de todos aqueles que sem reservas possam participar, para que um caminho de Liberdade e Cidadania se não interrompa apenas porque uma mera conjuntura assim o determina.

Estou convicto que este apelo é comum a todos os sentires e por isso o faço, para que não nos limitemos a assistir.

04 Novembro, 2009 10:00

Linha ferroviária Évora-Lisboa-Évora

Desculpem interromper mas é só para perguntar se alguém sabe se é verdade o que para aí se diz que a linha ferroviária Évora-Lisboa-Évora vai encerrar, não por um ano, mas definitivamente?
Não quero crer em tal mas não seria caso virgem um encerramento "temporário" de uma linha-férrea do interior virar definitivo...

Maria M.
02 Novembro, 2009 18:13

Nota Mais Évora:
O que “para aí se diz” não coincide com a informação da Refer, empresa gestora da infra-estrutura ferroviária. Segundo a empresa o encerramento da linha será feito pelo período estritamente necessário à electrificação e completa renovação da ferrovia, entre Bombel e Évora. A Refer prevê que a obra venha a ser executada em 16 meses: 8 meses para realização das obras de supressão de todas as passagens de nível, e mais 8 meses para construção da infra-estrutura ferroviária propriamente dita. Após as obras, a nova linha terá capacidade para suportar a circulação de comboios a 160 km/h, em toda a sua extensão.

Haverá uma tábua de salvação para os monumentos dos Almendres?

O DL 174/2008 que regulamenta os PINs não estabelece a não aplicação nesses projectos dos condicionalismos da REN (Reserva Ecológica Nacional) e do Sobro e Azinho. Apenas faz reconhecer o seu interesse nacional.

Logo a legislação aplicável à Reserva Ecológica Nacional e ao Sobro e Azinho é para cumprir!

• Ora se essa legislação leva à escolha de áreas menos condicionadas,
• Ora se o terreno escolhido é o mais condicionado,
não haverá alguém que averigua a nulidade dos despachos que desafectam da REN o terreno para o PIN dos Almendres?

E, com a nulidade dos despachos, não ficará o PDM automaticamente suspenso?

Desta forma, no estrito cumprimento das leis todas; Lei dos PINs (DL 174/2008), Lei da REN (DL 166/2008) e Lei do Sobro e Azinho (DL 169/2001), poder-se-á reimplantar o PIN dos Almendres em local mais adequado a nascente da herdade.

Todos sabemos que o que está em causa é o Cromeleque dos Almendres (Monumento Nacional) e o Menir dos Almendres (Imóvel de Interesse Público) que para além de rodeados por betão e betuminoso a uns escassos 300 metros, ficarão ameaçados, tendo em conta que se tratam de terrenos com Risco de Erosão e Máxima Infiltração.

Mas um gajo tem de se socorrer do que estiver ao seu alcance.
E se são as leis da REN e do Sobro e Azinho que poderão salvar o Cromeleque dos Almendres, então senhores juristas, é trabalhar até à exaustão!

03 Novembro, 2009 22:27

Devemos lutar pelo Desporto da nossa cidade

Eu em relação a este assunto, como jovem dirigente desportivo e sócio de um clube, o que tenho a dizer é que realmente, não se deveria acabar com os dois clubes históricos da nossa cidade, por exemplo: ficavam, ambos os clubes, com as camadas jovens até aos Juniores, e ficavam a fazer formação de jogadores para um outro que se formasse de novo em Évora, em Seniores. Aí sim, havia mais dinheiro para investir num clube sénior, porque a CME dava só dinheiro a um clube e não dois; os patrocínios da nossa cidade começavam a investir mais porque era só a um clube e não dois; os sócios eram mais, porque em vez de ser sócios do Lusitano e do Juventude, eram só de um clube; as pessoas começavam a ser o dobro a ir aos jogos, logo aí havia mais receitas, etc., etc., etc.

Penso que deveríamos lutar pelo desporto da nossa cidade.

03 Novembro, 2009 17:01

E se SARAMAGO...

tivesse sido pago pela Igreja
para divulgar a BÍBLIA?

inquérito recente concluiu que CAIM vendeu mais de 70 000 exemplares
em 15 dias

mas o livro sagrado dos católicos passou, no mesmo espaço de tempo, a contar
com mais 325 684 leitores entre esporádicos e regulares

bom investimento da Igreja, ao que parece - revela inquérito recente


Platero
(h)ortografias

03 Novembro 2009

O circo está montado...

«Armando Vara pede suspensão de cargos no BCP»
«Judiciária reforça caso ‘Face Oculta’»


Os processos dos últimos anos deixaram de entreter a populaça. Cépticos, ignoram as novidades, e dizem que o final é sempre igual: combinam-se todos, viciam as regras, arranjam uns pagamentos, conseguem umas prescrições, e... nada de sangue.
A falta de pão exige, mais do que nunca, distracção e entretenimento. Face Oculta, nome imaginativo, diga-se, é o novo espectáculo, com figurinhas cintilantes a prometer muito sangue. O povo, no coliseu, quer sangue e César, para fazer esquecer que merece ser derrubado, fá-lo-á correr.
Desta vez, haverá sangue. Prepare-se a arena e os verdugos... Veremos se, depois do sangue correr, o povo não quererá derrubar o César de vez...

Aproxima-se o dia em que todos ficaremos a saber..

«Défice orçamental português pode ser o mais alto em 24 anos»

A propaganda, conducente à anestesia da opinião pública, segue o curso habitual e ameaça intensificar-se. Das contas públicas perfeitamente controladas, convenientes em período eleitoral, passamos rapidamente para o maior descontrolo das últimas décadas. E, tudo isto, sem que os líderes de opinião, com voz na comunicação social, tenham a coragem de desmascarar o embuste e dizer que o rei vai nu...

A verdade é que se aproxima o dia em que todos ficaremos a saber, não a verdadeira dimensão do défice, mas a dimensão do défice considerado conveniente para justificar a brutalidade das medidas impopulares que aí vêm. Medidas que agravarão, ainda mais, a vida dos sacrificados do costume.
Aproxima-se o dia em que assistiremos a mais um esbulho das verbas do Orçamento do Estado, para benefício do capital financeiro e de uns poucos especuladores do regime, e em detrimento da esmagadora maioria da população, a quem se exigirá que apertem, ainda mais, o cinto.

JUSTIÇA TARDIA – FACTOS REAIS

Toda a gente fala de boca cheia, sobre a justiça no nosso país, uns dizem que os tribunais não fazem nada (!) noutros casos afirma-se que o governo é culpado! etc... O facto é que, em quase todos os casos que se conhece, a justiça chega tarde de mais!
Poderia relatar inúmeros casos, em que a vítima acaba por morrer, sem que se faça justiça...

No entanto, hoje quero relatar um facto real de agressão física, uma agressão que aconteceu na via pública e que quase ninguém viu, ou por outras palavras, ninguém se quis envolver em confusão.

No passado Sábado, dia 31 de Outubro, na pacata Freguesia dos Canaviais, uma jovem de 21 anos foi agredida fisicamente pelo um homem de 24 anos, também pertencente àquela Freguesia e identificado pelas autoridades, embora não residente. Naquela manhã o agressor voltou a agredir a vítima, no qual a mesma sofreu sequelas nos membros inferiores e superiores, várias escoriações pela face e cabeça. O agressor, já agrediu a mesma jovem por 3 vezes, além das constantes ofensas e ameaças.

O caso foi denunciado à autoridade (GNR), a qual informou que a queixa fica registada, mas que pouco ou nada podem fazer... Os tribunais dizem que tem casos mais urgentes para resolver...

Tenho a liberdade de perguntar às autoridades competentes: O que se faz nestes casos? Esperar! até quando? E se o agressor matar! O que acontece?
É preciso morrer para haver justiça?
Enfim, é a justiça no nosso país!

Cumprimentos,
Isabel Figueira

03 Novembro, 2009 01:06

8 anos depois, qual é o nível de ambição da Cidade?

«Comigo chegou ao fim essa ideia de cidade “pobrezinha e igualitária” com um nível de ambição situado entre o primeiro lugar da distrital e o último da terceira divisão...»

José Ernesto Oliveira
VISÃO, Janeiro de 2002

Porque estão os jogos de futebol às moscas?

(1972: Juventude – Lusitano, foto retirada daqui)

Já foi realmente um verdadeiro derby, muito competitivo, que mexia com muitas emoções. Hoje é um derby da cidade, que põe frente a frente duas equipas da 3.ª Divisão, em que uma delas tem o objectivo máximo de subir para a 2.ª Divisão B (objectivo medíocre dada a dimensão da cidade) enquanto a outra (completamente falida) tem noção que não descer para o Campeonato Distrital já é um milagre.

Há uns anos para cá, a Associação Futebol Évora, investiu seriamente na formação dos treinadores, que teve como consequência, uma grande evolução nos jovens atletas. Foi sem dúvida um passo em frente que foi dado no âmbito da formação de jovens atletas, e que permitiu às nossas selecções eborenses das camadas jovens, fazerem frente às equipas de outras associações.

A Associação também tem investido na formação de massagistas, existindo mais gente habilitada no mercado, embora os clubes não estejam dispostos a pagar, por isso a maioria deles não se encontram em actividade.

A Associação também tem procurado formar melhores árbitros, que não tem sido tarefa fácil, devido à escassez de material humano. A Associação tem que aproveitar todos os homens que existem (alguns deles sem jeitinho nenhum para a coisa), mas ainda assim creio que houve uma melhoria substancial.

Se treinadores, jogadores, massagistas e árbitros evoluíram, porque é que o futebol na nossa cidade não evoluiu?!?!?!

A resposta é óbvia – Os DIRECTORES.

Por muita vontade que a Associação de Futebol tenha, não vai conseguir formar esta gente, pois o requisito para estar à frente de um clube de futebol é ser sócio e esbanjar lá dinheiro. Normalmente são os chamados “Velhos do Restelo”, que promovem os seus conhecidos (normalmente os da sua geração, que estão mais do que desactualizados), não pagam a massagistas, portanto estes não trabalham, e alguns treinadores quando recebem, recebem 6 meses depois…

Os directores que acompanham as equipas de formação não recebem 1 cêntimo, como tal os clubes têm que se contentar com os voluntários, que quase sempre são os pais dos miúdos. Esta situação muitas vezes prejudica o filho (atleta), que houve bocas exteriores, pois quando joga é porque é filho do director, e quando não joga é prejudicado porque é filho do director…

É uma bola de neve, que limita o desenvolvimento do nosso desporto, tudo isto derivado à falta de dinheiro. Os clubes não têm dinheiro, os presidentes têm que ser homens abastados que invistam no clube, normalmente são incompetentes e promovem incompetentes amigos deles para os outros cargos.

Não investem na formação, gastando o pouco dinheiro que têm, em atletas seniores vindos de fora. Os jovens atletas formados nos clubes, depois de ultrapassarem a idade de júnior, vão rodar para os clubes distritais onde se perdem devido à desmotivação e falta de oportunidades.

Uma vez que os filhos, os netos e os sobrinhos não vingam nos clubes da cidade, os pais, avós e tios, deixaram de se identificar com os clubes, como tal, deixam de ir ver os jogos...

Nos campeonatos distritais de Iniciados, Juvenis e Juniores as únicas equipas que praticam futebol em campos de terra batida, são: Juventude, Lusitano, SLE e Canaviais, ou seja, as equipas de Évora. De resto quase todas as vilas e aldeias têm um campo relvado natural ou sintético, o que melhora o desempenho dos jogadores.

Sei que esta situação de relvar os campos é dispendiosa, e não depende unicamente dos clubes…

Não vai ser fácil transformar uma direcção incompetente com uma gestão desastrosa, numa competente e com uma gestão correcta e coerente.

A única verdade é que os campos estão às moscas porque os habitantes da nossa cidade não se revêem na política de gestão dos clubes.

02 Novembro, 2009 21:26

O PIN dos Almendres e a Lei da REN

A Herdade dos Almendres encontra-se totalmente em REN (Reserva Ecológica Nacional):
  • A metade mais próxima do cromeleque tem duas categorias sobrepostas; Área de Infiltração Máxima e Risco de Erosão,
  • A metade mais afastada tem uma categoria; de Risco de Erosão.

Diz o n.º 1, do art.º 21, do DL 166/2008 que se admitem acções de relevante interesse público na REN desde que não se possam realizar de forma adequada em áreas não integradas na REN.

Ora, se a herdade tem terreno com uma categoria de REN e outro com duas categorias de REN, digam lá se não é desvirtuar a lei implantar o PIN na metade com dupla categoria, a mais condicionada!!!

E logo a 300 metros do Cromeleque dos Almendres (Monumento Nacional) e a menor distância do Menir dos Almendres (Imóvel de Interesse Público).

Face ao espírito da lei não seria óbvia a escolha da área menos comprometida em termos de REN?... afastada daqueles monumentos?!
02 Novembro, 2009 19:09


@19:09
O raciocínio está perfeito, mas esquece um pequeno pormenor: é que a REN foi objecto duma "raspagem cirúrgica" [no âmbito do processo de revisão do PDM] para satisfazer TOTALMENTE os interesses do empreendedor imobiliário. Ou seja, na zona do empreendimento, a REN desapareceu dos mapas... [como se pode verificar nas imagens abaixo]
02 Novembro, 2009 19:36

(PDM Évora – proposta inicial da REN - 2001)

(PDM Évora – 1ª proposta de desafectação da REN - 2004)

(PDM Évora – REN aprovada - 2007, com desafectação na Herdade dos Almendres)

02 Novembro 2009

CME responsável por dificuldades financeiras em dezenas de empresas e instituições.

Depois de um fenómeno de pré-campanha, onde José Ernesto contraiu uma dívida de crédito para pagar tudo o que devia a associações, e após a pausa para sufrágio, voltou a ladainha. Neste momento algumas associações (que não digo o nome mas que posso afirmar que são, não desmerecendo as outras, das mais importantes da cidade) e muitas empresas estão a atravessar momentos de aperto financeiro, estando já em causa vários meses de ordenados.

José Ernesto assobia para o lado, finge não ver nada, as eleições serão apenas daqui a 4 anos e ele não tem interesse nenhum nisso. Passa, assim, ombro a ombro sobre os rostos incógnitos de trabalhadores de várias empresas e associações que enfrentam agora dificuldades, muito por culpa da falta de pagamento da CME, seja em apoios ou em pagamento de material que a câmara já adquiriu e utilizou.

Mas o desplante da CME é tal que, visto não conseguir pagar 3 anos de dívidas a várias PME's da Cidade, decidiu ir para concelhos vizinhos e agora adquire material em Arraiolos, Estremoz, Montemor e até Lisboa com pagamento directo.

É a falta de vergonha desta câmara socialista.

Se eu fosse mal-educado
dizia que é muito feio
construir o socialismo
com fascistas de permeio.

02 Novembro, 2009 09:13

Universidade de Évora

O problema está no modelo de financiamento, ou no modelo de gestão?

02 Novembro, 2009 07:47

Que podem os eborenses fazer?


Veja-se como os ingleses veneram, cuidam e promovem os seus valores patrimoniais:
  1. Em primeiro lugar, a preservação da memória das suas origens, de que se orgulham, e sua transmissão aos vindouros, em condições o mais perfeitas possível.
  2. E, depois, o negócio turístico, sustentável, para lucro dos de hoje e dos de amanhã.

Veja-se Stonehenge, sem uma construção ou estrada que perturbe ou diminua a integridade visual do monumento.
Vejam-se outras intervenções, em locais e sítios arqueológicos, com valor paisagístico, em que a paisagem envolvente foi "limpa" de anacronismos, em que as instalações de apoio e os estacionamentos são mantidos afastados e escondidos por colinas e maciços de árvores.
...
Pelo contrário, vejam-se as intervenções do IPPAR em Miróbriga (Santiago), ou em Torre de Palma (Cabeço de Vide), e tantos outros, com a preocupação aparente e única de explorar o negóciozinho:

  • a começar pelo projecto e a construção da bilheteira, pomposamente chamada "recepção";
  • o encerramento do sítio com vedação;
  • a venda de bilhetes e de recuerdos, para tentar sustentar um posto de trabalho, insustentável;
  • e o monumento ali ao lado, abandonado e desprezado, abusado visualmente pela barraca do IPPAR, que por pouco, não lhe caiu em cima.

A documentação, vendida com o bilhete de entrada, é paupérrima, errada, e desactualizada; o envolvimento das escolas e da população local, é marginal e mal recebida; o investimento em mais escavações e mais estudos, adiado; a ilustração e explicação das descobertas e sua divulgação, muito tosca, provavelmente a aguardar que o arqueólogo colha os seus dividendos, antes de serem tornados públicos.

Quando os organismos do Estado, encarregues da protecção dos monumentos nacionais, se demitem ou, mesmo, participam activamente na sua destruição, que pode o cidadão fazer para proteger os seus monumentos?

Quando, nos Almendres, se preparam para fazer uma espécie de "aldeia gaulesa" à volta de um monumento único e insubstituível, e isto é aceite e declarado pelos Serviços Regionais e pela Câmara Municipal, como PIN (Potencial Interesse Nacional), que podem os eborenses fazer?

01 Novembro, 2009 22:46

01 Novembro 2009

Pouco mais de 300 pessoas assistiram ao derby...

Hoje foi dia de derby na cidade. Num passado muito recente, era dia de casa cheia. Normalmente entre oito a dez mil eborenses assistiam ao grande jogo da região. Esta tarde, no campo do Juventude, pouco mais de 300 pessoas assistiram ao derby. Pobre cidade que caminhas para o definhamento completo.

01 Novembro, 2009 22:01

Universidade de Évora com graves dificuldades económicas

Jorge Araújo, o reitor da Universidade de Évora, alertou este domingo que a instituição não é economicamente sustentável. Foi durante a cerimónia, agendada para o Dia da Universidade, que o reitor traçou o quadro negro em que considera viver a instituição.

"A sustentabilidade da Universidade de Évora dependerá, em última instância, da atenção do poder político para a sua circunstância particular e poderá ou deverá passar pela contratualização de um programa de recuperação económica e financeira", alertou o responsável máximo da instituição.

Para o reitor, a existência de uma universidade pressupõe limiares qualitativos e quantitativos que não podem ser postos em causa. "Sejamos claros, a Universidade de Évora, no quadro do actual modelo de financiamento, não é economicamente sustentável", afirmou enquanto traçava um balanço do percurso da instituição nos últimos anos.

Uma universidade acarreta encargos permanentes de uma linha base a que corresponde "um limiar mínimo qualitativo e quantitativo do corpo docente e do pessoal" mas também "um financiamento mínimo de sustentação" explicou Jorge Araújo, alertando que "abaixo desse limiar a instituição poderá ser outra coisa qualquer, mas não será seguramente uma universidade".

PÚBLICO/LUSA - 01.11.2009

O dedo na ferida!...

Cada vez é mais difícil entender a língua portuguesa…

Para os corruptos, eleitos e gestores dos serviços da Administração Pública, roubar o Estado e fugir aos impostos, não é crime. Eles são uns heróis, que enriquecem, sem trabalhar, sem produzir, e sem prejudicar "ninguém". E até se dão ao luxo de dar aos pobres!

Aliás, eles não roubam, não corrompem, nem são corrompidos: eles fazem "crimes de natureza económica", como agora se diz nos telejornais do PS.

Eles não têm prejuízo nem dívidas: eles têm "passivo".
À Banca, eles chamam agora "Indústria Financeira".
E à usura chamam-lhe "produto financeiro".

Cada vez é mais difícil a gente entender a língua portuguesa, sobretudo quando estamos a ser roubados, legalmente.

01 Novembro, 2009 11:52

É o tempo da destruição das memórias...


Numa época não muito distante, existiu uma grande crise de pedra para a construção civil a nível nacional (já com grande poder na política). Muitas foram as vilas e cidades que, perante isso, destruíram as suas muralhas para vender a pedra ao quilo. Por cá, tínhamos na presidência da Câmara um presidente (sem visão e de conchavo com o poder económico) que também fez esse negócio e se propôs a derrubar as muralhas.

Mas, nessa época, Évora era habitada por gente de coragem e de visão. Um movimento de cidadãos levantou-se contra a decisão e conseguiu preservar as muralhas que hoje fazem parte da beleza desta cidade Alentejana e que nos possibilitou a classificação a Património da Humanidade (acompanhada com outros exemplos do património, claro está). Surgia nessa altura o embrião para a formação do Pró-Évora.

Mas isto foi no tempo em que os valores, morais eram maiores que os económicos. Foi no tempo dos eborenses de coragem e de visão. Hoje nada disto interessa. O poder imediato, a riqueza imediata, e o emprego (através de cunha) para o familiar é quem mais ordena.

Os Cromeleques, tiveram azar, estão em risco nesta época de gente frouxa, de gente sem espinha dorsal e onde nem os movimentos de apoio ao património (agora já existentes) se levantam para lhes acudir. É o tempo da destruição das memórias do passado, é tempo da corrupção, e do conluio, é o tempo que os eborenses decidiram ter quando votaram! Paz à alma da cidade!

01 Novembro, 2009 11:42

dona MARTA

(em defesa dos animais, e porque está aí a chegar o frio)

dona MARTA é gorda
é gorda que se farta
tem um casaco de marta
pô-lo arrepia

dona MARTA é gorda
é gorda que se farta
tem um casaco de marta
pô-lo arrepia

arrepia a memória
de MARTA - morta -
que está farta
de cobrir
tanta marta
- vazia


Platero
(h)ortografias

ALMENDRES RESORT

Desde 2006 que este crime se vai consumando, bem documentado aqui no Maisévora.

É a mentira de base, "legalizada" pela lei, danosa do interesse nacional. A classificação do investimento como projecto PIN (Potencial Interesse Nacional?), mas que, na verdade, é um negócio CIN (Contra o Interesse Nacional). Um negócio de PIP (Puro Interesse Privado), à custa da destruição de um valor patrimonial milenar, e único, absolutamente irrecuperável, depois da destruição que está em curso.

É a ilegalidade e a corrupção subjacente, processual, conduzida pelos próprios eleitos e organismos do Estado, a quem competiria defender o interesse do Estado e do Concelho, mas que se encontram, de facto, ao serviço dos interesses retrógrados, que vivem à custa do Estado, como carraças.

É a estupidez, selvagem, de valorizar o negócio privado, à custa do património nacional, monumental e natural, destruindo-o com consciência plena, e sem rebuço. Quando, seria perfeitamente possível fazê-lo noutro local dessa imensa herdade, em remanso igualmente belo e atraente, sem tocar, sem prejudicar, sem destruir, este património único e insubstituível.

É o sinal dos tempos.
O tempo em que os Portugueses entregam o governo do país e do concelho à canalha mais rasca, mais selvagem, mais retrógrada, e mais corrupta.
O tempo em que, da sociedade de criminosos, com currículo, um vai para primeiro-ministro, outro para director de banco e outra para presidente de câmara.
O tempo em que, os governos nos conduzem, inexoravelmente, aos períodos mais negros da nossa história.

31 Outubro, 2009 10:52

O DESCOBRIDOR

Um pai gosta de se rever no filho,
não nos defeitos, mas naquilo que,
dentro duma óptica de adulto, é
considerado qualidade ou virtude. É verdade
que os defeitos, quando em miniaturas,
podem ter graça. O mau génio
dum rapazito «promete», não
raro, um forte carácter
macho para quando ele for um
homem, e isso tranquiliza
e tem graça. Mas é inegável
que as virtudes brilham e
lisonjeiam mais.

Quando o meu querido
fedelho me anunciou,
arvorando como podia a
solenidade de que os seus
dez anos eram capazes, que
queria ir para descobridor,
eu senti-me surpreso
e, logo, vaidoso. Até que enfim
que aparecia alguém, nas quatro
últimas gerações da família
Soares Picoto, que se propunha
descobrir; que forcejava
por se dedicar à descoberta
de algo
:
- Mas descobrir o quê?
perguntei ao Alvarito:
- Novas terras!, disse o pequeno.

Expliquei-lhe que a grandeza
dos portugueses como
navegadores e descobridores
era um facto incontroverso, mas que
hoje estava tudo descoberto.
O Alvarito ficou pensativo.
Depois, olhou para mim
e disse, meio desencantado:
- Então posso ser engenheiro…

Alexandre O’Neill,
anos 70 – Poemas Dispersos

31 Outubro 2009

Tudo bons rapazes

Sucatagate

«A ‘Operação Face Oculta’ pode ser o Watergate do PS, se se provar que diversos gestores socialistas integravam uma “rede tentacular integrada” visando assegurar negócios com grandes empresas públicas ou semi (REN, Refer, Galp e EDP). E esta é apenas a ponta do iceberg, porque não se acredita que um gestor bancário que ganha €40 mil por mês se venda por dez mil. O que se torna evidente é que, a ser verdade, a fraude só foi possível através de uma rede de pessoas integrando as estruturas de decisão destas empresas, todas da estrita confiança do poder político. Ora, quando a podridão se instala a este nível, é a própria existência do Estado acima dos interesses particulares que fica em risco

EXPRESSO, Editorial, 31.10.2009

O regime tornou-se numa enorme rede de corrupção

«O dr. Mário Soares pediu esta semana à imprensa e à televisão que não insistissem no que ele chama de “sensacionalismo” e percebessem, de uma vez, que o “sensacionalismo” não “paga”: não “vende papel”, nem aumenta audiências. Logo por azar três dias depois saiu um novo “escândalo” das profundezas do Ministério Público. Pior ainda: esse escândalo alegadamente envolve antigos membros de um governo PS e um velho amigo do primeiro-ministro. Em prosa tremendista, o Ministério Público, declarou que há no caso uma “rede tentacular”. Não sei se há “rede” ou não há “rede”. Só sei, como sabe, ou desconfia, a maioria dos portugueses, que o regime se tornou numa enorme rede de corrupção.»

Vasco Pulido Valente
in PÚBLICO, 31.10.2009

SOS ao Cromeleque dos Almendres


O Cromeleque e o PIN (Projecto de Interesse Nacional) dos Almendres ocupam uma vasta área de Solo com Risco de Erosão e de Infiltração Máxima.

Mas essa mancha de Reserva Ecológica foi "apagada" do PDM, na zona do PIN.

O que acontece quando se abatem sobreiros em solo com risco de erosão e de infiltração máxima? E quando avançam com buldozers, escavações, montões de betão e de betuminoso a 300 metros do Cromeleque, a maior preciosidade de Évora? Será que os menires vão rolar por aí abaixo e no futuro já não existe legado para deixar? Alguém fez estudo do impacto deste PIN?

SOS ao Cromeleque dos Almendres, o verdadeiro projecto de interesse nacional e internacional!!!

30 Outubro, 2009 23:12

30 Outubro 2009

Pois, pois…

«José Sócrates não comenta processos judiciais»
Sócrates diz que, enquanto primeiro-ministro, não comenta a operação "Face Oculta". Veremos o que faz, enquanto secretário-geral do PS…

Quem não se fia não é de fiar…

De que terá medo Zé Ernesto para que os vereadores, sejam eles quem forem, não possam circular numa Câmara para a qual foram eleitos?
Esta situação mais que absurda é ilegal, prepotente e quiçá reveladora de que há situações que não poderão ser vistas.
Quem não se fia não é de fiar, já lá diz o povo.

30 Outubro, 2009 09:05

Mãos sujas, alma limpa

Como sucede habitualmente quando, como agora, vêm a público os negócios sujos que, um pouco por todo o país, envolvem lixo e tratamento de resíduos, os envolvidos são quase sempre gente (empresários, autarcas, políticos…) lavada e educada, da do género que não entra em casa sem limpar cuidadosamente os pés.

O problema é não haver tapete de entrada onde se limpe a sujidade das mãos. De qualquer modo, quando os jornais conseguem enfim chegar à fala com eles, estão todos de consciência limpa. O lixo e o dinheiro são, com efeito, matérias com a singular propriedade de sujarem as mãos e raramente sujarem a consciência (e mais raramente ainda o cadastro, pelo menos entre nós, onde as leis penais e processuais penais lavam mais branco que em qualquer outra parte do mundo), de tal modo que o capítulo moral da democracia portuguesa que vier um dia a ser dedicado ao assunto não poderá deixar de levar o sugestivo título de "Mãos sujas, alma limpa". Não se percebe é que a PJ se dê a tanto trabalho para desvendar a "Face oculta" de tais negócios, se ela e o MP é que acabam sempre por sair sujos dos tribunais.

Manuel António Pina
Jornal de Notícias, 30.10.2009

Os estranhos negócios na área do Ambiente

«Um ministério que detém um enorme poder de licenciamento mas cujo peso político é cada vez menor e que para lá dumas medidas simpáticas, como o salvar uns animais ameaçados de extinção, os portugueses não percebem porque aprova uns projectos e chumba outros é também um óptimo caldo de cultura para situações menos claras. Recordo que quase todos os casos de corrupção envolvendo políticos no exercício dos seus cargos autárquicos e governamentais passam pela área do Ambiente – são os terrenos que se desafectam das zonas de protecção especial; os concursos para aterros; os licenciamentos com carácter de urgência, etc.
O ministério que Dulce Pássaro herda tem assim essa indesejável e perigosa combinação entre um peso político nulo e um poder enorme no mundo dos negócios.»


Helena Matos
in PÚBLICO, 29.10.2009 (via Blasfémias)

Coisas úteis para a vida diária dos cidadãos

Quando é que a Câmara Municipal procede à elevação das passadeiras para peões na Avenida Dinis Miranda, à semelhança do que já fez na mesma avenida junto ao Hotel D. Fernando?

Quando é que a Câmara Municipal estuda e executa o reforço da iluminação pública da Praceta Álvaro Pires, que está escura como breu, daí local óptimo para assaltos aos apartamentos, aos automóveis, e outras práticas que não será necessário descrever?

Este post poderá ser também dirigido à Junta de Freguesia da Horta das Figueiras.

29 Outubro, 2009 09:16

Gostei!...


Alguém já visitou a Direcção Regional de Educação do Alentejo (DREA) e deu conta de uma bonita exposição de instrumentos musicais (*) que por lá está? Gostei sim.
29 Outubro, 2009 19:57

(*) Exposição “Instrumentos Musicais do Mundo”, constituída por cerca de 400 instrumentos musicais da colecção particular de Fernando de Brito Vintém. Se ainda não teve oportunidade de visitar, aproveite hoje, último dia, entre 9h00 às 17h30.

A diferença entre ser Português e ser chinês

Imaginemo-nos numa das lojas de ferragens da nossa cidade de Évora e atentemos à seguinte situação:
Cliente – Bom dia queria um alicate Universal, faz favor!
Lojista – Aqui está. São 35 Euros!
Cliente – 35 Euros???????? Porra! assim vou comprar nos chineses, custa-me só 3 Euros!
Lojista – Mas este é de melhor qualidade.
Cliente - Mas ali eu compro 3 ou 4 gasto 12 euros e fico com alicates para o resto da vida.

É este o dia-a-dia do Cliente de Évora.
As lojas dos chineses aparecem como por magia em todo o lado.
Não pagam impostos.
Não pagam segurança social.
Não têm horário de trabalho.
As mercadorias entram pela alfândega a custo 0,00 euros de imposto.
Pagam mal aos funcionários que não são chineses.

Dizem que é fruto de um acordo internacional.
Mas eu pergunto, que acordo internacional é este que prejudica o nacional e beneficia o emigrante?
É que não é só material supérfluo que eles já vendem. Agora já vendem tudo: roupas, sapatos, loiça, plásticos, material escolar, material de pintura. Já começam a aparecer alguns electrodomésticos.

Pergunto eu. E o comerciante que paga todos os impostos e tem de obedecer a dezenas de regras para poder ter uma porta aberta, senão tem a ASAE à perna, como é que se governa?
No final do mês, quando vai fazer as contas para pagar aos funcionários, aos fornecedores, ao IRS por conta, água, luz e demais, como é que se governa?????
Estes Acordos Internacionais apenas beneficiam os bolsos de alguns dirigentes que os aceitam.
Por este andar vamos ter lojas de chineses a vender carne, mercearia, legumes, pão, etc. Já faltou mais.
Há que pôr um travão a isto senão as lojas continuam a fechar, a falir, por falta de Clientes.

Mas, diga-se aqui de passagem, que muitas em Évora são culpadas, pois querem ganhar tudo de uma vez e vendem a preços exorbitantes.

Vítor Alves
29 Outubro, 2009 15:56

29 Outubro 2009

MEMÓRIAS

(Sábado, 12.04.2007)

(Correio da Manhã, 09.04.2008)

(PÚBLICO, 24.12.2007)

CURRICULUM VITAE

Armando António Martins Vara (
Vilar de Ossos, Vinhais, 19 de Fevereiro de 1954) é um político português e administrador bancário[1]. Estudou Filosofia na Universidade Nova de Lisboa, tendo abandonado a Universidade sem obter o diploma de licenciatura. Mais tarde obteve o diploma de licenciatura no Curso de Relações Internacionais na agora defunta Universidade Independente, três dias antes [2] [3] da sua nomeação para a Administração da Caixa Geral de Depósitos, cargo que deixou de exercer para assumir a presidência do Banco Comercial Português[4].

Um mês e meio depois de ter abandonado a Caixa Geral de Depósitos para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Portugal foi promovido no banco público ao escalão máximo de vencimento, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma
[5].

Carreira política

Foi deputado à Assembleia da República nas IV, V, VI e VII
Legislaturas.

Em 1991 foi candidato a presidente da Câmara Municipal da
Amadora, tendo perdido para a CDU. Foi vereador durante algum tempo.

No governo de
António Guterres foi primeiro a secretário de Estado da Administração Interna (1995-97), depois a secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna (1997-99).

Após a vitória eleitoral do PS em 1999, tornou-se ministro-adjunto do primeiro-ministro (1999-2000), com os pelouros da juventude, toxicodependência e comunicação social.

Vara recorreu ao director-geral do GEPI (Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do
Ministério da Administração Interna) e a engenheiros que dele dependiam para projectar a moradia que construiu perto de Montemor-o-Novo[6].

Em 2000, passou a ministro da Juventude e Desporto.

Ainda em 2000 viu-se forçado a pedir a demissão ao surgirem notícias sobre alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção e Segurança, que fundara no ano anterior, quando era secretário de Estado, processo que seria posteriormente arquivado.

Em Outubro de 2009, mantendo a sua honestidade característica, Armando Vara é um dos 12 arguidos constituídos no âmbito da operação Face Oculta desencadeada pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro
[7].

(Wikipédia, via
Cavalas e Fanecas)

Armando Vara: um dos homens do momento

(Correio da Manhã, 29.10.2009)

«Nos anos noventa, existiu durante uns meses uma sociedade chamada Sovenco (SOciedade de VENda de COmbustíveis), com alguns sócios ilustres, todos do mesmo partido: Armando Vara, a fabulosa Fátima Felgueiras e o ainda mais fabuloso José Sócrates (via portugal dos piqueninos)

Mas a lista das trafulhices Vara/Sócrates não se ficou pela SOVENCO:
  • Foi Vara, quando estava no Ministério da Administração Interna (!) do governo do Eng.º Guterres, que "arranjou" o professor da Independente que ofereceu as "cadeiras, e ofereceu o diploma ao "engenheiro" Sócrates;
  • O mesmo professor, e esposa, tiveram participação corrupta na roubalheira da Cova da Beira, quando o Sócrates era ministro do Ambiente; o processo foi dado como "desaparecido", quando a judiciária o requisitou;
  • O Freeshop, que teve origem na mesma época, inclui a família do Sócrates, por parte da Mãe e por parte do Pai, e ainda se está a ser deslindado;
  • Etc.

Não admira o Eng.º Guterres ter fugido, quando descobriu com quem andava metido!

O mais escandaloso e revoltante, é que o partido "sucialista" não só olha para o lado, como ajuda a abafar o escândalo e, ainda por cima, promove os corruptos para os cargos mais importantes do governo da Nação.

29 Outubro, 2009 21:53

A propósito da primeira visita aos serviços municipais, por três Vereadores eleitos…

A confiança e respeito do Dr. Ernesto pelos eleitos, é de tal monta, que obrigou um emplastro, feito pau de cabeleira, a segui-los de sala em sala, para vigiar a apresentação dos vereadores da oposição aos funcionários municipais.

Desde que há eleições democráticas, nunca se viu uma coisa assim, tão caricata, e tão pidesca!

O fulano ainda não percebeu que os eleitos da oposição têm tanto direito como ele, para aceder aos serviços e aos funcionários.

O fulano ainda não percebeu que a Câmara e os funcionários não são dele.

O fulano ainda não percebeu que a Câmara inclui a oposição, a quem ele tem que prestar contas; e que os funcionários municipais são, acima que tudo, servidores do Estado, independentemente do partido que ganha as eleições.

29 Outubro, 2009 14:41

CLAREZA

Quando alguém nos oferece alguma coisa, manda a mais elementar regra de bom senso que ponderemos as consequências da sua aceitação.

Quando alguém nos parece propor parte do poder que legitimamente exerce, redobra a necessidade de ponderação, de avaliação dos prós e contras para aqueles que depositaram em nós o seu voto de confiança.

A participação no órgão executivo do Município por vereadores eleitos por forças políticas que não obtiveram a maioria, ainda que relativa, dos votos, com funções de gestão e responsabilidades atribuídas, pressupõe, em meu entender, a existência de um conjunto de condições e de um ambiente político que não existe na actual conjuntura.

Desde logo é desejável que exista um nível mínimo de confiança mútua entre quem obteve os votos suficientes para governar e quem não os obteve.

Quando a anunciada primeira visita aos serviços camarários dos três vereadores eleitos pela segunda força política mais votada, se torna impossível sem a companhia do Presidente ou de um dos vereadores do seu partido, estamos conversados sobre níveis mínimos de confiança mútua.

As duas forças políticas mais votadas nas últimas eleições autárquicas, e que elegeram o mesmo número de representantes no órgão executivo, têm projectos políticos diferentes e alternativos entre si.

Defendem estilos de gestão opostos, têm formas de estar na vida política que só por mero acaso podem coincidir num ou noutro ponto.

Como seria interpretado por aqueles que depositaram o seu voto num projecto de ruptura, a aceitação de pelouros que implicariam necessariamente solidariedades e compromissos com aquilo com que se pretende romper?

E quem ganhou será que estaria mesmo disponível para partilhar o poder? Que palavras devem ser tidas em conta nessa avaliação? As do discurso oficial que pede aos que não ganharam que assumam responsabilidades no executivo, ou as do discurso muito mais claro do assalariado do poder que diz exactamente o contrário e se manifesta opositor do enquadramento legal que permite essa partilha?

Como podem ver, só uma qualquer ânsia pelas migalhas do poder nos poderia levar a aceitar pelouros, numa parceria sem parceiros.

Seremos vereadores de corpo inteiro, honrando os compromissos assumidos para com quem nos elegeu. Exerceremos uma oposição firme e responsável, tendo os interesses das populações sempre presentes.

Votaremos favoravelmente e sem preconceitos todas as propostas que entendermos servir os interesses dos eborenses.

Votaremos contra e sem ceder a jogos de vitimização todas as propostas que entendermos lesivas para o interesse público.

Sou dos que entendem que é a clareza de posições e o constante prestar de contas sobre essas posições que tornam a política numa actividade respeitável.

Foi esse compromisso que assumimos, é esse compromisso que cumpriremos.


Eduardo Luciano
in DIANAFM, 29.10.2009

Não é preciso inventar a roda! A aposta no Turismo, passa por coisas simples...

Ainda não se percebeu bem a importância que o Turismo pode ter para a cidade de Évora. Os restantes sectores económicos com capacidade de geração de valor estão mortos ou moribundos. Não podemos aceitar que a Cidade viva à conta das remessas do Orçamento de Estado que vêm para os seus maiores empregadores: Câmara e Universidade.

Mas apostar no Turismo não é fazer uma agenda cultural. Apostar no Turismo não é proteger pseudo-grupos de teatro. Há muito trabalho para fazer na promoção do património arquitectónico, histórico e cultural. Passa sobretudo por coisas simples, como manter a cidade limpa e as paredes pintadas; passa por melhorar a iluminação cénica dos monumentos, por manter o centro histórico activo e vivo, passa pela aposta em eventos culturais de qualidade, por não permitir a construção de mamarrachos e por promover projectos arquitectónicos de qualidade.

Basta usar o bom senso. Não é preciso inventar a roda, olhe-se para os bons exemplos que há pelas cidades desse mundo fora.

28 Outubro, 2009 14:15

Quem é o beneficiado pelo "espírito da selecção"?

Como dizia um pobre de espírito, a propósito do "negócio" da Silveirinha e do Juventude: "os negócios são mesmo assim, uns ganham, outros perdem...". Como se fosse um jogo de futebol, está-se mesmo a ver!

Na verdade, a corrupção já é encarada pelos portugueses como parte integrante do "sistema":
  • A coisa gera riqueza, portanto é necessária e positiva, pelo menos para a minoria de "espertos", corruptos;
  • Faz-se à custa do Estado, "esse grande ladrão", e, ainda por cima, "mau gestor" e corrupto (!);
  • É praticada por gente importante, políticos e doutores, os tais gestores do Estado, bem na vida, com grandes carros (diz-se que o próprio Primeiro Ministro..., e os Ministros..., e o Presidente..., e o Conselho de Estado..., e o Presidente da Assembleia..., que, por acaso, pertencem à Maçonaria..., e à Fundação..., e à OpusDei..., e etc.);
  • É uma actividade tolerada, com direito a tempo de antena, em horário nobre, com todo o respeito por parte da comunicação social;
  • Parece haver garantia de impunidade, de nunca se pagar o prejuízo causado ao Estado e ao país, e, muito menos, de ir preso;
  • Quando a coisa dá para o torto, arranja-se um bom advogado, dos que fazem as leis, uma escapatória, uma medida delatória, um indemnização do Estado, por incumprimento de um formalismo, importantíssimo, mais grave que o crime, e que faz esquecer o próprio crime;
  • ou suspende-se o julgamento, e a democracia, o tempo suficiente, para se alterar a lei;
  • depois do escândalo, "anda-se por aí" durante uns tempos; quando a coisa arrefecer, o predador, revigorado, e melhor preparado, pode voltar a atacar, para abocanhar mais um pedaço de Portugal.

A despropósito, quem é o dono da Silveirinha? Quem é o beneficiado pelo "espírito da selecção", inventado pelo Doutor Ernesto?

28 Outubro, 2009 20:05

A propósito de maus cheiros, fedores e quejandos…

"quadra p´ra pular"
:
põe um frasco de perfume
cada vez que toma banho
mesmo assim o cheiro a estrume
é maior que o seu tamanho

Platero
(h)ortografias

28 Outubro 2009

A política do bode-expiatório

«José Ernesto Oliveira alerta que o problema só será resolvido em definitivo quando for feita uma obra de saneamento, da responsabilidade da empresa Águas do Centro Alentejo»

Como o cheiro [dos esgotos a céu aberto no lago da Malagueira] não lhe chega lá a casa, o Doutor "limpa-se" atirando a culpa para cima da empresa.

Mas então, a empresa da água não está obrigada às condições impostas pelas Câmaras, por contrato?
E o contrato não especifica que eles têm que cumprir regras básicas de salubridade ambiental, e de habitabilidade, nomeadamente não encher a albufeira com merda?
E, mesmo que tal incompetência fosse "juridicamente" lícita e aceitável (!?), podemos aceitar que um Presidente de Câmara dê uma desculpa tão esfarrapada, depois de tanto tempo sem nada fazer, para diminuir o prejuízo da Cidade?

Um médico não devia ser particularmente sensível a estas coisas? Ou a culpa é dos funcionários?

28 Outubro, 2009 14:20

Combate à corrupção: Quais as intenções do Governo?

«Administradores da REN e quadros da REFER alvo de buscas (Galp, BCP e EDP também)»

Mais uma vez abriu-se a boceta de Pandora. A Polícia Judiciária iniciou investigações a individualidades da REFER e da REN. Haja coragem para levar as investigações até ao fim, não só às personagens, mas à instituição que lhes dá abrigo e ambiente para corromperem e roubarem. E aos governos que nomearam apadrinharam esses gestores.

Investiguem-se as obras intermináveis, caríssimas, danosas para o país, adjudicadas aos próprios funcionários e, por estes, fiscalizadas. Investiguem-se os interesses que se escondem e lucram com a gestão, com as "prioridades", e com as obras ruinosas, promovidas pela REFER.

Que a investigação não acabe no embuste em que o Sr. Cravinho transformou a investigação à Junta Autónoma das Estradas (JAE), para esconder e proteger os camaradas do partido, que continuam impunes.

28 Outubro, 2009 13:46

Estranhamente, ou talvez não, no recente discurso de tomada de posse do primeiro-ministro do XVIII Governo constitucional, o combate à corrupção foi letra morta, não figurando nas prioridades do novo executivo.

Mau cheiro e peixes mortos na Lagoa da Malagueira


«O entupimento de uma caixa de esgoto durante o fim-de-semana passado foi a causa do mau cheiro na Lagoa da Malagueira, em Évora. O problema já não é novo e, desta vez, até pequenos peixes apareceram mortos, segundo o presidente eleito da Junta de Freguesia, José Serra. Também em declarações à DianaFm, o presidente da Câmara de Évora explicou que a lagoa já está a ser limpa e que a água vai ser renovada. José Ernesto Oliveira alerta que o problema só será resolvido em definitivo quando for feita uma obra de saneamento, da responsabilidade da empresa Águas do Centro Alentejo.»
in
DIANAFM, 28.10.2009

Recorde-se que, já em Janeiro de 2008, o PÚBLICO tinha alertado para a preocupante situação dos esgotos a céu aberto que confluem no lago da Malagueira. Segundo a notícia, o presidente da câmara, José Ernesto Oliveira, afiançou que o problema «"irá ser resolvido" com a construção de uma rede alternativa de encaminhamento dos esgotos: "O projecto está a ser preparado nos serviços técnicos da autarquia e esperamos a curto prazo lançar a obra de resolução definitiva do problema."» Infelizmente, quase dois anos após estas declarações, tudo continua na mesma. Os esgotos a céu aberto continuam a conspurcar o lago da Malagueira e a Ribeira da Torregela.

Assim se acaba com a Administração Pública

O SIADAP terá muitos erros, e muito graves, e constitui um grande retrocesso em relação ao sistema de classificação anterior. Mas o pior de tudo, não é a lei mas a forma como é aplicada.

O pior de tudo, é a quadrilha de incompetentes, proto-fascistas, que usam a classificação de serviço para perseguir e humilhar os funcionários, para defender privilégios, e para esconder a desgraça da gestão.

O pior é que o Estatuto do Funcionário é "usado" para atacar quem tiver a coragem de protestar.

O pior é que a Comissão de Avaliação, "respeitável" grupelho de palhaços, só serve para confirmar a prepotência e a injustiça.

O pior é que, aos funcionários, só resta o recurso aos tribunais, que demoram dez anos a responder e a repor a legalidade.

Assim, os funcionários não têm direitos básicos.
Assim, não pode haver Justiça.
Assim se acaba com a Administração Pública.

28 Outubro, 2009 09:05

Sem qualidade, a Cidade pode perder muito, também a nível económico

A semana passada estiveram reunidas várias pessoas a debater o Turismo e foi deixado o alerta: a cidade de Évora já tem um roteiro turístico definido por ser património da UNESCO, cidade cultural, etc... Mas o Alqueva traz grandes responsabilidades e oportunidades. Os autarcas têm que trabalhar muito para requalificar a cidade, desde o urbanismo, ao trânsito, aos espaços públicos e à limpeza. O turismo de qualidade exige qualidade e a cidade pode perder muito, a nível económico, se não fizer um trabalho sério e com responsabilidade, pois conhece bem os problemas.

27 Outubro, 2009 14:39

AMBIENTE:

"O Pacto dos Autarcas é uma iniciativa da Comissão Europeia através de um pacote de acções para as Energias Renováveis, e estabelece os seguintes compromissos às autarquias aderentes:
  • superar os objectivos definidos pela UE para 2020 reduzindo as emissões nos nossos territórios respectivos em, pelo menos, 20% mercê da aplicação de um plano de acção em matéria de energia sustentável nas áreas de actividade que relevam das nossas competências. O compromisso e o plano de acção serão ratificados de acordo com os respectivos procedimentos;
  • elaborar um inventário de referência das emissões como base para o plano de acção em matéria de energia sustentável;
  • apresentar o plano de acção em matéria de energia sustentável no prazo de um ano a contar da data da assinatura por cada um de nós do presente pacto;
  • adaptar as estruturas municipais, incluindo a atribuição de recursos humanos suficientes, a fim de levar a cabo as acções necessárias;
  • mobilizar a sociedade civil nas nossas áreas geográficas para participar no desenvolvimento do plano de acção, delineando as políticas e medidas necessárias para aplicar e realizar os objectivos do plano. O plano de acção será elaborado em cada território e em seguida apresentado ao secretariado do Pacto no ano seguinte à sua assinatura;
  • apresentar um relatório de aplicação, pelo menos, de dois em dois anos após a apresentação do plano de acção para fins de avaliação, acompanhamento e verificação;
  • partilhar a nossa experiência e o nosso saber-fazer com outras entidades territoriais;
  • organizar Dias da Energia ou Dias do Pacto Municipal em cooperação com a Comissão Europeia e outras partes interessadas, permitindo aos cidadãos beneficiar directamente das oportunidades e vantagens oferecidas por uma utilização mais inteligente da energia e informar periodicamente os meios de comunicação social locais sobre a evolução do plano de acção;
  • participar e contribuir para a Conferência anual de Autarcas da UE para uma Europa da Energia Sustentável;
  • divulgar a mensagem do Pacto nos fóruns apropriados e, em particular, encorajar outros autarcas a aderir ao Pacto;”

O texto completo do Pacto dos Autarcas com todos os compromissos e objectivos, pode ser encontrado aqui: (http://autarquiadigital.com/2009/02/17/pacto-dos-autarcas/)

Gostava Muito de ver a minha Autarquia (Évora) empenhada nesta causa!

Ass: Ana Santos
27 Outubro, 2009 11:13

27 Outubro 2009

Um novo blogue a acompanhar com atenção

«Esta semana vou descobrir outros olhares nas visitas que faremos aos serviços da Câmara. Parece que teremos a companhia vigilante dos que se sentem "donos do espaço", provavelmente numa tentativa de dissuadir possíveis cumplicidades. Uma espécie de controlo pela expressão facial. Espero que os "donos do espaço" não mandem abater todos os que ousem sorrir. Abater a uma qualquer lista, obviamente, que os tempos não estão para outras violências. Já me basta ter um cão de fila a ladrar-me às canelas pelo menos uma vez por semana.»

Este é um extracto do último post publicado no «Ao correr da pena…», um blogue onde o autor regista sentimentos, reflexões e «coisas banais», sem ignorar a visão de quem não se conforma com o situacionismo vigente, onde alguns se sentem donos do jogo, «donos do espaço» e donos da Cidade… Um blogue que suscita a nossa curiosidade e que iremos acompanhar assiduamente e com muita atenção.

Ah! Não acreditem naquilo das «coisas banais»...

Aqui vai uma crítica totalmente construtiva:

A CME deveria apostar nas novas tecnologias e criar um blog onde se possam colocar este tipo de questões, não para "inglês ver", mas para ajudar esclarecer dúvidas simples e pontuais das pessoas.

Imagino que seja difícil de articular e até de responder a todas as questões (surgirão todo o tipo de questões, algumas pouco simpáticas ou até acusatórias), mas, com uma hora diária, poderia gerir-se convenientemente um blog desta natureza. As pessoas gostam de "sentir o pulso à cidade", ou seja, gostam de saber quais as questões que apoquentam os outros, que muitas vezes se cruzam com as suas apoquentações!

Imagino que deva existir algum funcionário camarário capacitado para esta função e com alguma disponibilidade para tal. Não tenho nada contra o MaisÉvora, muito pelo contrário, mas preferia ver respondidas estas questões pela minha Câmara.

Fica a sugestão!

27 Outubro, 2009 11:29

E não se pode desligar o mau cheiro?

Na Câmara já não se lê o Maisévora, mas o cheiro a esgoto continua na entrada da cidade. Não se pode desligar o mau cheiro?

27 Outubro, 2009 12:56

O SIADAP está a ser aplicado com prepotência, abuso e injustiça…

"Medo, isolamento, humilhação, perda de auto-estima, de sentido e de identidade", é precisamente o que se passa na Câmara de Évora.

O SIADAP está a ser aplicado com toda a prepotência, abuso e injustiça. Sem oposição.
Os funcionários agem isoladamente, impotentes perante as agressões; indefesos e segregados pelas corporações, corruptas e coniventes com o poder.

27 Outubro, 2009 13:25

Afinal, o fim da crise que alguns vaticinam, não é para todos

Dúvidas e perplexidades

Como se faz para entregar os CV’s para a Embraer?
Existe já alguma formalidade ou é pela porta do cavalo?
Onde se entregam formalmente?
Onde é a porta do cavalo?

Os CV’s que milhares de pessoas, que foram deixados à porta do Aeródromo por altura do Skylander e do FalconWings estão onde?
Existem?
Foram triturados?
Extraviaram-se?
Se foram extraviados que garantia existe que não serão usados os dados pessoais, por gente de má fé?

Eborense Atento
26 Outubro, 2009 16:07

Gestão: o novo fascismo

«As histórias que ficámos a saber sobre a France Telecom nos últimos dias são terríveis: trabalhadores obrigados a mudar constantemente de posto e de funções contra sua vontade em nome da “flexibilidade”; a quem são impostos objectivos irrealistas e que são penalizados por não os atingir; destruição sistemática de equipas de trabalho e do espírito de equipa em nome da “adaptabilidade”; empregados que se vão buscar à casa de banho porque ultrapassaram os dez minutos da pausa-chichi; esquemas de “auto-avaliação” que apenas servem para intimidar os trabalhadores e para os obrigar a reconhecer que falharam e a aceitar penalizações; total ausência de discussão ou sequer de explicação dos objectivos da empresa, sempre impostos de cima; pessoas mantidas isoladas por medidas de “mobilidade” que destroem as relações pessoais entre trabalhadores; obrigadas a competir com os colegas para evitar a “redundância” e o despedimento; com medo da delação dos colegas e das punições dos capatazes, desconfiadas.

As histórias falam de medo, de isolamento, humilhação, perda de auto-estima, de sentido e de identidade, falam de morte. E, no entanto, repito, nada disto é novo, nada disto é diferente. Cada vez mais as empresas se parecem mais com isto, cada vez mais este discurso da competitividade desumana ganha direito de cidade, cada vez mais o stress e o burnout se consideram como o preço justo a pagar pelos elos mais fracos da cadeia, cada vez mais o discurso da “aposta no capital humano”, da “promoção da criatividade” e da “prioridade à inovação” esconde uma prática esclavagista, desumana, repressiva, atentatória dos direitos, da liberdade e do espírito humano. Cada vez mais as empresas são exemplo de uma prática ditatorial, esmagadora das liberdades, da crítica, da expressão e dos indivíduos que, se acontecesse cá fora, na rua, no espaço público, todos julgaríamos inaceitáveis. Dentro da empresa, em nome da competitividade ou por medo do desemprego, aceitamos o fascismo

José Vítor Malheiros
Excertos de crónica publicada no PÚBLICO (via blog pimenta negra)
26 Outubro, 2009 21:14

26 Outubro 2009

Isto é a sério?

Como cidadão contribuinte, e sem dívidas ao fisco.

Como cidadão que assiste atónito à "brilhante" conclusão dos responsáveis, que cinco dos 10 estádios, construídos para o Euro 2004, não são sustentáveis, e que é mais barato demoli-los do que mantê-los!

Como cidadão de um concelho arruinado e endividado; dívida que cresceu 100% em oito anos; dívida que foi endossada aos meus descendentes, sem qualquer benefício!

Como cidadão que assistiu atónito às negociatas da Câmara, com a CCDRA, com o clube Lusitano e com as imobiliárias, para construir um estádio inútil ao pé da lixeira e assim poder urbanizar a zona desportiva da cidade, para lucro da especulação!

Como cidadão que assiste atónito ao "consenso" político para a construção de mais um estádio, dizem que municipal, quando há um, às moscas, ao pé da lixeira!

Como cidadão que assiste atónito ao relegar da Circular Nascente para última prioridade; Circular que é absolutamente fundamental para o desenvolvimento económico, para a eficiência e racionalidade do trânsito, e para a qualidade urbana de Évora, e que nem sequer é consensualmente prioritária!

Depois desta carga de "porrada", deste prejuízo público que temos que pagar, ainda temos que ler no programa para o Lusitano:
- continuar "negociações do projecto imobiliário";
- pedir "ajudas" à Câmara;

Isto é a sério?

Porque temos todos que pagar pela corrupção, pela gestão danosa, pelos crimes, e pelo roubo, descarados e impunes?
Porque não se cobram os prejuízos aos responsáveis que, com dolo, e apesar dos avisos, insistiram nas negociatas e nos crimes?

Não há provas?
Não há polícia ou tribunal que proteja as associações e o erário público desta ladroagem?


26 Outubro, 2009 21:23

É triste não termos uma Banda onde se aprenda música…

Agora já é muito tarde para a Academia de Música. Já quase nada existe e, o que há, está abandonado numa sala do, agora, Colégio Mateus d`Aranda da Universidade de Évora.

Nesta sala está depositado todo o arquivo musical que foi criado em mais de 100 anos de história, assim como estandarte e todos os troféus e lembranças ganhas durante a sua longa vida, dedicada a cultura da nossa cidade.

A CME deveria ter adquirido todo o espólio desta associação centenária da nossa cidade. Já que nada fizeram pela sua sobrevivência pelo menos deveriam ter guardado a sua história. Penso que o sócio n.º 1 da Academia de Música (Sociedade Harmonia Eborense) deveria ter feito mais, pelo menos como fiel depositário de coisas importantes, como estandarte, hino, livro de actas arquivo musical e estatutos.

É triste Évora não ter uma banda de música onde se aprende música puramente amadora e gratuita para a sua população.

26 Outubro, 2009 19:51

Um lamentável equívoco

Com que então "roubando" comentários aos moços do acincotons e depois publicando-os como posts. Camarada, isso não é bonito. E só publiquei lá o meu comentário (mas não tenho nada contra o MaisEvora, só que não tenho o hábito de cá vir) e agora vejo-o com destaque aqui no seu blog. É uma atitude feia, mas neste caso, pelo assunto em causa, até é bom espalhar a mensagem.

Francisco Felício

(só não percebo: se publicou todo o comentário porque é que substituiu o meu nome por iniciais?)

26 Outubro, 2009 19:23

Nota MaisÉvora:
Desconhecíamos a origem do comentário mencionado, colocado numa das caixas de comentários do MaisÉvora [26 Outubro, 2009 17:15]. De igual modo desconhecíamos a quem se referia a sigla FF. Dado o esclarecimento do autor, retiramos o post e apresentamos as nossas desculpas pelo equívoco.

Uma notícia preocupante, a merecer a nossa atenção

«A Associação Académica de Viseu (AAV) cancelou todas as actividades de praxe até ao próximo dia 8 de Novembro por existirem suspeitas de que os caloiros estão a ser utilizados para negócios em bares da cidade

Uma notícia preocupante para a formação dos jovens e para o futuro do país. Com efeito, que benefícios poderão, os jovens e as cidades, retirar de uma extorsão organizada em torno das actividades das praxes associadas ao negócio do álcool?

Tomada de posse da CME marcada por consensos

O novo executivo da Câmara de Évora tomou posse este fim-de-semana. José Ernesto Oliveira destacou que a prioridade está na manutenção da limpeza e higiene da cidade e na construção de pequenas obras públicas de proximidade que interfiram no melhoramento da qualidade de vida das pessoas.

“Temos que melhorar muito a nossa prestação nesse sentido”, disse, referindo-se às questões de limpeza da cidade que admitiu estarem descuidadas.

Neste mandato “vamos começar um trabalho de grande intensidade, empenho e profundidade na procura de soluções que dêem uma volta completa ao funcionamento desses serviços”, garantiu adiantando que o pelouro da limpeza pública, higiene e jardins ficará a seu cargo.

As outras questões fundamentais para a cidade, como o desenvolvimento económico ou a cultura também irão merecem a atenção da autarquia.

Antes de terminar o segundo mandato, a governação socialista da CME iniciou algumas das obras ainda previstas no programa eleitoral de 2005, como o Complexo Desportivo Municipal, a recuperação do Salão Central, ambos previstos para o verão do próximo ano, e a nova Escola EB1 com Jardim-de-Infância dos Canaviais, cuja construção ficara suspensa por questões jurídicas.

O reordenamento e requalificação do Rossio de S. Brás e da Horta das Laranjeiras “está na fase de ultimação do plano de pormenor”, garantiu o autarca acrescentando que esta “obra é essencial para o desenvolvimento e requalificação da cidade” por isso devemos estar em concordância sobre a sua execução.

José Ernesto Oliveira mostrou-se convicto sobre a concretização daquelas empreitas cuja responsabilidade não compete ao poder local, como o Hospital Central, a estação do TVG e o troço do IP2 Azaruja / S. Manços.

Todas estas “são obras essenciais para que Évora continue a desempenhar o papel liderante em termos regionais e sobre tudo ser uma cidade que contribui para combater a desertificação para dar um contributo decisivo para o desenvolvimento do país”.

Sobre a actual situação do cinema da cidade, o governante ressalvou que a celeridade do processo não depende do poder autárquico. José Ernesto Oliveira referiu que deseja ver realizada e resolvida essa questão na medida em que também trará mais desenvolvimento e comércio modernizado para a cidade.

Capoulas Santos, presidente da Assembleia Municipal (AM), considera que a reeleição aumenta a responsabilidade e exigência “na isenção, equidistância e condução dos trabalhos da forma mais democrática possível”.

A experiência política que trás dos mandatos anteriores, permite-lhe ter uma visão mais alargada sobre os factos ao mesmo tempo que é “mais fácil fazer corrigir eventuais erros cometidos no passado”, admitiu o governante.

Neste mandato, a mesa da AM será constituída pelos três partidos de esquerda que se fazem representar, PS, CDU e BE, por ordem decrescente de peso eleitoral. O PSD que ocuparia o terceiro lugar não concordou com esta estrutura, por isso manteve-se afastado.

“Não se tratou de nenhuma coligação formal”, esclareceu Capoulas Santos que acrescentou que “o PS propôs que a mesa reflectisse a pluralidade das escolhas dos cidadãos” no sentido “que fosse composta por todos os partidos com lugares decrescentes em termos de importância”. Por esta lógica, a mesa deveria ser composta por PS, CDU e PSD, mas “o PSD recusou este convite e o BE aceitou”, explicou o presidente da AM.

Aquele órgão municipal tem utilizado uma política de gestão descentralizada. Esta foi implementada há oito anos e, segundo o presidente da AM, “é muito importante levar a Assembleia às Freguesias rurais” porque “obriga que o primeiro ponto da ordem de trabalhos seja sempre um debate sobre a situação e os problemas da Freguesia”.

Oposição disponível para encontrar consensos

Eduardo Luciano, vereador eleito pela CDU, admitiu que “as forças políticas envolvidas [na gestão autárquica] mostraram abertura para encontrar os consensos necessários para os interesses do município”. Mais, o vereador comunista ressalvou que tem de se “encontrar pontos de entendimento porque se isso não acontecer tal vai reflectir-se na vida das pessoas”.

A posição da CDU está, no seu ver, bem definida. As questões que tenham sido previstas no programa eleitoral da CDU e que sejam apresentadas pelo PS não terão qualquer oposição ou entrave. Por outro lado, o vereador afirmou que não irá compactuar com ideias políticas das quais não concorde. “Não nos peçam para viabilizar posições que vão contra o nosso compromisso com os eleitores”.

“É preciso uma estratégia para captar emprego”, alertou o vereador que considera contra producente “ficar à espera da concretização do projecto da Embraer”.

“Temos que ajudar o tecido empresarial local”, disse. O Parque de Feiras e Exposições foi uma das promessas eleitorais da CDU que não constará das prioridades do governo socialista.

Eduardo Luciano lamenta a posição da autarquia referindo que não deverá propor essa obra no decorrer do mandato porque “a gestão camarária não tem essa flexibilidade”, e “quem tem o poder e os meios é a força mais votada, o PS”.

António Dieb, vereador do PSD, explicou que a não irá fazer uma oposição vincada à presidência porque o interesse público sobrepõe-se a quaisquer partidarismo. O vereador está determinado a levar a cabo o programa eleitoral que apresentou, dentro daquilo que lhe seja permitido no decorrer do mandato socialista.

O presidente da CME considera “honrosa a responsabilidade de ser coordenador deste projecto que se vai implementar nos próximos quatro anos".

Verónica Ferreira
in REGISTO, 26.10.2009

Academia de Música: um manto de silêncio…

É interessante que surja aqui tanta indignação, e se calhar com razão, contra o que está a acontecer no Lusitano, mas quanto à Academia de Música parece que paira um silêncio ensurdecedor. Será porque afinal a cidade de Évora não tem afinal qualquer tradição cultural? Ou porque todos os principais partidos do poder em Évora foram coniventes, responsáveis e actores dessa instituição centenária? A contestação efectuada por muitos sócios, sobre a gestão desastrosa do Dr. Adelino não teve qualquer eco junto do poder autárquico e governamental. Aliás pessoas de todos os partidos colaboraram na derrocada da instituição. Financiada pelo Estado e pela Câmara Municipal desde sempre, na Academia foram enterrados num espaço de 10 anos, cerca de 15 milhões de euros. Onde estão? O que aconteceram às dívidas? Quem foi responsável por elas??? Sobre isso apenas existe um manto de silêncio. Com conivência de todo o poder de quase todo o espectro político.

25 Outubro, 2009 22:37

Medina Carreira ao Expresso:


(Expresso – Revista Única, 24.10.2009)

AINDA SARAMAGO

ouve bem o que eu te digo
sem pretender ser amargo
:
tantos há que sendo Trigo
aspiram ser Saramago


Platero
(h)ortografias

Perguntas sobre Deus

25 Outubro 2009

A Câmara Municipal não assume a defesa dos cidadãos e das instituições cívicas

As forças de apoio ao Dr. Ernesto, o imobiliário e a especulação, montaram o negócio, corromperam o clube, e já começaram a betonar o espaço desportivo.

A câmara viabilizou e encorajou as alterações ao Plano [Director Municipal], que permitiram atacar o clube, fazer o novo estádio em Reserva Agrícola, e promover o embuste, com o histérico "espírito da selecção".

A Direcção, incompetente, e cega pelo brilho do dinheiro fácil, vendeu-se, e ao clube. Espatifaram o que tinham e o que não tinham. Trocaram as instalações sustentáveis e úteis, por um "palácio", insustentável e inútil.

Faz lembrar as outras instalações do Euro 2004, destinadas à implosão.

Faz lembrar o ataque à Academia de Música: grandes doutores, grandes obras, grandes investimentos, grandes ordenados... para tudo ruir num instante.

Faz lembrar o ataque da Câmara e da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), ao longo do último mandato, às associações com sede no Centro Histórico.

Os selvagens no poder atacam as associações cívicas. Manobram pela posse do património edificado, pelo lucro do imobiliário, pela destruição do património social e associativo de Évora.

As pessoas, organizadas pelo interesse colectivo, as instituições e a obra social, são perigosas, desprezíveis e dispensáveis.

Tal como no fascismo, a Câmara não assume a defesa dos cidadãos e das instituições cívicas. Pelo contrário, estas Câmaras "socialistas" participam activamente, e com interesse próprio, no esbulho das instituições, e na destruição da sociedade eborense.

25 Outubro, 2009 11:34

Por momentos não percebi o que estava a acontecer…

(…) Ontem assisti no Évora Hotel, a um provincianismo, a um beija-mão impressionante. Não sei se seria eu com as pessoas com quem estava, que estaríamos a mais. Toda a gente que chegava e via o Presidente da Câmara, José Ernesto, o ia beijar ou apertar a mão. A música de animação do hotel, também não ficou indiferente e dedicou-lhe uma canção. Por momentos não percebi o que estava a acontecer…

Isto passou-se ontem, num espaço que era suposto ser neutro. Sei que não foi o senhor que pediu, ou fez algo para isso, foram as pessoas, que não resistiam a tal presença, pois afinal estávamos perante um ilustre que é, afinal de contas, o homem forte da cidade.

Fiquei a pensar, ao sair de lá, que devo ter tido perante os presentes um comportamento pouco sociável. Afinal de contas fui das poucas pessoas que não me levantei a cumprimentar o Senhor Presidente.

25 Outubro, 2009 01:40

GHOULS NIGHT OUT II
31 Outubro | Espaço Celeiros | Évora


Exactamente um ano depois da primeira edição, a Old Skull Productions, novamente em parceria com a Sociedade Harmonia Eborense, apresenta a sequela GHOULS NIGHT OUT II.

Tendo o cartaz do ano passado sido assegurado pelos Dawnrider, Switchtense, Damien's Trail of Blood e Angriff, a forte afluência que se registou no Espaço Celeiros veio comprovar que há lugar para acontecimentos deste tipo na cidade de Évora e que a aposta no melhor que se faz em Portugal, incluindo bandas Eborenses, é para continuar.

QREN: a montanha pariu um rato!

É uma vergonha o desnorte notório que vai na CCRDA quanto à gestão do novo (!) Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) que, teoricamente, se iniciou em 2007.

Na prática passaram-se três anos sem que se vejam quaisquer resultados práticos quanto a obras fundamentais para o nosso Alentejo. As Câmaras Municipais apresentam candidaturas através de um processo mais que burocrático e desesperam por uma decisão quanto às mesmas. Quando finalmente têm parecer favorável do "lobby" da dita CCRDA é outra teia burocrática até á efectivação das comparticipações em questão.

Há casos, imaginem, em que auditores da dita CCRDA se deslocam às entidades promotoras para fazer auditorias a pagamentos efectuados cujas verbas comunitárias não foram ainda desbloqueadas.

Confusos? Nós também... Os funcionários das Câmaras Municipais com anos de experiência neste tipo de projectos desesperam com tanta alteração burocrática, na nossa maneira de ver totalmente supérflua e injustificada, que nada acrescenta ao processo. Pelo contrário, tudo parece ser cada vez menos transparente e os dirigentes da CCRDA refugiam-se num silêncio comprometedor remetendo responsabilidades de uma forma vaga para "os técnicos" ou a falta deles.

Enfim, 2007, 2008, 2009 já lá vão; 2013 é já ali ao virar da esquina e é realmente uma pena que fundos colocados à disposição da nossa Região Alentejo venham a ser devolvidos a Bruxelas por, pelo menos é o que parece visto de fora, pura incompetência de gestão e aproveitamento dos mesmos.

Muita propaganda e show-off faz a CCRDA do dito QREN em tudo quanto é feira (já parecem o outro, o Paulinho) mas, ao fim de três anos, a montanha pariu um rato!

24 Outubro, 2009 14:45

24 Outubro 2009

Têm que explicar toda esta trapalhada à volta do Lusitano...

A carta dirigida aos sócios do Lusitano assinada pelo seu presidente, vem alertar para a grave situação que se vive no clube.

«A transferência das estruturas desportivas do Lusitano do Campo Estrela para a Silveirinha continua a ser uma espinha cravada na garganta de cada sócio do nosso Lusitano. Esta foi a situação que encontrámos e não há possibilidade de inverter a marcha dos acontecimentos. Há apenas que tratar esta situação com eficácia e determinação, por forma que o Lusitano possa colher alguns benefícios com a mudança.»

«A segunda prende-se com o verdadeiro desvario das direcções que nos antecederam, que desbarataram as vultosas quantias provenientes do negócio imobiliário. Embora guardando para outra oportunidade a prova documental sobre este assunto, para quem ainda não conhece os números informo que em seis anos foram gastos em despesas correntes 2.500.000,00 € (dois milhões e quinhentos mil euros) provenientes da entidade compradora dos terrenos do Lusitano.»

É gravíssima toda esta situação. Os partidos da oposição na Câmara e Assembleia têm o dever de levar este caso a debate. É preciso apurar responsáveis pela destruição de uma instituição como o LUSITANO. A Câmara e a CCDRA, têm que explicar toda esta trapalhada à volta do Lusitano, já que foram eles que aprovaram aquilo que deviam chumbar.

24 Outubro, 2009 22:09

Um “manual de bons costumes”?!...

(...)
Levítico 16, 19-30

Levítico, tradicionalmente, atribuído a Moisés, é o terceiro livro do Pentateuco, um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia.

Realismo?!...

«Se não houver realismo salarial haverá mais desemprego», declarou ontem no Funchal o Governador do Banco de Portugal.
Só não explicou se considera realista que o Governador do Banco de Portugal aufira um vencimento de 250 mil euros por ano (17.800 euros/mês), sabendo que o ordenado mínimo no país é de apenas 450 euros.

CH: A escandalosa situação do estacionamento para residentes

Gostaria de falar aqui sobre o estacionamento [no Centro Histórico]. Acho vergonhoso o que se passa com a situação dos residentes. São obrigados a pagar uma coisa que não têm e não há quem os defenda. Estacionar em Évora no sítio destinado a residentes acho que se tornou o desporto da cidade. Se se estacionar nos espaços reservados a residentes a PSP ou os polícias municipais não se importam. Mau é estacionar onde se tem de tirar ticket. Aí sim há multas e carros com "fitinhas amarelas".
No caso que eu conheço, Largo dos Penedos e arredores, a coisa é escandalosa a partir das 19 horas. As pessoas vão para os restaurantes e deixam os carros nos sítios dos residentes sem respeito pelos outros. Quando é que a Câmara Municipal, que nos obriga a pagar o selo, nos defende? A Polícia Municipal às 19 horas não existe. A PSP se chamada não aparece, ou aparece tarde.

MCosta
23 Outubro, 2009 22:04

CERIMÓNIA TOMADA DE POSSE

23 Outubro 2009

Subprime à portuguesa

«O crédito malparado já é um grave problema estrutural, que a continuar a crescer irá asfixiar a economia portuguesa. Empresas e particulares somam calotes de 8,4 mil milhões de euros à Banca nacional, um valor que daria para pagar o novo aeroporto de Alcochete, com a nova ponte incluída, e ainda sobrariam mais de dois mil milhões para acelerar o TGV.

Como num icebergue, os dados do Banco de Portugal ontem divulgados apenas revelam a parte visível do problema. Há centenas de empresas com dificuldades de tesouraria que fazem manobras incríveis para escapar à lista dos caloteiros através da renegociação de créditos.

O sector empresarial em que a degradação do crédito se revela mais assustadora é nas empresas de construção, que já somam calotes de 1,34 mil milhões de euros. Este é um problema grave para os bancos, porque no crédito à habitação para particulares o malparado já soma 1,83 mil milhões de euros. Ou seja, já há mais de três mil milhões de crédito incobrável no sector do imobiliário.

Num país que sofre de anemia económica e demográfica, este grau de exposição do risco da Banca indicia que há o real perigo de acontecer uma crise de crédito, uma espécie de subprime à portuguesa, que se pode traduzir numa quebra de valor dos investimentos imobiliários


Armando Esteves Pereira
Correio da Manhã, 23.10.2009

Desemprego atinge valor mais alto de sempre

No final do mês de Setembro havia 510 356 desempregados inscritos nos Centros de Emprego nacionais. Um número que representa um aumento de 1,7% face a Agosto e de 29,1% face ao mês de Setembro de 2008.

O aumento do desemprego fez-se sentir nos diferentes ramos de actividade económica, destacando-se, com os mais acentuados acréscimos percentuais, a subida de 71% no sector da construção e de 58,9% na indústria da madeira e da cortiça.

Em termos profissionais, comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o mais acentuado aumento do desemprego verificou-se no grupo "operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil", com mais 88,8%, refere o IEFP.

Blogspot.com

A Internet hoje é um espaço virtual de relações que se confundem com a vida. Construímos no ciberespaço um outro mundo, menos tutelado pelos poderes constituídos, onde se espraiam e potenciam saberes. A Web é fundamentalmente um espaço de comunicação alternativa onde se desconstroem mitos e ritos sociais (é claro que se constroem outros a uma velocidade estonteante que não permite institucionalizar nada).

Se a Web em sentido lato é tudo isto, e muito mais, o surgimento da blogosfera veio potenciar ainda mais as características comunicacionais da Internet e, fundamentalmente, veio democratizar ainda mais a comunicação. A blogosfera pela facilidade e pela gratuitidade atravessa todo o espectro de interesses e actividades, ou seja há milhões de blogues que se destinam a todos os fins. O “trânsito” que se estabelece com um blogue é frequentemente menor que o “trânsito” que se estabelece com um site que tenha por exemplo animações em flash. Os blogues têm menos potencialidades dessa natureza por isso os downloads e uploads que fazemos quando visitamos as páginas de um blogue são pouco “pesados”.

A desinstitucionalização do processo social de comunicação de massas que acontece na Web incomoda muita gente na medida em que reforça a possibilidade de uma cidadania plena pelo acesso a fontes de informação sem limites e pela possibilidade de feedback total e em simultâneo num processo de comunicação.

Também aqui, na Câmara de Évora, neste nosso microcosmo relacional, o acesso à Internet livre, sujeito ao quadro legal vigente, parece ter-se constituído como um incómodo aparente e alegadamente para quem gere a rede interna. Nesse sentido foi-nos vedado o acesso aos milhões de blogues alojados no
blogspot.com. Não nos vedaram o acesso aos blogues alojados no Sapo, não nos vedaram o acesso aos blogues alojados no Wordpress, nem nos vedaram o acesso a outros cantos da blogosfera.

Esta atitude é um perfeito vexame, muito mais humilhante do que fechar o acesso à Internet em horas de serviço. Essa seria uma atitude retrógrada e totalitária mas coerente. Esta parece ter como objectivo apenas não nos permitir o acesso à blogosfera eborense dado que todos, ou quase todos os blogues de Évora estão alojados no
blogspot.com. Neste canto da blogosfera flui tudo, desde o contraditório em relação à opinião publicada no jornal local e demasiado tutelada pelos poderes constituídos, como o seu contrário, isto é o reforço das opiniões propagandeadas no jornal local. A liberdade individual de escolher as fontes de informação bem como o direito de réplica foi condicionada. Aqui na Câmara de Évora, no que diz respeito a comunicação, o “Free to Choose” série televisiva dos anos 80 nos EUA e best seller que suporta o paradigma liberal de direita de Milton Friedman, está apenas no horizonte de alguns.

Luís Garcia
(recebido por e-mail)

Uma vez mais, Portugal vai perder!

Resumindo: Continuam-se a colocar pessoas nos postos não pelos seus talentos reconhecidos mas sim pela conivência e lealdade partidárias. Tirando uma ou outra excepção, este governo é demasiado pobre e alinhado com o aparelho do partido.

António Serrano é sobejamente conhecido em Évora por ter sido administrador do Hospital. Os opositores do PS em Évora consideram que, nunca como agora, entrou tanta gente por via do aparelho partidário no hospital. Provavelmente têm razão. Constata-se inclusivamente que os critérios de gestão usados eram, no mínimo, duvidosos e que colocaram a qualidade dos serviços em segundo plano. Têm também razão.

O Pior vem agora.

No meu ponto de vista, colocar na “pobre” e desprezada agricultura um homem com este CV, é uma completa ofensa aos poucos agricultores que ainda se preocupam em produzir alguma coisa. Evidentemente que o homem foi colocado pelo aparelho para manusear os milhões e travar os exaltados excedentários – cerca de 3 funcionários para cada 1 agricultor – que existem actualmente no ministério, basicamente “filhos” do PS e do PSD.

Resta-me ainda outra dúvida.

Sabe-se que desde que o CDS foi parido, que um dos seus sonhos é a pasta da Agricultura, especialmente após a entrada na Europa: Avultadas somas em subsídios! Os tais Subsídios que o CDS adora pôr a mão!

O Sócrates, não dando a pasta a alguém próximo do CDS, só tem uma hipótese para os manter de certa forma aliados no parlamento: meter o Serrano a distribuir subsidio aos amigos agricultores do CDS sedentos desse mel delicioso, pelo menos, a avaliar pelo aumento recente de furtos de fardos de palha.

23 Outubro, 2009 12:24

Sem água a partir das sete e meia da manhã

Para reparar uma ruptura na rede pública de abastecimento de água, detectada há três dias, a Avenida Leonor Fernandes ficou hoje sem água a partir das sete e meia da manhã. Brilhante planeamento este, que consegue acertar exactamente na hora em que os munícipes mais precisam de água, para efectuar o corte de abastecimento.
Será que Dr. José Ernesto não tem o hábito de tomar um banhito de manhã? É que nós por cá temos…

23 Outubro, 2009 08:51

Encontradas estruturas arqueológicas, atrás da Sé

Parece que nos trabalhos arqueológicos a realizar atrás da Sé, local improvável para instalação de um parque de estacionamento (local dos mais sensíveis), estão a ser encontradas estruturas arqueológicas (pudera se Évora está assente na cidade romana), que a Câmara está a desvalorizar como forma de continuar com o bendito parque de estacionamento [integrado na parceria para a regeneração urbana] Acrópole XXI.
Tudo com a conivência do Ministério da Cultura!

22 Outubro, 2009 20:57

Ao Prof. Dr. António Serrano o meu cumprimento de sincera admiração…

Parabéns ao Prof. Dr. António Serrano e desejo de muita sorte na execução da difícil pasta que aceitou.

António Serrano é um profissional de excelência, com obra feita e um grande eborense. Aos 44 anos já mostrou como se realiza serviço público de qualidade em prol das pessoas – é um gestor de primeira linha e merece de todos nós o maior respeito e consideração.

A pasta da agricultura é complexa e é notoriamente adequada ao perfil de um grande gestor habituado aos grandes desafios.

António Serrano é um homem de qualidades ímpares na efectiva capacidade de gerir e corrigir – saberá o que de lhe melhor serve aos interesses dos portugueses.

Ao Prof. Dr. António Serrano o meu cumprimento de sincera admiração e o desejo de sucesso no árduo trabalho que o espera – é dos que sabe fazer e não teme os desafios.

Parabéns e boa sorte!

António Veladas

22 Outubro, 2009 23:37

22 Outubro 2009

Toma posse segunda-feira

O XVIII Governo, AQUI

A Cultura ficou mais bonita…


A pianista Gabriela Canavilhas, de origem açoriana, vai assumir a pasta da Cultura, no novo Governo.

Vai ser uma aventura...


Atenção com a nova Ministra da Educação... já se percebeu que a verdade com ela é... um bocadinho ficcional.
Não dá uma aula há não sei quantos anos, aparatchik no ME não sei quanto tempo e, voilá, Mestre pela Boston University… Tal como o outro Secretário de Estado e como boa parte dos pais do eduquês
Vai ser uma aventura....

22 Outubro, 2009 20:25

António Serrano, um gestor na Agricultura

António Soares Serrano, de 44 anos, sai da administração do Hospital do Espírito Santo, em Évora, para o Ministério da Agricultura. Professor catedrático na Universidade de Évora, o sucessor de Jaime Silva é um gestor, que já passou pelo Gabinete de Planeamento de Política Agro-Alimentar do ministério e é vogal da Comissão Directiva do Programa Operacional do Alentejo do QREN.

A escolha parece indicar que a prioridade na agricultura continuará a ser a gestão dos fundos comunitários. Mas o novo ministro tem grandes desafios pela frente. (…)

Resta saber se será só o dinheiro – se as Finanças desbloquearem a contrapartida nacional dos fundos comunitários – que resolverá os problemas.

Ana Fernandes
in PÚBLICO, 22.10.2009

A FORÇA DE UMA MARCA

Cá estamos de novo, depois de um interregno para férias e pelejas eleitorais. Embora perceba as razões, ditas e não ditas, tenho pena que este espaço tenha sido banido das ondas hertzianas, logo num período onde os motivos de crónica eram mais interessantes.

Seria no mínimo intrigante que, tendo eu participado activamente na batalha eleitoral para as autarquias em Évora, não retomasse este espaço falando da experiência que vivi e dos resultados obtidos.

Como sabem, a candidatura da CDU às autarquias locais do nosso concelho tinha objectivos bem definidos. Conseguir mais votos, maior percentagem, mais presidências de junta de freguesia e a conquista da maioria na Câmara Municipal.

Foi um privilégio ter tido a oportunidade de poder participar num processo entusiasmante de construção de uma alternativa ao poder, que foi envolvendo cada vez mais pessoas, que arrancou à letargia e à inércia muitos descrentes, que propiciou encontros e aprendizagens com gente de várias latitudes políticas e sociais, que quiseram dar o seu contributo com propostas inovadoras e perspectivas criticas.

O ter sido mais um nesse imenso colectivo, foi uma oportunidade rara de poder contribuir para a afirmação de um projecto político distintivo no panorama político do nosso concelho. A força política que me candidatou à presidência da Câmara Municipal de Évora, demonstrou neste acto eleitoral que a força da marca CDU se sobrepõe a qualquer protagonismo individual por muito importante que ele seja.

Os adversários passaram grande parte do tempo a vender a ideia que o cabeça de lista da CDU era um desconhecido, que vivia em Évora há pouco tempo, que não se lhe conhecia qualquer obra em prol da cidade, que não tinha experiência de gestão autárquica, numa das muitas excursões de idosos realizadas até foi soprado ao ouvido dos excursionistas que o dito cujo era demasiado novo para a função, entre outras mentiras e meias verdades.

Tendo o cabeça de lista tal rol de defeitos e contrariedades e tendo a força política que o candidatou conquistado mais votos que em 2005, ficando a escassos 1100 votos de conquistar a presidência da Câmara Municipal, só se pode concluir, e bem, que foi a força e o prestígio da marca CDU que possibilitou o resultado obtido.

Mais votos, mais Presidências de Juntas de Freguesias, inexistência de maiorias absolutas na Câmara e na Assembleia e uma diferença percentual de 4 pontos para força política mais votada, foram os resultados obtidos pela candidatura da CDU às autarquias do concelho.

É verdade, não conseguimos o objectivo principal. Mas nem por isso nos devemos sentir derrotados. Sentir-me-ia derrotado se olhasse à minha volta e visse desmobilização, desânimo, braços caídos, feridas abertas. Curiosamente vejo mobilização, ânimo, análise crítica de resultados sem recriminações ou culpabilizações fáceis. Não ganhámos a Câmara Municipal mas obtivemos vários grandes resultados. Nem todos quantificáveis.

Não queria deixar de agradecer aos pândegos que, noite das eleições, me colaram uma bolinha vermelha no nariz, numa clara alusão à nobre profissão de fazer rir os outros. Embora me falta o talento para tal, sempre prefiro ser associado a quem faz rir do que a quem faz chorar. Para além disso, quem sabe, a ideia possa ser usada em próximas campanhas associando a frase “queremos palhaços com mais decência, Batatinha à Presidência”.

Tinha mesmo saudades disto…

Eduardo Luciano
in Crónicas da DianaFM, 22.09.209

MORRE O CINEMA EM ÉVORA

Não assistia a uma sessão de cinema desde que o Eborim fechou (Fechou ninguém já sabe porquê, pois já se fala que a polícia não mais vai para aquelas instalações). Ontem, como há muito tempo queria assistir ao COCO AVANT CHANEL e estava a passar no improvisado cinema da Rua Diogo Cão, lá fui assistir à sessão.
Sala pequena, enfiada em cima do ecrã, um porteiro, apresentador bonacheirão, lá deu uma palestrazinha antes do filme começar e lá assisti à sessão de cinema. Mas, para poder assistir a essa sessão, tive que penar um pouco. Primeiro – moro fora das muralhas, tenho de me deslocar de carro para ir ao cinema. Pretendi estacionar no Largo da Misericórdia, cheio. Pátio do Salema, a abarrotar de carros. Atrás da Sé, nem pensar. E o tempo a passar, faltam 15 minutos para começar. Portas de Moura, sem local. Lá tive que ir estacionar no parque da Avenida dos Bombeiros Voluntários.
Subi a rua em passo acelerado. Faltam 5 minutos para começar lá chego, enfim, ao cinema de Évora. Tempo de comprar o bilhete e sentar, ouvir a tal palestra do funcionário, agradecendo a presença e exortando a que compareçamos mais vezes ao cinema.
Pela minha parte, dispenso. Vou vendo Televisão e quando me deslocar a Lisboa, para ir às compras, que em Évora não posso fazer, lá vou escolher um filme para ver, com o carro estacionado no parque de estacionamento do cinema/centro comercial.

Li, durante a campanha eleitoral, um comunicado do então candidato e hoje presidente, onde falava que a Câmara tinha chegado a acordo já não sei com quem para que o cinema continuasse a ser exibido em Évora. Faltou foi chegarem a acordo para que o Pátio do Salema e o estacionamento atrás da Sé e mais algum, para os frequentadores do cinema.

Temos uma boa sala para ver cinema. Um ecrã colocado no palco do Teatro Garcia de Resende resolvia tudo. Mas os donos do Teatro Garcia de Resende – O Cendrev – não deve permitir que isso se realize.

Então lá vamos ter de penar mais uns anos até termos – se tivermos – um Centro Comercial digno desse nome, que tenha algumas salas de cinema.

Vítor Alves
22 Outubro, 2009 10:03

Alguém percebe esta atitude?

É evidente que numa cidade organizada há lugar para tudo e para todos. Bastaria um pouco de bom senso por parte de quem a governa. Poderia haver lugar para a folia ruidosa e oportunidade de quem não é amante do ruído ou não o suporta, por razões várias, poder descansar.

O problema radica no facto de que quem governa a cidade (refiro-me concretamente ao Dr. Zé Ernesto, que é médico de formação) ainda não percebeu isso. Sempre tem actuado de modo a não salvaguardar o direito ao descanso, direito fundamental e que merece consagração constitucional.

Com conhecimento de causa por dever de ofício, poderei informar que os estudantes já sugeriram locais fora da cidade para realizarem as suas festas, coisa que o Presidente da Câmara nunca aceitou. Alguém perceberá esta atitude?

22 Outubro, 2009 12:19

Numa cidade organizada tudo tem o seu espaço e o seu tempo…

Para que todos os cidadãos encontrem satisfação para as suas necessidades, incluindo as lúdicas. Julgo que ninguém defende a conversão de Évora num mosteiro ou num convento (deixando de parte as emocionantes relações entre uma coisa e outra...). O que não pode continuar é o completo desordenamento da cidade, a falta de estratégia de desenvolvimento e a indefinição das utilidades para os espaços envolventes, o que tem degenerado em constantes conflitos entre os que, legitimamente, querem divertir-se e os que, legitimamente, querem descansar.

Mas estamos em Évora, sujeitos a um poder político estéril, não é de admirar!

Marcos S.
21 Outubro, 2009 15:56

Tomada de Posse da Câmara e Assembleia Municipal

A cerimónia de Tomada de Posse do novo Executivo Camarário e dos novos Membros da Assembleia Municipal terá lugar no próximo sábado, dia 24 de Outubro de 2009, pelas 15h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Trata-se de um acto público, ao qual poderá assistir toda a população que se digne comparecer.

in Site da CME

21 Outubro 2009

Saramago: curiosidade de miúdo

Deus andava não se sabe por onde.
De repente lembra-se de fazer o MUNDO
Faz em 6 dias
Ao 7.º – descansa

Ou entra em Greve?
Ou em Lay out, ou lá o que é aquilo?

e antes de se lembrar de fazer o MUNDO
o que fazia?

a IGREJA não gosta
que Saramago tenha regressado à curiosidade de miúdo
:
o que é isto? mas como é Deus?
onde é que dorme?
é casado? está desempregado?
tem carro? paga impostos?

e prepara-se para lhe baixar as calças
e dar-lhe
duas palmadas no rabo.

entre os católicos
não falta quem aplauda


Platero
(h)ortografias

PARTICIPAR É PRECISO!

Sábado começa um novo ciclo neste concelho. As forças da oposição, maioritárias na Câmara e Assembleia Municipal, têm o dever e a obrigação de não pactuar com esta situação de imobilismo, arrogância e silenciamento. Os cidadãos esperam uma atitude diferente neste novo mandato. Queremos informação e não propaganda, trabalho e não desleixo. Participar nas reuniões dos vários órgãos é um direito e um dever que nos assiste.

21 Outubro, 2009 13:37

Temos que exigir pluralidade de informação

Durante oito anos, a Rádio Diana e o Diário do Sul, receberam muitos milhares de euros da Câmara, não para informar os cidadãos, mas, pelo contrário, fazer propaganda à maioria socialista.
Um novo ciclo começa e com ele a exigência das oposições e dos cidadãos tem que ser diferente. O dinheiro dos nossos impostos tem que ser gasto de outra maneira. Temos direito à informação do que se passa nos vários órgãos e aquilo que cada força representada faz. Na comunicação social, como no boletim municipal temos que exigir pluralidade e informação de todas as forças com assento nos vários órgãos.

21 Outubro, 2009 12:07

De onde vem os rendimentos e a vida desta cidade?

Há algo que não percebo em relação a todas estas críticas que se faz a esta nossa bela cidade, ao qual algumas concordo perfeitamente com a opinião do autor deste blog mas lanço o desafio a este nosso amigo crítico que é a de avaliar de onde vem os rendimentos e a vida desta cidade? Do turismo durante o Verão? Dos nossos estudantes?...

Nós vivemos numa sociedade de consumismo e ninguém pode negar que, se esta cidade não tivesse estudantes, seríamos apenas mais uma cidade desolada e sem vida... Preocupem se, pois, em terminar obras que fazem falta, e ajudar os que necessitam, e não critiquem quem trabalha, tanto de dia como de noite, para ter algo na vida.

É fácil criticar e não se envolver, ficar a escrever atrás de um portátil... mas agir? Vamos ser coerentes no que dizemos...

P.S – peço desculpa por alguns erros de gramática que aqui tanto são criticados mas sou apenas um estudante desta cidade imperfeita da qual penso nunca mais abalar se assim a minha vida me permitir pois aprendi a gostar dos defeitos e virtudes dela! Melhorar é preciso? Sem dúvida alguma...Apontar os erros? Óbvio... Mas ser injustos? Nunca!

Pedro Évora
21 Outubro, 2009 12:08

Évora precisa e merece de um espaço de diversão nocturno

Tudo o que se poderá fazer é retirar a diversão da cidade para fora de portas. Lisboa assim o fez. Os Lisboetas, mesmo morando na outra ponta de Lisboa, deslocam-se e vão-se divertir nas docas.

Aqui em Évora fala-se muito das Docas Secas, à porta de Aviz. Só que, essas Docas Secas, vão ter a oposição de quem mora na Rua do Muro, do Hotel Mar de Ar e de quem mora na estada que vai da rotunda de Aviz para os Leões. Se realmente algo fizerem aí, vai cair o Carmo e a Trindade por parte desses cidadãos.

Porque não fazer essas Docas Secas lá para os lados do Parque Industrial?
Hoje em dia todos têm carro, quem o não tem utilizaria transporte público que a Câmara poria ao dispor dos cidadãos durante Toda a noite.

Évora precisa e merece de um espaço nocturno de várias qualidades e para várias bolsas. É tempo de parar com o fluxo de dinheiro que se vai deixar em Badajoz, Lisboa, Setúbal e até em Beja. É tempo da Câmara pensar nos Eborenses e não nos compadres do costume. É tempo da Câmara ser Câmara de todos os Eborenses e não de certos comerciantes que se julgam donos do comércio da cidade.

Vitor Alves
21 Outubro, 2009 11:55

Apesar das queixas... ninguém faz nada

É uma vergonha o que se passa entre as ruas do Burgo (time out) e a de Valdevinos (praxis). Ninguém consegue dormir com tanto barulho proveniente das ruidosas maquinarias de produzir som, como, depois, pior ainda que a música, são os indivíduos que ali se encharcaram de álcool, e sabe-se lá mais o quê, que vêm para a rua gritar, acordando quem descansa para, no dia seguinte, ir trabalhar. Não esquecendo a má imagem da nossa cidade a quem escolhe os hotéis por ali perto, Riviera e Monfalim, para descansar.
Apesar das muitas queixas que tem dado entrada na Câmara... ninguém faz nada... A polícia vê-se impotente perante as leis autárquicas. Ainda assim muito fazem eles.

19 Outubro, 2009 16:53

JORNALISMO À PORTUGUESA

Quando olhamos as notícias em certos jornais e as ouvimos na TV ficamos, pelo menos eu fico, com a sensação de que a liberdade de imprensa é uma liberdade muito libertina.

Certos jornais e certos noticiários, a coberto do chamado segredo profissional, mandam cá para fora notícias sensacionalistas, sem terem provas da existência da verdade nessas notícias. Apenas para venderem os seus jornais e aumentar as suas audiências.

Depois, vem-se a saber que a notícia é falsa e o desmentido, quando vem, vem numa página interior, no canto mais escuro possível, ou no final do telejornal, quando já ninguém o está a ver.

Estes jornalistazecos não têm a mínima consideração pela pessoa que estão a difamar, apenas querem ser os sensacionalistas do momento. E, depois, aquelas notícias sem nexo que os jornais inventam, passadas a milhares de km, que impede de nos informarmos se são correctas ou não, para encherem os jornais.

Não sei como é lá fora, não leio os jornais estrangeiros nem ouço noticiários de outro País, mas a continuar como até agora, não me surpreenderá que qualquer dia veja a notícia de que o jornalismo em Portugal é o Pior do Mundo.

Eu tenho a certeza de uma coisa. O Mundo está como está, muito por causa do jornalismo sensacionalista.

O jornalista hoje e é fácil de ver, faz a pergunta e lança para a boca do entrevistado aquilo que ele quer que o entrevistado diga. Se disser, tudo bem. Vai para notícia. Se por acaso não conseguir, não há notícia, aproveitam-se frases do entrevistado para lançar falsas notícias.

Na TV, se repararem, quando o entrevistado vai ao encontro do que o entrevistador quer ouvir, pode falar que não é interrompido. Se não for, o entrevistador corta logo a resposta e avança para outro tema. E nunca o deixam acabar o seu raciocínio próprio. Querem é ouvir do entrevistado aquilo que ele não quer dizer.

É O JORNALISMO À PORTUGUESA

Vítor Alves
20 Outubro, 2009 17:30

20 Outubro 2009

A intolerância e a prepotência atacam agora na Internet…

Não bastava a censura na imprensa e na rádio. A intolerância, a prepotência e a estupidez, atacam agora a Internet eborense.

A Câmara cortou o acesso ao Maisévora, e a todos os blogs alojados no Blogspot, no horário de serviço. Mas mantém os jogos Solitaire, Copas e Minesweeper, que vêm com o Windows, e que fazem a delícia dos secretários, dos cábulas e até, de algumas chefias.

Calam o mensageiro que traz más notícias sobre a gestão municipal; fecham a fonte de informação cívica, que devia ser usada e aproveitada para melhorar os serviços municipais. Mas continuam a permitir os jogos viciantes, e inúteis, no horário de serviço.

O que pareceria uma medida para promover a produtividade, embora de forma repressiva e abrutalhada, é na verdade uma medida para esconder a censura política.

20 Outubro, 2009 20:47

Ano negro para a liberdade dos jornalistas

Liberdade de Imprensa, Portugal cai do 16º para o 30º lugar este anoRSF
A organização Repórteres Sem Fronteiras considera que a liberdade de imprensa diminuiu este ano em Portugal, com uma queda, do 16º para o 30º lugar, na lista dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas.

(Lusa)
20 Outubro, 2009 15:47

Os casos repetem-se. Processos judiciais a jornalistas. Pressões sobre o jornal Público e o telejornal de sexta-feira da TVI. Manobras de compra da TVI. Uma comunicação social manietada. Um ano negro que se reflecte no ranking dos Repórteres Sem Fronteiras.

Finalmente... a chuva chegou


Chegou de mansinho, lavando o asfalto e matando a sede da terra. Já era tempo dela.

Activistas e simpatizantes da CDU analisam as eleições autárquicas

Na passada sexta-feira, 16 de Outubro, uma centena de activistas da CDU, militantes do PCP e independentes, reuniram-se no Palácio D. Manuel para analisar os resultados eleitorais e perspectivar o trabalho que por aí virá.

Duas notas foram comuns nas intervenções realizadas: o entusiasmo que nos continua a animar e a necessidade de continuar o trabalho iniciado, no sentido de tornar mais eficaz a acção dos eleitos da CDU, nas diversas circunstâncias.

Embora não tenhamos atingido o objectivo principal, o sentimento generalizado é da grande satisfação pelos resultados obtidos, com mais votos, maior percentagem, mais presidências de juntas de freguesia.

Foi evidente a disponibilidade de todos os presentes para participar num trabalho árduo, que terá como principais frentes o acompanhamento técnico e político dos eleitos, o aproveitamento de todos os instrumentos de comunicação criados em tempo eleitoral e uma maior pressão junto dos órgãos de comunicação social local para divulgação das propostas da CDU, a continuação dos contactos com as populações para levantamento de problemas e soluções que permitam que a nossa força seja a voz dos cidadãos nos órgãos autárquicos onde estamos representados.

Propusemo-nos realizar uma gestão participada e onde somos maioria iremos tudo fazer para que tal aconteça. Onde não conseguimos a maioria temos que saber construir uma oposição participada, isto é, suportada nos anseios e propostas das populações.

Ânimo, entusiasmo e determinação foram as palavras mais ditas e sentidas. Os eborenses têm neste PCP e nesta CDU, as forças capazes de continuar lutar por uma vida melhor.

19-Out-2009
(recebido por e-mail)

19 Outubro 2009

Freeport: fax fala de um suborno de dois milhões de libras

(reprodução do fax)

Dois milhões de libras de suborno (três milhões e duzentos mil euros), assumido por administradores do Freeport. Consta de um fax, reproduzido acima, hoje divulgado pela TVI. O documento data de 17 de Dezembro de 2001, um dia depois das eleições autárquicas que levaram à demissão do Governo de Guterres e à convocação de eleições antecipadas. José Sócrates era então ministro do Ambiente.
Dado que o fax está na posse da polícia britânica, resta-nos a esperança de que o caso possa vir a ser julgado… por lá.

A hora dos palhaços

«É espantoso como a propaganda oficial e oficiosa conseguiu, depois das duas campanhas eleitorais, atirar para debaixo do tapete a gravíssima crise que está a atirar este sítio para as caudas das caudas da União Europeia e da OCDE. Os propagandistas do regime, verdade seja dita, conseguiram evitar que a crise volte em força à agenda política. Conseguiram evitar que se fale das milhares das PME que estão com a corda ao pescoço, com as empresas que abrem falência, com os milhares de velhos e novos pobres que andam a viver à conta da solidariedade de autarquias e organizações privadas. Nada disso interessa. Os propagandistas do regime até conseguem falar em indicadores que apontam para uma retoma económica e atiram pela janela fora as poucas vozes que andam por aí a avisar do futuro negro que irá atingir os indígenas quando a economia recuperar e as taxas de juro dispararem, atirando para a miséria milhares de famílias hipotecadas com empréstimos à habitação e ao consumo. Mas nada disto interessa.»

António Ribeiro Ferreira
in Correio da Manhã, 19.102009

Bem prega Frei Tomás...

...faz o que ele diz, não faças o que ele faz!

«De momento, dentro do Centro Historio, estão a funcionar 7 Tribunais. A Câmara apoiou a instalação destes Tribunais, dada a situação de debilidade no Centro Histórico. É necessário que estes serviços, que trazem pessoas para o Centro Histórico, não vão para fora deste território classificado

José Ernesto Oliveira,
in Reunião de Câmara, 12 Novembro de 2008

Incertezas e interrogações?

Como irá Évora reagir e reorganizar-se com um novo Hospital, cerca de 5 quilómetros a Sudoeste do centro histórico, e uma nova Estação Ferroviária, cerca de 10 quilómetros a Nordeste desse mesmo centro?
E que irá acontecer nestes 15 quilómetros, que distam entre a nova Estação e o novo Hospital, a maioria deles espaços agrícolas desabitados? Iremos assistir ao agravamento da dispersão residencial ou ao surgimento de dois novos aglomerados urbanos: a cidade do Hospital e a cidade da Estação? E a cidade de Évora? o que acontecerá ao seu Centro Histórico e à sua centralidade?

E, já agora, como irão ser minimizados os impactes negativos (ruído, risco de acidentes, efeito barreira, etc.) que resultam do atravessamento da área urbana de Évora, pela nova linha Ferroviária Convencional de Mercadorias, que ligará Sines a Espanha?

Memórias de um partido marxista

(clique sobre a imagem para ampliar e ler "A Internacional")

Um aspecto que passa despercebido…

Há nesta questão dos estudantes, um aspecto que passa despercebido. Esta festança, é construída e promovida a pensar, não no interesse dos ditos estudantes mas sim, no interesse do porco negócio da cerveja e afins.

Na recepção ao estudante, estabelece-se logo o critério de avaliação social que se aplica na UE: quem não apanhar uma valente bebedeira, não é bom companheiro. É bom para o negócio e promove a alarvidade.

17 Outubro, 2009 21:53

18 Outubro 2009

Quando sinto a verdade daquilo que cansa…

CANTIGA DO DESEMPREGO

Fumo um cigarro deitado no mês de Janeiro.
Fecho a cortina da vida, espreguiço em Fevereiro.
E procuro trabalho nesta esperança de Março.
Já me farta tanto Abril e aquilo que não faço.
Espreito por um funil a promessa de Maio,
porque esperar o prometido, nessa já não caio.
Queimo os dias de Junho no sol quente de Julho.
Esfrego as mãos de contente num sorriso de entulho.
Para teu grande desgosto, janto contigo em silêncio
e lentamente esquecido, digo-te adeus em Agosto.
Meu Setembro perdido numa esquina que eu roço.
E penso em Outubro o menos que posso.

Mas quando sinto a verdade daquilo que cansa,
nunca houve vontade do tempo de andança.
E sinto força em Novembro, juro luta em Dezembro.
E sinto força em Novembro, juro luta em Dezembro.


Fausto, Madrugada dos Trapeiros, 1978

O seu a seu dono!

Embrulhar a AEUE (Associação de Estudantes da Universidade de Évora), a PSP e a Câmara Municipal de Évora no mesmo saco demonstra uma vontade enorme de não ajudar a resolver o problema. Vejamos:

1 - A AEUE tem toda a legitimidade de pedir uma licença especial de ruído para uma zona habitacional, a 300 metros do Hospital. Requerer é um direito que qualquer pessoa ou entidade pode exercer e a AEUE exerceu, e bem, esse seu direito.

2 - A Câmara de Évora, entidade licenciadora, avaliou a legitimidade do requerimento e o direito à diversão de alguns milhares de jovens por contraponto com os eventuais prejuízos causados aos moradores e aos doentes do hospital, às necessidades de alteração do trânsito, às implicações em matéria de segurança pública e decidiu que, entre o direito ao descanso de uns e o direito à farra de outros este (o direito à farra) prevalecia sobre o direito ao descanso. Consequente emitiu uma licença especial de ruído que, durante um determinado período de tempo, dá à AEUE a legitimidade para produzir ruído sem poder ser sancionada.

3 - A PSP, ao ser-lhe exibida a licença especial de ruído, mais não pode fazer do que exigir que os limites horários nela fixados sejam cumpridos.

Dito isto, parece-me que nenhuma crítica pode ser endereçada à AEUE, que se limitou a requerer uma autorização para um determinado fim. O mesmo se poderá dizer da PSP, a quem mais não compete do que verificar o cumprimento da lei.

Quem, efectivamente, avaliou mal o impacto da iniciativa no direito ao descanso e, licenciou a iniciativa num local onde seria impensável a sua realização foi a Câmara Municipal de Évora, os seus serviços técnicos, que certamente informaram o requerimento e propuseram o diferimento e, o seu presidente que, ainda assim, deveria ter contrariado os serviços e indeferido a pretensão da AEUE.

O seu a seu dono!

18 Outubro, 2009 12:47

Uma fachada de negócios?...

Existe uma necessidade que é a da eleição de uma verdadeira Associação de Estudantes da Universidade de Évora (AAUE), que promova as tradições lembrando as regras de educação, que os meninos já não aprendem em casa, assim como ensinar que os excessos não fazem sentido e devem ser evitados, assim como promover a cultura, desporto e eventos de solidariedade.

Problema? Esta Associação de Estudantes, constituída por membros da JS, é, além de uma tentativa de controlo político, uma fachada de negócios.

Perguntam os meus amigos em que raios assento eu bases para sustentar isto? Simples:

1 - O principal negócio destes sujeitos estão na “Noite”, nos excessos, nas bebedeiras, nos concertos. Isto é, quem faz a produção do espectáculo é uma empresa chamada Live Act, empresa essa que apenas trabalha com a AAUE e AAUC e que, curiosamente, ganha todos os concursos para a produção dos eventos das associações de estudantes de Coimbra e Évora. Curiosamente o dono dessa empresa é também grande amigo dos "Presidentes" dessas duas AA.

2 - Na última queima os donos de um certo bar na cidade tornaram-se amigos da AAUE. Curiosamente esse bar é o único bar que explora as tasquinhas da Queima das Fitas e da Recepção ao Caloiro, quando os cursos deveriam ter bares aí para explorar também.

3 - Há tempos abriu em Évora na Praça 1º de Maio um novo bar, que pertence a membros da AAUE e a sócios do bar do ponto 2. Curiosamente quem mais colocou dinheiro nessa sociedade foram os membros da AAUE.

4 - O Bar UÉ, bar dos estudantes da Universidade, mudou de mãos. Depois de divergências e afins, o escolhido para exploração do bar foi: O dono da empresa Live Act, a mesma do ponto 1.

5 - Entre isso existem carros, noitadas, jantaradas, festas, férias, viagens e afins, pagas pela AAUE a alguns ilustres e respectivas namoradas...

Isto tudo com o aval da JS, ou Juventude Socialista, e claro, a aprovação da barulheira do senhor Presidente da Câmara.

18 Outubro, 2009 12:21

Quem nos vale?

Os Eborenses estão completamente votados ao abandono. Entregues à barbárie de uma associação de estudantes abusadora e alarve! Entregues à displicência da PSP e à cumplicidade da CME! Entregues ao silêncio do jornal local!
São 3.00 horas da manhã e tenho a casa a tremer de ritmos canibais.
Quem nos vale?

18 Outubro, 2009 03:06

Os eleitores não têm direito a saber das negociatas?

O PS e PSD estão infiltrados e vendidos às grandes empresas, à banca, ao dinheiro. Os governos do Bloco Central são formados por ministros que vêm, ou vão para a PT, a Galp, a Banca, as Construtoras, a EDP, etc. Portanto, o programa destes governos é, logo à partida, a satisfação desses interesses.

1. Aldrabam o eleitorado com promessas desonestas de "socialismo" e "justiça social", que, desde logo, nunca tencionaram cumprir;

2. Em conluio com os "patrões", apresentam "ideias brilhantes", simplex, pretextos para desbaratar o dinheiro do Estado a favor das empresas a que pertencem;

3. Os negócios (Euro, Magalhães, Aeroporto, TGV, PINes, privatizações, auto estradas, casinos, etc.) são viciados, os projectos feitos em cima do joelho, e preparados ao gosto da clientela que vai lucrar com o negócio;

4. Os argumentos, absolutamente falaciosos, são martelados na comunicação social em campanhas de propaganda enganosa, do próprio governo, encabeçados por figuras públicas obscenas, mercenários tipo Carlos Cruz, e sem contraditório;

5. Passados anos, constatamos que a "ideia brilhante" era uma grande aldrabice;

6. Que a solução, sistematicamente errada e falsa, nos foi imposta, com prepotência, em interesse próprio;

7. Que o projecto estava errado e que a obra custou o triplo do que prometiam;

8. Que o investimento não tem o rendimento que prometiam; que nem sequer dá para cobrir o custo de manutenção; que não tem sequer utilidade;

9. Constatamos, enfim, que alguém nos enganou; alguém, que foi nomeado para defender os nossos interesses, anda a roubar os cofres do estado, os nossos impostos, impunemente.

Em Évora, é conhecido e notório o negócio, com a família Torres e a sua Praça de Touros.

Lê-se, no site da câmara, com data de 2009-10-02, véspera das eleições:
"A constituição desta parceria público/privado com o grupo Casais, que ganhou o concurso, permite que a partir da próxima semana tenham início os primeiros trabalhos com vista à requalificação do Salão Central Eborense e a montagem de estaleiro para a edificação do Parque Desportivo Municipal, localizado no Bairro de Almeirim."

O assunto foi debatido nas eleições? Ou estive distraído a pensar nos "buracos das ruas"? O eleitorado, em nome de quem se fazem estas coisas, não tem direito a saber das negociatas, e dos lucros que vai ter que pagar, sem proveito público?

Há quem roube para alimentar a família, e para vestir os filhos. Mas estes ladrões, de cu tremido, são tão pobres, que nem sequer têm vergonha na cara. São gestores de alto coturno: foram nomeados para roubar o Estado, e roubam o que é de todos.

17 Outubro, 2009 11:16

17 Outubro 2009

A Câmara Municipal tem que zelar pelo bem-estar de todos

Tenho destas "recepções aos caloiros" e das "praxes" uma ideia bastante negativa, por se traduzirem essencialmente em bebedeiras, enxovalhos e pimbalhices que ficam bastante mal aos futuros dirigentes deste país e explicam muita coisa sobre o (baixo) nível da "elite dirigente"...
Bom, mas se a "malta" quer divertir-se e acham divertido aquilo que fazem, que os ponham num espaço em que não incomodem aqueles que têm direito ao descanso e que não estão para aturar aquilo que só é permitido (porquê?) a esta rapaziada. Se eu andar aos berros na Praça do Geraldo arrisco-me a ser preso, mas eles não, enfim, são critérios de benevolência que não compreendo.
Pedir paciência aos eborenses para com a apregoada irreverência dos jovens não é lícito, porque não é de irreverência que se trata, mas sim de falta de respeito, de incultura, de barrasquice. Nunca há nada de interessante, de criativo, de bonito ou de exaltante feito por estes pré-doutores e engenheiros...
Ora a Câmara Municipal tem que zelar pelo bem-estar de todos e não aceito que decline essa responsabilidade tolerando este espectáculo degradante em zonas que afectam o legítimo direito à tranquilidade de tantos cidadãos! Não foi promessa eleitoral, mas o Sr. Presidente que construa um "barrascódromo" para a associação de estudantes da UE fazer as suas "festas"!

Aqui fica o meu protesto, quiçá inútil.

JM
17 Outubro, 2009 11:58

Música para Bebés


Bichofonia Concertante – Opus I
Formiguinha

Dia 17 de Outubro, 18h00 – Espectáculo para Crianças e adultos
Dia 18 de Outubro, 11h00 – Espectáculo para bebés e crianças mais pequeninas
Local: Teatro Garcia de Resende

Promovido pela Associação Eborae Mvsica.
Mais informações
AQUI.

TOMADA DE POSSE DOS ÓRGÃOS MUNICIPAIS

O presidente cessante da Assembleia Municipal de Évora, Capoulas Santos, dará posse no sábado, 24 de Outubro, pelas 15 horas, aos novos órgãos autárquicos do Município de Évora.

Este é o último acto de Capoulas Santos como presidente cessante da Assembleia Municipal de Évora.

Após a instalação da nova Assembleia Municipal, o órgão reunirá de imediato para eleger a nova mesa, cuja composição deverá reflectir a composição de forças saída das últimas eleições.

17 Outubro, 2009 09:26

Na próxima semana irei assinar o livro de reclamações

Mais uma noite intolerável [devido ao ruído provocado pelas comemorações da Recepção ao Caloiro]... não dá para acreditar nesta falta de respeito. Só soube do buzinão ontem, senão também teria ido. Parabéns pela iniciativa, como correu? Na próxima semana irei à Câmara assinar o livro de reclamações.

17 Outubro, 2009 10:32

O direito ao sossego é um direito fundamental

Desta vez tenho sorte. Já aguentei muitos anos a queima das fitas e o muito trotil destilado.

É evidente que a culpa é toda do Zé Ernesto, pois é ele que emite a tal licença especial do ruído. Essa licença é uma espécie de autorização para a rapaziada cometer crimes. Essa licença não iliba os autores do ruído de serem presos em flagrante delito se o ruído atingir a integridade física ou a saúde de outrem. Os tribunais portugueses já produziram muitas sentenças neste sentido.

Produzir ruído que não deixe dormir é crime e a PSP deveria, caso estivesse disposta a cumprir e fazer cumprir a lei, prender os seus autores.

Temos, nesta área, uma das leis mais exigentes e avançadas do mundo, mas o resultado é o de um Estado do terceiro mundo. O presidente da Câmara Zé Ernesto é o responsável pela autorização. Além disso, sempre mostrou um empenho pessoal em que essas festas sejam feitas em sítios residenciais, argumentando que as bebedeiras dos jovens, caso os eventos fossem realizados na periferia, iriam originar muitos acidentes de viação. Foi exactamente isso que disse em depoimento que fez em tribunal.

O direito ao sossego é um direito fundamental com consagração constitucional e não pode o Zé Ernesto, através de uma licença especial, derrogar esse direito.

Quero deixar claro que os estudantes, além das acéfalas e pouco inteligentes praxes aos caloiros, têm o direito de se divertirem, mas desde que não atinjam o direito de quem quer dormir ou descansar. E esse direito ao divertimento poderá muito bem ser exercido em locais fora das zonas residenciais, com por exemplo a zona industrial ou o kartódromo, local onde os estudantes já quiseram fazer as festas, coisa que não aconteceu por pressão do próprio presidente da Câmara.

Em Évora não se cumprem as leis da República e a PSP apenas multa o turista por estacionamento.

16 Outubro, 2009 23:22

Não posso deixar de entrar nesta discussão…

Por vários motivos:

1º Porque tenho que concordar que Évora (cidade que vive muito do dinheiro dos estudantes) tem de ter as suas festas, eles são novos e gostam de festas, mas a Câmara tem de arranjar um local apropriado para elas, noutras cidades universitárias também existem e não são dentro da cidade ou em zonas residenciais.
São colocadas fora destas e existem transportes camarários para levar os estudantes para os festejos.

2º Em Espanha, como foi referido aqui também fazem a recepção aos caloiros, mas em vez e andarem a ser achincalhados, e tratados abaixo de cão, eles tem de fazer provas físicas e tem de passar em testes (orais) sobre a historia da universidade, da localidade para onde vão e de Espanha (uma forma de conhecerem o espaço onde vão viver durante alguns anos).

3º e ultimo esta tradição nunca existiu em Évora antes da década de 80. A velhinha universidade não tinha na sua génese esta parvoíce criada por Salazar, para equiparar os estudantes universitários do país às organizações militares do estado.

Quanto aos decibéis debitados todas as noites estes estão muito acima do permitido por lei e estas medidas e o cumprimento da lei, aprovada há imenso tempo, cabe à Direcção Geral do Ambiente (hoje com outro nome) e é para lá que devem dirigir as queixas. Basta colocar a lei a funcionar e muita gente deixa de escutar o barulho dos espectáculos.

16 Outubro, 2009 11:51

Nota do Mais Évora:
Segundo a chamada “Lei do Ruído”, Decreto-lei 292/2000, de 14 de Novembro, o exercício de actividades ruidosas de carácter temporário, pode ser autorizado durante o período nocturno e aos sábados, domingos e feriados, mediante licença especial de ruído a conceder, em casos devidamente justificados, pela Câmara Municipal.
Com esta nova disposição passou a ser a Câmara Municipal, o órgão da administração pública a quem os cidadãos devem, em primeiro lugar, pedir responsabilidades.

É TRISTE DIZER MAS….

Esta história é uma faca de 2 gumes. Ou Évora desperta e se alegra, embora seja à custa das bebedeiras dos estudantes, e do barulho nocturno, ou continuamos no marasmo de sempre, com uma cidade morta a partir das 21.00 horas. É por isso que o povo português é o povo mais TRISTE DA EUROPA.

Aqui ao lado, na nossa vizinha Espanha também tem destas festas e ninguém reclama. No Brasil se há um acontecimento destes, a vizinhança não reclama, sai logo para a rua e junta-se á festa. Por isso é um povo animadíssimo e alegre, digam lá o que disserem. Aqui, neste caso, protestam os contra PS, porque o presidente da Câmara é PS. Se o presidente fosse CDU protestava os contra CDU e muitos que protestam agora aplaudiam.

Claro que 5 dias seguidos são demais. Mas, é uma vez por ano.

Tem só um senão. Os Universitários portugueses têm a fama de SEREM OS MAIS BURROS DA EUROPA. E com toda a razão. Enquanto na Europa ao fim de 2 semanas de entrada nas Universidades já se estuda, aqui, quase nas férias do Natal, ainda se anda em praxes, em festanças.
É por essas e por outras que os nossos novos doutores dão com cada erro na escrita e quando aparecem na TV em certos concursos até arrepia com as burradas que dizem e falta de cultura que denotam.
Mas que fazer… é o ensino que nos dão.

Vitor Alves
16 Outubro, 2009 10:43

Queixas há, mas o médico Ernesto não liga à plebe

Ontem tive o privilégio de assistir ao início da cerimónia de eleição do caloiro 2009/2010 neste ano lectivo que agora se inicia. Assisti, não com grande espanto, porque afinal, é esta a integração com que os animais são presenteados (bichos, vai dar ao mesmo), a um desfilar de monumentais quase-comas alcoólicos pelo palco, seguidos de breves palavras ao microfone. Entre os "car@lhos" e "c*lhões" orgulhosamente tutorados pelos "senhores" estudantes e pelos digníssimos veteranos (o orgulho de estar 7, 8 ou mais anos para tirar um curso de 4 a mim continua-me a escapar). Pude observar os agentes da PSP desta cidade, impávida e serenamente, observando e ouvindo, em altos decibéis, tão bonitas palavras.

A música alta incomoda quem tenta descansar para mais um dia de trabalho, mas tudo bem, há licença emitida pela competente Câmara Municipal, e não são os Exmos. senhores directores do M´ar D´ar a efectuar a queixa (ultimato?), mas não pode a polícia agir neste caso?
Crianças alcoolizadas a gritar, amplificadas, os mais variados palavrões da língua portuguesa.
Bonito.
Queixas há, mas o médico Ernesto não liga à plebe, contrariamente aos cartazes que espalhou pela cidade e tão bem iludiu os eborenses... vergonha desta cidade.

José S.
17 Outubro, 2009 00:52

PSD começa campanha de 2013 com jantar no Évorahotel

Duzentas pessoas encheram ontem à noite a sala do Évorahotel, num animado jantar que terá sido a primeira acção de pré-campanha com vista à conquista da Câmara de Évora pelo PSD em 2013.

A presença da maioria dos que integraram as listas do PSD no último acto eleitoral autárquico e algumas caras novas mostram bem a dinâmica do Partido no concelho de Évora, onde reforçou a votação em todos os órgãos autárquicos.

Após a contagem de votos no último domingo, o PSD reforçou o seu papel para a formação de maiorias na generalidade dos órgãos autárquicos do concelho de Évora, com especial destaque para a Câmara e Assembleia Municipal, órgão onde o PS perdeu a maioria do último mandato.

17 Outubro, 2009 09:19

16 Outubro 2009

E não há responsáveis?

(PÚBLICO, 16.10.2009)

«Deve a Câmara de Aveiro avançar para a "implosão" do Estádio Mário Duarte, construído para o Euro 2004, dados os elevados encargos financeiros que continua a ter de suportar com ele e visto não haver grandes perspectivas de sustentabilidade?»

A "implosão" do estádio Mário Duarte, que custou 64,5 milhões de euros, é admitida por Ulisses Pereira, líder da concelhia social-democrata, num município em que o PSD tem agora maioria absoluta.

O Mário Duarte não é caso único no universo de estádios construídos para o Euro 2004. Também na Região Centro, os novos estádios de Coimbra e Leiria custaram muito mais do que deviam e estão praticamente às moscas. Pior ainda está o Estádio do Algarve, em Faro, que não é usado por nenhum clube e se limita a receber algumas competições pontuais.

Nada que nos espante. Apesar de um certo optimista nos ter dito, aquando da inauguração, que «já é claro, em relação ao que o Estado gastou e ao que recebeu, que estamos perante um grande sucesso económico». Ou ainda que «a construção dos dez estádios não é um odioso, é um bem necessário ao país».

Pena que, agora, perante o descalabro evidente destes “investimentos" públicos, não haja ninguém responsável a dar a cara e a assumir responsabilidades perante as reais perspectivas de insustentabilidade...

Basta que baixem o som!

É tudo uma questão de bom senso. Eu creio que o problema reside nesta nova moda do Mega decibel.
Haverá necessidade de ter o som tão alto? Creio que não. Presenciei muitas queimas e recepções no Jardim do Granito, obviamente incomodavam alguma vizinhança (lembram-se do Sr. Dr. Juiz), mas não acordavam uma cidade inteira como hoje. BASTA QUE BAIXEM O SOM!!!

16 Outubro, 2009 12:43

Sinais do tempo - 2

Já está a resultar os post agora já são quase todos depois/antes do horário de trabalho.
16 Outubro, 2009 08:27

Porra pá! Agora meteram um post às 9 e meia. Vê lá se descobres quem é o gajo ou gaja que anda desenfiado.
Busca fiel, busca, busca... cãozinho lindo!...
16 Outubro, 2009 09:37

10 horas da manhã, 7 visitantes no maisévoraBLOGSPOT.com
Parece que a medida não está resultar.
16 Outubro, 2009 10:02</