02 Junho 2012

Portugal 1 – Turquia 3
Isto começa bem!

via SOL:

«a selecção nacional vai gastar cerca de 33 mil euros por dia e ocupa o primeiro lugar da tabela. Já a selecção espanhola vai ser a que menos vai gastar em hotéis, 4.700 por dia. A Rússia é a segunda selecção a gastar mais com 30.400 euros diários.

Selecção e custo de hotel:

1. Portugal - Opalenica 33.174 euros
2. Rússia - Varsovia 30.400 euros
3. Polónia - Varsovia 24.000 euros
4. Irlanda - Sopot 23.000 euros
5. Alemanha - Gdansk 22.500 euros
6. Rep. Checa - Wroclaw 22.200 euros
7. Inglaterra - Cracóvia 19.000 euros
8. Holanda - Cracovia 16.200 euros
9. Italia - Wieliczka 10.500 euros
10. Croácia - Warka 8.300 euros
11. Dinamarca - Kolobrzeg 7.700 euros
12. Espanha - Gniewino 4.700 euros
»


Era bom que também fizessem a tabela comparativa dos ordenados e dos prémios de jogadores, dos treinadores, dos massagistas e médicos, dos jornalistas, dos dignitários e membros do governo que lá irão assistir aos jogos, despesas com promoção, etc., tudo à nossa custa e com a bênção, do cardeal patriarca, do governo, do presidente da república e da Troika, tudo a título de promoção da marca Portugal!

Alguém ainda duvida que somos governados por gatunos e incompetentes?
Alguém duvida que o custo da alarvidade vai cair em cima dos contribuintes?

Esperemos, queridos contribuintes, companheiros de infortúnio, que a selecção perca o mais depressa possível. Quanto pior o campeonato, melhor para o país!

02 Junho, 2012 22:00

À atenção do serviço camarário "competente"!

Caiu pernada enorme de árvore no espaço público, junto à estrada de circunvalação no parque térreo perto da CCDRA. Só por sorte não atingiu gravemente ninguém, porque hoje é sábado e pouco gente aí passa.
Sem chuva no inverno e sem conservação e corte das árvores, acontecem estes percalços, que devem ser minimizados pela CME.

02 Junho, 2012 18:01

Associações culturais fora das tasquinhas da Feira!

É oficial! As associações culturais de Évora ficaram fora das tasquinhas da horta das Laranjeiras! O concurso não foi publicado em jornal nenhum, estava, segundo parece pois eu não consegui ver, no site da Câmara misturado com muitos outros concursos! O jurista que o fez diz que esta tudo dentro da legalidade! Não discuto o que não sei, não sou jurista. Mas continuo a achar que um concurso que não se soube que estava aberto não pode ser considerado um concurso justo!

Lurdes
02 Junho, 2012 14:09

Num país da Eurolândia, à beira mar plantado…

No imaginário país da gatunagem, na fabulosa Eurolândia, privatizaram todos os serviços públicos
1
Porque o Estado era mau gestor;
2
Porque era preciso acabar com o monopólio do Estado;
3
Porque com a concorrência, os serviços iriam melhorar e ficar mais baratos.

Afinal, os cidadãos que tivessem um resquício de memória, acabaram por chegar à conclusão:
1
Que o monopólio do Estado passou a ser monopólio da banca.
2
Que não há concorrência nem mercado livre, e que as entidades reguladoras defendem o interesse da banca, contra o interesse do país e dos cidadãos;
3
Que os serviços não só não melhoraram como ficaram muitíssimo mais caros;
4
Que o Estado estabeleceu contratos ruinosos com os bancos, de tal modo que, quando os bancos não têm o lucro previsto (empolado no contrato), os cidadãos têm que lhes pagar a diferença;
5
Que os gatunos ainda "aproveitaram" a privatização para lançarem novos impostos sobre os cidadãos, tal como o Direito de Passagem (para o telefone), a taxa de Ocupação do Solo (para o gás), a taxa de Exploração (para a energia), mais taxas de Saneamento, de Resíduos Sólidos e de Recursos Hídricos (para a água), 100% de taxas nos combustíveis, radares nas SCUTS.

Os cidadãos vão chegando à conclusão, que o Estado só é mau gestor porque a política da gatunagem é de assalto aos cidadãos, aos bens do Estado, e aos recursos básicos do país.
Porque os gatunos nomeiam gestores corruptos, apostados na destruição e desvalorização dos serviços públicos e na extorsão da riqueza nacional.
Porque aos gatunos não lhes interessa nem sabem criar riqueza, nem desenvolver a produção e a economia nacionais.
Porque aos gatunos só lhes interessa e só sabem roubar, até ao último tostão.
...
Um conto de vigários, num país fictício, à beira mar plantado, na Eurolândia.

01 Junho, 2012 13:22

Porra, vale a pena

esta torrente de escritinhos tem a ver com eu estar em casa à espera de informação sobre funeral de velha amiga minha

pego dois ou três papelinhos de bolso onde tomo apontamentos de ocasião a que dei o nome de "guarda-factos", e daí sacar o que transcrevo pra vocês

de um desses papelinhos preparava-me agora para vos fazer chegar minha quadra sem data mas datada pelo conteúdo

P´RA PULAR
:
por euros recebe o "cara"
robalos de aquacultura
mesmo assim já lhe vai cara
o diacho da milhadura*

*milhadura no Alentejo= gorjeta, pequena gratificação

no meu "guarda-factos" tinha mesmo VARA, em vez de "cara"

na incerteza da existência do alentejanismo "milhadura", procurei na NET.
surpresa das surpresas, remete para a minha quadra popular publicada em "Serpente Emplumada" em 30 de Novembro
de 2009.

não sei como foi lá parar, mas senti-me feliz pelo reconhecimento
anónimo de algumas destas iniquidades que vou pondo por aqui.

sem reconhecimento declarado de quem as lê

Platero
(h)ortografias

Portugal há 140 anos, pouco tempo antes de ser declarada a bancarrota

(clique sobre a imagem para ampliar)

Atentem bem neste pedaço de prosa escrita, em 17 de Dezembro de 1870:

O governo português anda mendigando em Londres um novo empréstimo. Os nossos charlatães financeiros não sabem senão estes dois métodos de governo: empréstimo e impostos (…) É dinheiro emprestado e dinheiro espoliado. (…) E, por fim, não é dinheiro aplicado a nenhum melhoramento público; é só dinheiro para pagar juros da dívida e endividar-nos cada vez mais! (…) É a dívida a multiplicar-se para não faltar à corte, banquetes, festas, caçadas e folias!

Tirando a alusão monárquica, o local do endividamento e o prestamista de serviço, podemos perguntar: qual a diferença com os dias de hoje?

Comemoração de aniversário do CEAI
Percurso pedestre pelo Montado


Por ocasião da comemoração do seu 21º aniversário, o Centro de Estudos da Avifauna Ibérica organiza no próximo dia 10 de Junho, domingo, um passeio pedestre ao longo do aqueduto Água de Prata para associados e quem mais se queira juntar.

Caminhamos para o final da Primavera e na semana em que se comemora o aniversário do CEAI, comemora-se também o Dia Mundial do Ambiente. Que melhor maneira de celebrar estas datas do que um percurso pela natureza, numa paisagem que nos diz tanto, o Montado? Aberto a todos quantos queiram participar, com este passeio o CEAI pretende juntar associados e pessoas que partilhem as mesmas paixões.

Entre uma paisagem dominada pelo Montado e resquícios de bosques tipicamente mediterrânicos, o ornitólogo João Luís Almeida orienta-nos durante um passeio em que vão poder ser observadas diversas espécies de aves, onde abundam passeriformes e aves de rapina.

01 Junho 2012

ÁFRICA

ÁFRICA sofrida

- Fábrica de vida
morre de sede
e SIDA

Platero
(h)ortografias

Vigília pela abertura da nova escola dos Canaviais

(Nova escola dos Canaviais, cujas obras estão paradas há um ano)

Vigília pela abertura da nova EB1 de Canaviais: sexta-feira, dia 15 (último dia de aulas) às 21h00, Canaviais, rua da nova escola (rua do clube desportivo)

Vamos lutar pela dignidade das nossas crianças e pela abertura desta escola no início do próximo ano lectivo.

31 Maio, 2012 23:03

AÇORDA

é natural
que sinta necessidade
de fazer uma açorda

quem ande pelo quintal
onde o cheiro a coentros
morda

Platero
(h)ortografias

A "cestaria" foi entregue a destruidores de cestos


Diz o povo:
- "Quem faz um cesto, faz um cento..."

Mas talvez devesse dizer:
- "Quem destrói um cesto, destrói um cento..."

Talvez assim não entregasse a "cestaria", alternada e sucessivamente, a destruidores de cestos!

31 Maio, 2012 14:47

Imposto de Respiração!

Não se veja na proposta que segue, o seu tanto vivaz ou irónica, qualquer intenção de hostilidade ou desrespeito para com o actual “Governo da Nação”, cujas faculdades de inteligência e de trabalho conduzem a turba-multa lusitana, no seio de inúmeras perturbações materiais e mentais, a um porto (seguro?) que ainda nenhum de nós, cidadãos anónimos e estreitos de vistas, consegue vislumbrar…

A consciência do que é público e do que é privado, com a polarização de termos e a complexidade das suas conexões, entretanto todos os dias disputada pelos partidos políticos e instituições similares, pela imprensa e pelos canais de televisão, tem sido matéria de discórdia nacional e, na situação actual, máquina de anacronismos efectivamente absurdos, por acréscimo impeditivos de uma boa e aberta colecta de impostos que, fortificando as frouxas e indolentes taxas que se somam sem esperança de amortização da dívida, sirva de forma clara e absoluta para multiplicar as forças da grande “indústria” nacional: - O aumento da produção da colecta, através de um patriótico e indispensável imposto directo de respiração
!

Mostremos ao mundo que ainda temos abundante riqueza nacional, e que esta nos pode garantir a sobrevivência!

Sob o céu azul do território português (continente e ilhas), não se reproduzem apenas bazófias honrosas, mas também acontecem enormes quantidades de oxigénio! isto é, tal como as extensas milhas marítimas (que não nos têm servido para nada!) sob a roda do sol, alberga-se o ar que respiramos
, incontestável propriedade pública que pode e deve ser colectada!

O plano de colectar o imposto sobre o ar que se respira
, além de ser medida de arrebatado patriotismo, iria incutir ao português, logo desde a nascença, um sublime e fecundo espírito de utilidade pública: - Cada recém-nascido, a par e passo do seu crescimento, além da recapitulação sonora das façanhas económicas e financeiras dos últimos governos de Portugal, aprenderia que a sua função existencial (após as ocupações próprias da alma!) era respirar para ser colectado e, assim, pagando o seu imposto de respiração, garantindo a sua sobrevivência, garantia imediatamente a existência da Pátria!

Através de um mecanismo electrónico, como as pulseiras dos condenados que cumprem pena domiciliária (não compete ao cronista definir qual a tecnologia a empregar), cada cidadão seria quotidianamente objecto de contagem respiratória
, por assim dizer, promovendo-se apenas alguns descontos pontuais aos habitantes de zonas mais poluídas.

Desta forma, em vez do charivari medonho de pequenos impostos como berimbaus, seguido do barulho das Oposições tal tampas de panelas de folha umas contra as outras, o imposto de respiração
, entretendo a divida externa (soberana ou não) perpetuamente, deixaria em paz e a trabalhar pró-Pátria, quem trabalha: - O governo!

Joaquim Palminha Silva

CORAL ÉVORA presente em mais dois concertos este fim-de-semana

O Coral Évora estará presente, a convite das respetivas Autarquias em dois concertos:

O primeiro terá lugar no próximo dia 1 de Junho, a partir das 21 h, na Igreja de S. João Evangelista, em Vila Viçosa, no âmbito das Comemorações dos 500 anos da concessão do Foral manuelina àquela histórica vila do nosso distrito. É uma organização da Câmara Municipal de Vila Viçosa.

O segundo concerto realizar-se-á noutra histórica vila alentejana, Alcáçovas, integrado na XV Semana Cultural, organização da Junta de Freguesia local.

O concerto terá lugar na Igreja Matriz, pelas 16 horas de Sábado, dia 2 de Junho, e nele intervirão o Coral Évora e o Orfeão Tomás Alcaide, de Estremoz

31 Maio 2012

RESPOSTA A CONVITE

de meu amigo Adel Sidarus
para participar em sessão de Urbanismo
:
amigo

de urbanismo – como possas imaginar –
nada percebo

tudo o que possa debitar
numa sessão dessas
nunca passará
de mísero placebo

Platero
(h)ortografias

Medalha de Mérito de Timor-Leste:
Dois Eborenses Condecorados em Díli

Presidente da República e Nobel da Paz, José Ramos-Horta, condecorou o jornalista António Veladas e o engenheiro Eduardo Morais dos Santos, ambos eborenses.

O Estado de Timor-Leste, através do Presidente da República cessante, e Nobel da Paz José Ramos-Horta, condecorou dois eborenses com a Medalha de Mérito, por ocasião das comemorações dos dez anos da Restauração da Independência da República Democrática de Timor-Leste.


António Veladas, 45 anos de idade, jornalista eborense e Cônsul Honorário de Timor-Leste, nos últimos trinta meses desempenhou funções de assessor pessoal do presidente da República e Nobel da Paz José Ramos-Horta. Em 1999 foi o enviado especial da Antena 1 a Timor-Leste, tendo-se destacado junto da Frente Clandestina e foi o primeiro jornalista português a chegar junto dos guerrilheiros, nas quatro posições territoriais das FALINTIL, nas montanhas. Prestou assistência médica e alimentar aos guerrilheiros e, pela primeira vez, Xanana Gusmão e Taur Matan Ruak, falaram entre si, em direto para o mundo através do telefone satélite do jornalista eborense. No dia 21 de Agosto de 1999, organizou e liderou uma caravana com mais de mil pessoas que desciam das montanhas e que pretendiam regressar a Díli – cerca de mil e cem pessoas entre crianças, homens e mulheres de várias idades - estando sob ameaça de ataque de milícias integracionistas, para a votação no histórico referendo do dia 30 do mesmo mês – tendo este ato resultado na primeira de duas manifestações populares de apoio à independência pelas ruas de Díli. Em Jakarta, em Setembro de 1999, protegeu e evacuou secretamente para Macau um dos líderes mais procurados, pela polícia secreta indonésia, da luta pela independência timorense. Em 2000 foi detido na fronteira entre Timor-Leste e a Indonésia, tendo estado em cativeiro na cidade de indonésia de Atambua, até ser libertado por acordo entre Portugal, a ONU e as autoridades indonésias.
António Veladas, foi fundador e co-fundador de quatro órgãos de comunicação social em Timor-Leste, o Semanário, o Diário, o Loron e a revista Enjoy Timor-Leste, assim como instalou os emissores da RDP no país, no ano 2000, deu formação a professores portugueses e a jovens timorenses, em programação e informação rádio. Escreveu e publicou o livro “Timor-Terra Sentida” com prefácio de Xanana Gusmão e sub prefácios de vários líderes timorenses e de personalidades mundiais como Sérgio Vieira de Mello. Em 2003 participou num salvamento noturno, no mar de Timor, a tripulantes de um cargueiro naufragado ao princípio da noite a trinta quilómetros da costa timorense, numa embarcação pilotada pelo comandante da marinha mercante Luís Pité. António Veladas e Luís Pité enfrentaram durante oito horas ventos ciclónicos e ondas de seis metros, tendo conseguido, ao nascer do sol, recolher do mar e salvar com vida três náufragos.
Em 2006 rescindiu dos quadros permanentes da RTP SGPS e assumiu em Macau, as funções oficiais como o primeiro representante do Estado de Timor-Leste no Fórum para a Cooperação Comercial entre a República da China e os Países de Língua Portuguesa, acumulando a representação de ligação consular com a embaixada timorense em Pequim (Beijing).
É consultor internacional na área de negócios, na captação de investimento externo e instalação de empresas em Timor-Leste, sendo a condecoração o reconhecimento do Estado de Timor-Leste pelo seu trabalho como assessor pessoal do presidente da República e Nobel da Paz José Ramos-Horta, e enquanto jornalista, empresário de comunicação social e pelos atos altruístas, por si praticados, em prol da liberdade do povo e da afirmação da constituição do Estado timorense.


Eduardo Morais dos Santos, eborense, engenheiro agrícola, 62 anos de idade, é empresário residente em Díli há 12 anos, tem vasta obra filantrópica e empresarial em Timor-Leste, tendo sido o primeiro empresário estrangeiro a instalar-se no país, em Outubro de 1999 – de 1975 até 1999 foi um ativo contribuinte, a partir de Portugal, para a libertação de Timor-Leste, através do primo José Ramos-Horta.
Ao longo dos últimos 12 anos dedicou-se ao desenvolvimento de projetos, bem sucedidos na área da hotelaria e da restauração, sendo uma referência na formação de recursos humanos timorenses e um “embaixador” do Alentejo e em especial, da cidade de Évora. É fundador e presidente do “Grupo Sagres” - detém em Díli dois hotéis, dois restaurantes – um dos quais com o nome da cidade que o viu nascer “Évora” -, uma agência de viagens, uma revista e um jornal, detém participação numa companhia aérea australiana e está a ultimar o início das operações de pesca profissional com recurso a duas embarcações de vinte metros; é, igualmente, importador de produtos alimentares provenientes de Portugal, de Singapura, da Malásia, da Indonésia, da Austrália e da Nova Zelândia.
Eduardo Morais dos Santos é reconhecido pelas autoridades civis e religiosas como um humanista e filantropo, foi presidente do Lions Club de Díli, é responsável por cerca de três mil tratamentos oftalmológicos gratuitos realizados no país. É doador exclusivo e permanente de um orfanato, com mais de uma centena de crianças e adolescentes timorenses, e promove o sucesso de uma fábrica artesanal de sabonetes que emprega mulheres no interior do país.
Nos últimos anos levou até Timor-Leste fadistas eborenses, promovendo as ligações a Portugal, ao Alentejo e a Évora, em particular.
Eduardo Morais dos Santos, foi furriel do Exército português em Timor-Leste e tem uma filha nascida em Díli, antes da ocupação indonésia, hoje residente em Évora. O condecorado, destacou-se na vida pública eborense na área desportiva e profissional, e é oriundo de uma conhecida família tradicional da cidade, tendo presidido aos destinos do Lusitano Ginásio Clube, nos finais da década de oitenta.

A quem servem os desgovernos que temos tido?…


Os pantomineiros anunciaram aos quatro ventos que o modelo do "utilizador-pagador", através da introdução de portagens nas SCUTs, contribuiria para a salvação do país e traria a paz fiscal aos contribuintes, visto que apenas pagaria quem passasse na estrada.

Afinal, impingiram-nos o modelo do “não-utilizador-mas-pagador” que complicou os problemas do país, agravou a factura fiscal dos contribuintes e apenas beneficiou os mesmos do costume: as grandes empresas concessionárias e a banca.

Se ainda houvesse dúvidas, a quem servem os (des)governos do PS e do PSD/CDS, elas aí estão desfeitas, como as ilusões e as misérias que têm espalhado por todo o lado onde se entranham.

31 Maio, 2012 16:21

Os Direitos dos Trabalhadores;
A Justiça Social;
A Luta de Massas e o Papel do PCP


São os temas que Francisco Lopes abordará hoje às 21:00 no Centro de Trabalho do PCP (R. de Avis, 97).
Este é o 3º Debate aberto, realizado em Évora, no âmbito da preparação do XIX Congresso do PCP.
Os vossos contributos serão bem-vindos, participem!

Uma má noticia para Évora

Queima das Fitas: Tentei iniciar um movimento de cidadãos a favor do direito ao descanso nocturno dos moradores…

O ano passado tentei iniciar um movimento de cidadãos para que este ano o regabofe não se voltasse a repetir. Criei um mail para o efeito. Das tantas pessoas indignadas que por aqui lia, nem uma única me enviou um mail... Como sei que é inglório o esforço de me cansar sozinho nesta luta, não avancei. Agora as mesmas pessoas lembraram-se que este ano vai voltar a acontecer o mesmo e já se voltam a indignar... Agora, como se costuma dizer, "amanhem-se". De qualquer forma, continuo com o tal mail disponível para consertar uma forma de "luta".

bastadeue@gmail.com

31 Maio, 2012 14:26

Ruído nocturno: não há nada a fazer?!…

Quando o desinteresse pela cidadania, a falta de respeito pela qualidade de vida dos habitantes; enfim, quando o vandalismo está subrepticiamente instalado no Poder Local, não há nada a fazer nem se deve discutir com este tipo de prática delinquente, no que se refere a autorização da movimentação de poluição sonora na urbe!

É próprio da "piolheira" (às vezes ainda é Portugal!) ser povoada por gente mentalmente pouco lavada, sem ideias claras e limpas sobre educação cívica! e outra!

De resto, este tipo de prática "desportiva do ruído", é "doença" contagiosa, tem inúmeros doentes noutras formações políticas...

Não vale a pena discutir com as autoridades... Não são credíveis!

Joaquim Palminha Silva
31 Maio, 2012 10:58

CORRUPÇÃO

a corrupção faz lembrar
a ferrugem nas panelas
quando começa a atacar
melhor é esquecermos delas

Platero
(h)ortografias

Notícias do regabofe a que isto chegou:

«Introdução de portagens beneficia concessionárias e agravam despesa pública em 705 milhões»

Afinal, segundo o Tribunal de Contas (relatório disponível aqui, em formato PDF), a introdução de portagens nas SCUTs (auto-estradas sem custos para o utilizador), beneficiou as concessionárias e prejudicou o Estado e os contribuintes que vão ser chamados a pagar a maior fatia dos encargos do Estado por duas vias: a contribuição do serviço rodoviário (que todos pagamos quando atestamos o depósito), e através da dívida da Estradas de Portugal (que necessita do aval do Estado, ou seja de todos os contribuintes).

Literalmente um Estado gatuno, dirigido e manietado pelos partidos do centrão, ao serviço dos grandes interesses económicos e contra o interesse público e os cidadãos que deviam representar.

VÍCIO

o RELVAS é berbicacho
o governo um desperdício
- disto tudo o que é que eu acho?
:
aturá-los já é vício

Platero
(h)ortografias

Para que serve este recinto?


Pergunto: aquele parque vedado da autarquia, em frente do STAPLES, serve para quê?
É uma vergonha autorizarem uma semana de batuque, vómito, mijaneira e sexo em plena via pública!
Que excelência Ernestina?!

31 Maio, 2012 11:

Acima das possibilidades

A UNICEF apresentou na passada terça-feira um relatório que pretende medir a pobreza infantil.

Baseado em dados indicadores de 2009, o relatório não tem ainda em conta o aprofundamento da crise e as consequências das políticas de austeridade impostas em países como Portugal.

Os resultados colocam o nosso país em 25.º lugar na lista de 29 países da OCDE e apontam para a existência de 27% de crianças portuguesas em situação de carência.

Ou seja, com base num relatório construído com dados anteriores a 2009, uma em cada 4 crianças até aos 16 anos de idade vivia em situação de carência.

De referir ainda que 14,7% das crianças portuguesas vivem abaixo do limiar da pobreza, o que significa que nas suas casas o rendimento anual por adulto é 50% abaixo da mediana da distribuição de rendimentos, cerca de 400 euros.

Olhando para esta fotografia da nossa realidade, não podemos deixar de pensar nos que nos atiram à cara que todos temos culpa da crise porque vivemos acima das nossas possibilidades e que classificam, de forma hipócrita, o empobrecimento generalizado da maioria, como um ajustamento da realidade.

Ao insistirem na tese de que todos vivemos acima das nossas possibilidades, estão a admitir que 27% das crianças portuguesas não deveriam viver em situação de carência mas sim de indigência, porque as “nossas possibilidades” não dão para mais.

Refiro aqui as crianças pela actualidade do relatório, mas poderia lembrar os reformados e pensionistas que vivem abaixo do limiar da pobreza ou os desempregados sem protecção social, ou a situação cada vez mais comum de gente que, apesar de ainda ter emprego, o seu salário não chegar para dar resposta às necessidades mais básicas.

Bastaria pensar um pouco nesta realidade para concluir que a insistência na teoria que andámos todos a esbanjar à “tripa forra” e que agora estamos a sofrer as consequências desse despautério, não passa no teste da realidade do dia-a-dia.

Daqui a uns anos, quando for publicado novo relatório com referência a dados de 2012, vamos verificar que a percentagem de crianças a viver abaixo do limiar da pobreza aumentou substancialmente e, seguramente, nessa altura não vai aparecer nenhum gabarolas a querer ficar com os louros das políticas de “ajustamento” e ninguém vai querer ser o alvo dos elogios da “troika” da “ajuda”.

Andámos “todos a viver acima das nossas possibilidades” e agora “temos todos que fazer sacrifícios” repetem a cada passo. A minha prima Zulmira acha que, na melhor das hipóteses, uns sacrificam o segundo iate e outros sacrificam o almoço. Tudo isto porque os primeiros viveram acima das possibilidades dos segundos.

Até para a semana

Eduardo Luciano

in DianaFM, 31 Maio 2012

Uma mulher morta e outra em estado grave

Uma mulher morreu e uma irmã ficou ferida em estado grave na sequência de um atropelamento, seguido de esfaqueamento, alegadamente por um familiar, na quarta-feira à noite em Évora, disseram fontes dos bombeiros e da polícia.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora adiantou à agência Lusa que "o atropelamento, por um veículo ligeiro de passageiros, seguido de esfaqueamento", provocou ferimentos graves em duas mulheres, que foram transportadas para o Hospital Distrital de Évora.

Segundo fonte do Hospital de Évora, uma das mulheres, de 51 anos, morreu naquela unidade hospitalar e uma irmã, de 44, "está a ser observada" pelos médicos.

Também uma fonte da PSP de Évora confirmou a ocorrência de um "atropelamento, seguido de esfaqueamento", indicando que as duas vítimas e o alegado agressor "são familiares", devendo a desavença estar relacionada com "questões familiares".

O alegado agressor pôs-se em fuga e está a ser procurado pelas autoridades, segundo a fonte da polícia.

Fonte dos bombeiros disse à Lusa que uma das vítimas seguiu para o hospital em "manobras de reanimação".

Segundo a fonte do CDOS, o atropelamento seguido de esfaqueamento às vítimas, ocorreu na Rua Dr. César Baptista, no Bairro do Bacelo, na periferia da cidade, e o alerta foi recebido às 21:18.

Prestaram socorro às vítimas, segundo a fonte do CDOS, cinco bombeiros da corporação de Évora, apoiados por duas ambulâncias, e uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER).

Notícia LUSA /Diário Digital

Vem aí uma semana de ruído nocturno: Quem nos acode?


Mais um ano e a Câmara, contra todas as normas que dizem respeito à Lei do Ruído, vai permitir a realização durante 1 semana (7 noites) da Queima das Fitas, mesmo depois das reclamações e problemas gerados em 2011, ainda com o Hospital a cerca de 200 metros em linha reta (sim, o som não percorre as curvas das ruas). isto é feito impunemente sem que ninguém tenha em atenção a população que vive próxima do local onde se vão realizar os Concertos. QUEM NOS ACODE??? (Filha de uma senhora com 91 anos, residente a 100 metros. em linha reta, do local). Obrigada.

30 Maio, 2012 22:02

TRAÇOS DE AUTO-RETRATO

pelas cores ingénuas
com que, julgo, me pinto

por à clara luz
a que suponho me dou

corro o risco - pressinto -
de ser tomado
pelo que sou

Platero
(h)ortografias

Esperemos que ainda vão a tempo!

Golden Nights esta quinta-feira no Molhóbico

30 Maio 2012

Esfaqueadas 2 mulheres, nos blocos junto ao clube de Ténis

Bela Cidade. Acabaram de ser esfaqueadas 2 mulheres, nos blocos junto ao clube de Ténis. Chamaram os bombeiros e chegaram 20 minutos depois, uma vez que a viagem entre o quartel e o local do crime é enorme. Para se ter uma ideia o INEM chegou ainda mais tarde. Os residentes já estavam revoltados por tudo isto que não se pode tolerar uma vez que toda esta gente é paga com o dinheiro dos contribuintes.

Espero que amanhã a comunicação social, cá da zona, tenha a coragem de publicar estes factos uma vez que geralmente nunca aparece este tipo de notícias.

Haja coragem de meter a boca no trombone e não esconderem as coisas para depois virem dizer que vivemos numa cidade muito calma que de calma nada têm.

30 Maio, 2012 22:27

A hora é de mobilização dos cidadãos: queremos ser parte da solução!...

É com prazer que começo a ler postagens/comentários que se referem à necessidade dos cidadãos se mobilizarem e exigirem qualidade, verdade e obra, a quem faz da vida pública "cosa nostra".

É, indubitavelmente, verdade que a vida democrática assenta de boa forma na existência de partidos políticos que se encarregam de elevar os desígnios nacionais, no todo e parcelar, do território nacional. Todavia, tal como defendi, por ocasião das últimas eleições autárquicas, o envolvimento dos cidadãos é fundamental, independentemente dos seus credos e/ou filiações partidárias, na vida pública da sua comunidade concelhia, distrital e regional. O então criado "CME-Cidadãos em Movimento por Évora", foi alvo de perseguição, os seus organizadores foram tratados como criminosos num Estado de direito (que vai tão torto, coitado), os empresários aderentes viram as fiscalizações aumentarem de tom aos seus espaços comerciais... e eis, que se chegou ao ponto da tentativa de instrumentalização partidária do mesmo, ora por dissidentes deste ou daquele partido ou simplesmente de "mirones bufos" contadores e identificadores de cabeças - a trama teve lugar, por duas ocasiões numa sala de reuniões no Hotel D. Fernando.

Contudo, "águas passadas não movem moinhos", é hora de olhar para a frente e de perguntar aos partidos políticos da nossa terra, que ajuda precisam do povo para além do voto, claro está. A hora é de mobilização dos cidadãos no questionar e no exigir mais do poder político. Não é hora de dizer que não queremos mais partidos políticos na autarquia, é sim tempo de lhes dizer que para além da verdade queremos ser parte da solução - lembro-me dos "Estados Gerais", do António Guterres.

Defendo, intransigentemente, soluções construtivas e integradoras, que se tornem mobilizadoras de toda a sociedade civil eborense, em torno de repensar a cidade como um todo. Uma cidade articulada entre si, não “pasmática”, mas sim reativa, pelo desenvolvimento.

Apelo, a todos, partidos políticos e ao cidadão comum, a um entendimento global, à criação de um movimento de análise e de ação para a realização de um documento estratégico aglutinador da essência do problema. O futuro não pode esperar e perder-se nas vaidades de uns e na cobardia apática de outros. Se dissermos "sim" à mobilização da cidadania, sem tabus e sem medos, assim acredito que todos somos poucos mas suficientes para erguer bem alto a garbo eborense, projetando o desenvolvimento, recuperando a esperança e aumentando o conforto e qualidade de vida de todos.

António Veladas
antonioveladas@yahoo.com

(texto actualizado e editado)

O que podemos fazer?

Ao que parece a Câmara de Évora vai cobrar 0,5, a taxa máxima de IMI.
Também hoje alguns jornais diários traziam a notícia que os subsídios de Natal dos funcionários públicos são para pagar às Câmaras o desbarato, a vaidade, a presunção os amigalhaços, as negociatas em que se envolveram.

Como é possível as pessoas não se revoltarem quando lhe vêem roubado tanto dinheiro a que tinham direito? Saberem que o mesmo vai ser depositado em Câmaras mal geridas, tal como a de Évora, que tem montes de funcionários sem se saber o que fazem e ainda teve a ousadia de meter nos seus quadros mais técnicos, já numa altura em que sabia que não podia fazê-lo.

Como posso eu não me revoltar com tal situação, sabendo que me vão cobrar a taxa máxima de IMI, me roubam os subsídios e mais outra fração do vencimento em troca de nada?...
Como é possível as pessoas aceitarem, como algo normal, tudo isto?
O que podemos fazer?
O que podemos exigir?
Tudo isto é uma tragédia bem portuguesa!

Que se criem movimentos de pessoas responsáveis e apolíticas que consigam defender os interesses dos que ainda pagam impostos neste país...

30 Maio, 2012 16:58

Está a chegar a hora de sermos mais exigentes…

Penso que as Câmaras não deveriam obter o dinheiro a que têm direito todo por junto. Deveria de ser dado, mediante os projetos apresentados e só iam recebendo mais uma "talhada do bolo" com a obra apresentada. Se não há obra que apareça, não haverá mais dinheiro.

O estado a que as Câmaras chegaram tem a ver com a indiferença dos governantes perante tal inércia, incompetência e corrupção. O dinheiro dado às Câmaras é de todos os contribuintes portugueses.
Porque não estão na internet as contas da Câmara?
Quanto recebem dos contribuintes?
Onde o gastaram?
Que projetos realizaram?
Quanto gastaram?
Porque não fazem tal projeto?
Onde enterraram o dinheiro?...

Faz parte da cidadania dum povo, saber exigir. Estarmos atentos e participarmos na vida pública.
Certamente que não é fácil sabermo-nos impor como um movimento de cidadãos livres, mas creio que está a chegar a hora de sermos mais exigentes com quem está à frente de lugares públicos.
Devemos denunciar e não nos calarmos, doa a quem doer.

Neste momento vivemos um período em Portugal, mais parecido com os anos 60 e com a ditadura. Limites à liberdade de expressão, os novos pides, que controlam a vida de quem querem, sem que lhe aconteça qualquer coisa.
A par de tudo isto, assistimos a episódios nefastos da nossa justiça, que existe para defender os ricaços, estar do lado do poder e fazer com que toda a corrupção possa reinar, sem que aconteça qualquer coisa aos seus agentes.
É repugnante o estado a que o país chegou.

Tivemos um Salazar, não foi obra do acaso. Foi sim culpa de um povo analfabeto, pouco esclarecido/informado e com fraco poder argumentativo.
Certamente que houve outras razões que muito pesaram, mas estas foram importantes. Neste momento perdemos o controle a quem nos governa e ficamos reféns de um bando de larápios, que se apossaram da coisa pública, transformando a vida dos cidadãos que trabalham e pagam os seus impostos, num autêntico inferno!

Que morra no inferno quem de alguma forma contribuiu para que o país chegasse ao estado a que chegou!...

29 Maio, 2012 22:55

Num certo país da Eurolândia a impunidade reina e os gatunos fazem a festa…

Num certo país da Eurolândia, o governo chegou a acordo com a Associação dos Municípios, e vai emprestar dinheiro às autarquias mais endividadas.
Ou seja, vai enterrar dinheiro nas autarquias mais mal governadas.
Ou seja, para poderem pagar o generoso empréstimo, essas autarquias vão aumentar as taxas e impostos municipais até ao máximo que a lei permitir.
Ou seja, os cidadãos vão ter que pagar o desfalque gerado pela incompetência, pela gestão danosa, pelo esbulho puro e simples, do bem publico, cometido por aqueles que juraram, e a quem competia defender o interesse dos cidadãos.
Ou seja, os cidadãos que elegeram os gatunos, é que vão pagar a factura, como parece lógico.
Ou seja, os gatunos arrecadaram e agora vão buscar mais aos cidadãos.
Ou seja, nesse país da gatunagem, os tribunais não servem para fiscalizar a gestão política, nem para defender o estado, nem os cidadãos, nem se sabe para que servem.
Ou seja, depois de assaltarem e roubarem o estado, passa a ser normal esses governantes apresentarem a conta do roubo, aos cidadãos.
E os Tribunais olham para o lado.
E os cidadãos pagam e calam.
E os gatunos fazem a festa.

29 Maio, 2012 21:50

Pensar e imaginar a Feira dá muito trabalho…


No lugar da Feira do Livro comenta-se a Feira do Livro, meus senhores e senhoras!
A Feira do Livro é pobre, triste e pacóvia! Pensar e imaginar a Feira com a devida antecedência dá muito trabalho... Não é?

A Feira poderia ter (talvez) uma representação institucional: Imprensa Nacional (que tem livros a preços módicos), Ministério do Ambiente (que tem publicações e bilhetes postais muito belos), Ministério da Defesa, Exército (que tem, publicações com relativo interesse histórico), etc..

É claro, isto dá trabalho!

Joaquim Palminha Silva
30 Maio, 2012 09:49

À atenção da CME e autoridade policial!

Vandalismo à solta, incendeiam ecopontos pelo simples prazer da destruição, primeiro junto ao Pingo Doce, hoje no Bairro António Isidoro de Sousa. Temo se não for tomada uma posição de força, se voltem para o último reduto da intimidade das pessoas.

Há que dar força à autoridade contra a marginalidade e indigência, este pobre povo já lhe bastavam os políticos do centrão autores da nossa miséria. A destruição de bens públicos num país civilizado, são punidos com penas de prisão agravada. Aqui copiam os políticos que nos vilipendiaram, é um bem público não tem dono há que roubar destruir.

29 Maio, 2012 23:16

DES-aforismo

avestruz esconde a cabeça na areia
pela vergonha de ter asas
e não conseguir voar

não porque tenha medo
não para evitar
que ao perseguidor se exponha

avestruz esconde a cabeça na areia
por vergonha

- pura vergonha
de ter asas
e não conseguir voar

Platero
(h)ortografias

Debate com Francisco Lopes
31 de Maio, 21:00, CT do PCP, Rua de Avis, 97

(para ampliar clique sobre a imagem)

29 Maio 2012

Debate: 31 de Maio, 17.30h, no Condestável Café Bistrô
Urbanismo e Arquitectura na Construção de Évora, Cidade Educadora


O Ciclo de debates "Habitar a Cidade, Construir Espaço Público" terá na próxima quinta feira, 31 de Maio a sua 5ª edição centrada sobre os contributos da Arquitetura e do Urbanismo.

Na mesa motivadora deste debate estarão dois especialistas na construção de cidade, profundos conhecedores do caso de Évora:
A Prof. Aurora Carapinha é Arquiteta Paisagista e Professora na Universidade de Évora. O Arquiteto Jorge Silva foi o impulsionador do primeiro PDM de Évora, da encomenda do Projecto da Malagueira ao Arquitecto Siza Vieira, Professor Universitário e Director da Oficina de Arquitectura.
A moderação estará, desta vez, a cargo de um jornalista: Paulo Nobre.

O Objectivo é reflectir em público, com os cidadãos que aceitem este convite, como construir mais Cidade Educadora em Évora.

As mentiras vão mudando, o concelho vai definhando…

Novos povoadores
Novas oportunidades
Inovcity
Agenda XXI
Cidade inteligente
Cidade educadora
Cidade segura
Cidade da Moda e das Telenovelas
Cidade da excelência
...
é tudo novo, e excelente.
As mentiras vão mudando.
O concelho vai definhando.
E a política não muda.

Estes governos são empresas de publicidade enganosa, dedicadas ao engano do "público".
Têm o descaramento de chamar "público" ao cidadão que votou neles, que neles depositou o seu voto e a sua confiança, e que lhes paga fortunas, para defender os seus interesses.
Portanto mudam de embalagem, umas vezes cor-de-rosa, outras cor-de-laranja, mas continuam a vender a mesma política, de gatunos.
O que eles não mudam é o esbulho continuado da coisa pública.

Onde é que foram gastos os milhões da dívida Ernestina?
Como é que foi possível atingir aquele montante sem nada terem feito?
Quem são os responsáveis técnicos e políticos pela gestão danosa?


29 Maio, 2012 09:10

Prometeu uma cidade de excelência, fez uma cidade de "excelências"…

A dívida da CME ascende a quase 80 milhões e não esses 34,4 milhões. O pior é que este acordo, para a CME ir utilizar a massa da troika, prevê inclusivé despedimentos.

Esse Dr. Zé Ernesto nunca deveria ter deixado chegar isto a este ponto. Se herdou dívida, deveria ter-se esforçado por reduzi-la, mas ele aumentou-a 3 vezes mais.

Sem que nada tivesse sido feito. Não ouviu a canção: Vamos fazer o que ainda não foi feito!

Acabou por não fazer nada e gastou milhões com a Moda, as Águas e a Embraer (todos queremos retorno disso aí).

Multiplicou chefias e direcções para tudo o que era desnecessário. O seu círculo de amigos ficou bem servido.

Fez rotundas aberrantes (algumas delas impedindo a visibilidade de quem lá circula) e pagou aos autores das aberrações verdadeiras fortunas.

Fez uma cidade de "excelências" quando prometeu uma cidade de excelência.

Será que haverá em Évora um homem da flauta mágica para conduzir os "ratos" para o Xarrama?

INTÉ!
29 Maio, 2012 00:38

E os munícipes que paguem a factura do desgoverno!

(Manchete Jornal Negócios, 29 Maio 2012)

Redução de funcionários e possíveis despedimentos. Alienação de parte da autonomia e das competências autárquicas. Taxas e impostos municipais no máximo. Aí está mais uma pesada factura que irá cair sobre os munícipes, para remediar a incompetência e a irresponsabilidade do (des)governo da autarquia.

DES-aforismo

uma andorinha não faz
a Primavera

a Primavera é que faz
milhões de andorinhas

Platero
(h)ortografias

Há 3 anos foi notícia!...


“A cidade de Évora vai acolher em “Agosto ou Setembro” as primeiros dez de 67 famílias de grandes metrópoles, como Lisboa, que escolheram o concelho como nova residência…»
in PÚBLICO
, 29 Maio 2009

«O autarca eborense garante que o município e os “Novos Povoadores” vão ser “pioneiros numa acção de grande relevância e alcance”…
"Dentro de um mês deverão estar reunidas as condições para se começar a implementar o programa", disse o autarca de Évora.»
in REGISTO
, Junho 2009

28 Maio 2012

OU

antes prescrito - como ISALTINO

do que proscrito
- como LIMA

Platero
(h)ortografias

Mil milhões em troca de reestruturação financeira

«Governo disponibiliza mil milhões de euros para as dívidas de curto prazo das câmaras (…) Em contrapartida os municípios vão assinar um compromisso de reestruturação financeira global

Ou seja, as autarquias que aderirem vão ficar com as dívidas liquidadas, mas, em contrapartida, ficarão ‘dependentes’ do Ministro das Finanças, o qual passará a desempenhar um papel idêntico ao que a troika desempenha em relação ao governo do país.

Recorde-se que a Câmara de Évora, com a uma dívida de 34,4 milhões de euros, em 31 de Dezembro de 2011, surge em quarto lugar no ranking das autarquias com maior volume de dívidas em atraso, como se informou AQUI.

Canaviais: enquanto a obra não acabar, não podem voltar a fazer turmas desdobradas?

Os canalhas, pomposamente apelidados gestores, do Bloco Central, inventaram e defendem o novo conceito de "centros escolares", super escolas que concentram todos os ciclos escolares numa única escola:
  • mesmo que as crianças, por mais pequenas que sejam, tenham que ser transportadas para longe de casa;
  • mesmo que a solução crie problemas de gestão difíceis de resolver, com custos acrescidos para a escola;
  • mesmo que os pais e as crianças passem a andar pela cidade em percursos labirínticos, à ida e à vinda da escola, com custos acrescidos para as famílias;
  • mesmo que o trânsito urbano se torne caótico no acesso a essas escolas, com custos acrescidos para a cidade;
  • mesmo que essa estratégia seja a negação das regras urbanísticas em vigor desde a segunda guerra mundial.

Nos Canaviais iniciaram uma obra que, mal ou bem, parecia ir ao revés desta política de lesa pátria.

Verifica-se agora que, as crianças que antes tinham turmas desdobradas, e que não precisavam de sair de perto de casa, estão a ser espalhadas pelas escolas da cidade. E outras estão a ser encafuadas em instalações sem condições mínimas, de segurança, e de higiene, na Casa do Povo. O que é criminoso.

Não podem, pelo menos, voltar a fazer turmas desdobradas, enquanto a obra não acabar?

27 Maio, 2012 13:15

TEMPO DE ANÁLISES MÉDICAS

1 - deuses são mais humildes
do que a maioria das pessoas

2 - quem fez
contagem regressiva
para o BIG-BANG ?

3 - UROFLUXOMETRIA

problema é só um
:
ter que fazer xixi com força
contendo
um atrevido pum

4 - enquanto eu faço
o meu caminho
gente com mais ambição
faz
um Caminhão

Platero
(h)ortografias

27 Maio 2012

É tempo de acordar, antes que a catástrofe aconteça…

A Câmara de Évora pode e foi mal gerida, mas a crise é a grande culpada da inadimplência da CME.
Temo que a CME, vá acontecer o mesmo que a Detroit.
Quando todos choram, mal um se pode rir.
Vejam o retrato de Évora em Detroit.
Detroit sofre com o aumento do desemprego

Entre 1950 e 2010, Detroit perdeu mais da metade de seus habitantes, mas os limites da cidade permaneceram os mesmos. Quase 2 milhões de pessoas viviam em Detroit anteriormente. Hoje, residem ali apenas 713.777 habitantes, distribuídos numa área tão grande quanto São Francisco, Boston e Manhattan juntos. Nos cofres da cidade não há mais dinheiro para serviços como iluminação pública ou coleta de lixo.

Dr. Zé Ernesto deixe-se de fantasias de excelência, e peça a colaboração de todos os cidadãos, para limpeza de ruas, reposição a expensas próprias de arruamentos em ruína.
Assuma que estamos à beira da bancarrota.
Um governo Camarário de salvação do município, senão pode acontecer o que ninguém, ousa pronunciar: a palavra despedimento.
É tempo de acordar, antes que a catástrofe aconteça.
100 milhões de euros de dívida, para uma população de 50000 pessoas, é só fazer as contas: dá 2000 euros, por munícipe, de dívida.
A degradação vai-se acentuar em ritmo galopante.

27 Maio, 2012 13:15

PENSO EU de que…

não interessa tanto se as pessoas ESCREVEM pelo NAO - Novo Acordo Ortográfico - ou pelo antigo.

interessa mais por qual PENSAM

Platero
(h)ortografias

Já se esperou tempo demais. Espero, sinceramente, que a nova escola abra…

(Escola nova dos Canaviais, cuja obra está parada há um ano)

Como encarregada de educação de um aluno da EB de Canaviais, espero sinceramente que a nova escola abra, para que todos os alunos possam frequentar um estabelecimento de ensino com condições. É importante para as crianças terem um espaço adequado para aprender e para brincar, o que não acontece atualmente, visto haver alunos de jardim de infância e de 1º ciclo que nem num estabelecimento de ensino estão.

Já se esperou tempo demais... espero que o próximo ano letivo se inicie sem constrangimentos e já no novo edifício. Este ano, ao regressar das férias, gostaria de ler uma carta enviada pela Câmara Municipal a dizer que a escola está concluída e que é na mesma que o meu educando irá ter aulas (o contrário do que li o ano passado).

26 Maio, 2012 22:33

CONFISSÃO

desde princípio sou favorável ao Novo Acordo Ortográfico
+
penso que ele peca por defeito

comparo-o à utilidade e dificuldades de implantação do MICROONDAS
:
jamé jamé
-mas lá se vai vendendo quase como equipamento básico da Cozinha

Platero
(h)ortografias

Quase a metade dos fundos do QREN ficou por utilizar

- Governo suspendeu a aprovação de projectos do QREN
- Situação agravou-se no 1º trimestre de 2012
- Crescimento e emprego não são promovidos

Numa altura em que se fala tanto da necessidade de crescimento económico, até para que possa haver criação de emprego, para assim combater o problema mais grave que o país enfrenta, que é o aumento brutal do desemprego, é inaceitável que até ao fim do 1º Trimestre de 2012, apenas pouco mais de metade dos fundos comunitários disponíveis até aquela data tenham sido utilizados. E a situação agravou-se desde que o actual governo tomou posse, porque este decidiu suspender a aprovação de projectos com o pretexto de que era necessário fazer uma reavaliação de toda a situação. Assim, no período compreendido entre 2007 e o 1º Trimestre de 2012, de acordo com a programação aprovada do QREN pela Comissão Europeia, Portugal podia utilizar 15.897,9 milhões € de fundos comunitários, no entanto, só utilizou 9.020 milhões €, ou seja, 56,7%, ficando por utilizar 6.877,9 milhões €, como revelam os dados que a Comissão Técnica de Coordenação do QREN acabou de divulgar. Em 31/12/2011, ou seja, três meses antes tinham ficado por utilizar 6.120,7 milhões €, o que mostra que a situação se agravou no 1º trim. 2012 com este governo.

Se a análise for feita por programas as conclusões ainda são mais graves. Por ex., no Programa COMPETE, que tem como objectivo aumentar a competitividade das empresas, a taxa de utilização/execução até 31/03/2012, relativamente ao que podia ter sido utilizado até a esta data, foi de 51,1% não tendo sido utilizados, e podendo ser, 1.119,2 milhões €; no Programa Regional (PR) do Norte, apenas foi utilizado 51,3% dos fundos comunitários; no PR do Centro apenas 53,7%; no PR do Alentejo somente 36,2%; no PR de Lisboa a taxa de utilização foi de 52,4% e, no Programa Regional do Algarve, a taxa de utilização alcançou apenas 26,5%; na RA dos Açores a taxa de utilização foi de 72,9% mas, mesmo assim, ficaram por utilizar 231,2 milhões €; e na RA da Madeira a taxa de utilização foi de 50,8% até 31.3.2012. E isto quando o país está mergulhado numa grave recessão económica, quando o desemprego está a aumentar de uma forma brutal, e quando o investimento é fundamental para inverter a situação da economia e criar emprego.

Segundo o INE, em 2011, Portugal importou, ou seja, gastou, adquirindo ao estrangeiro, 798 milhões € em carne; 1.339 milhões € em peixe; 505 milhões € em leite e lacticínios; 291 milhões € em produtos hortícolas; 467 milhões € em frutas; 275 milhões € em produtos hortícolas e frutas preparadas; 2.086 milhões € em produtos farmacêuticos; 392 milhões € em peles e couros; 211 milhões € em obras de couro e de tripa; 574 milhões € em madeira e obras de madeira; 1.101 milhões € em papel, cartão e suas obras; 1.719 milhões € em vestuário e seus acessórios de malha e sem malha; 4.334€ milhões em máquinas e aparelhos eléctricos; etc, etc, etc, etc.

Uma politica de desenvolvimento da produção nacional orientada para a substituição das importações visando reduzir a nossa dependência do estrangeiro, e promover o crescimento económico e a criação de emprego é urgente o que devia passar, em primeiro lugar, pela definição clara por, parte do governo, dos objectivos dessa politica; e, depois, pela definição de uma politica de incentivos que podiam ir desde o apoio à realização de estudos para avaliar a viabilidade de produzir no país uma parte dos bens importados; pela concessão de créditos a médio e longo prazo (uma parcela importante dos 12.000 milhões € que o governo tem para a banca deviam ser obrigatoriamente canalizados com esse objectivo, e a CGD, como banco do Estado, devia deixar de financiar a especulação mobiliária e OPAs, como a da BRISA, e passar a apoiar o investimento produtivo); pela bonificação de juros; pela comparticipação em investimentos como actualmente o Programa comunitário COMPETE já faz mas quase só para empresas exportadores esquecendo-se de que, tanto ou mais importante que exportar, é produzir para que o país seja menos dependente do estrangeiro nos produtos que consome. São objectivos nacionais que tornam inaceitáveis os atrasos na utilização dos fundos comunitários (6.877 milhões € até 31.3.2012).

A politica violenta e cega de austeridade, fortemente recessiva imposta pelo governo do PSD/CDS para obter as boas graças da sra. Merkel e do seu ministro das Finanças, que gosta muito do ministro português por ser um aluno submisso e "cego" , mais uma vez expressa no Documento de Estratégia Orçamental 2012-2016 do governo, só poderá levar à destruição da economia e da sociedade portuguesa. As mudanças que se verificaram na Grécia e em França são já o resultado da oposição frontal dos povos desses países a tal tipo de politicas. Desvalorizar a luta desses povos dizendo que são simples mudanças de " auto-colantes " revela, a nosso ver, a incompreensão de uma realidade extremamente complexa como é aquela que enfrentamos actualmente e a subestimação das lutas dos povos europeus. É certo que a direita e a social-democracia europeias estão já a tentar controlar o descontentamento e a oposição cada vez maior dos povos da UE, falando agora muito de crescimento económico como o problema só agora se colocasse, sendo este incompatível com a actual política de austeridade. Procurar criar a ilusão de que esta incompatibilidade se resolve com uma simples adenda ao Pacto Orçamental, que impede o crescimento, como se está a tentar fazer e com alguns investimentos apoiados pelo BEI, ainda por cima em sectores definidos pela Comissão Europeia, é tentar enganar a opinião pública.
Eugénio Rosa
10/Maio/2012

Este é o Resumo do Estudo, cuja versão completa pode ler AQUI.

26 Maio 2012

DUAS QUADRAS P´RA PULARES

1 - de hoje:
mulher no Supermercado
todo o seu ar de suplício
- talvez por lhe ter escapado
a compra do Edifício

2 - antiga:
eu que julgava não ter
na vida um só inimigo
dou comigo sem saber
se posso contar comigo

Platero
(h)ortografias

De Ouvido e Coração - José Afonso (25 anos da sua morte)
Convento dos Remédios, 27 de Maio, 18:30


A Associação Eborae Mvsica promove no dia 27 de Maio, domingo, às 18h30, no Convento dos Remédios o Concerto José Afonso: “de ouvido e coração” com Amílcar Vasques Dias, piano, Luís Pacheco Cunha, violino, Esther Merino, “cantaora” e com os músicos convidados: Natasa Sibalic, cantora e Joaquim Soares, “cantador” do Grupo Cantares de Évora.

Que futuro para a nova escola dos Canaviais?

(Nova escola dos Canaviais, cujas obras estão paradas há um ano.)

Para quando a nova escola de Canaviais, parada há um ano?!
Promessa de abrir até Dezembro de 2011... Em vão!
Confirmação de abertura para o próximo ano letivo. Será!?

Parece que não, estamos no final de Maio e a obra continua parada. A Câmara Municipal anuncia que já foi levantado o embargo por parte do Tribunal de Contas, mas a obra não avança! O que é feito das verbas da escola? Existem ou não? Onde foram gastas?

Que futuro para a nova escola? Não se esqueçam que existe sempre o "superior interesse da criança".

Está a ser salvaguardado? Claro que não. Irão as nossas crianças no próximo ano, novamente para uma sala improvisada nas instalações da Casa do Povo? Irão novamente para a Escola Conde de Vilalva?

Como mãe e como encarregada de educação sinto-me indignada. Afinal neste "imbróglio" todo, parece que não existem responsáveis e nós continuamos a ouvir o que bem interessa a quem vai divulgando as informações.

Chega! Basta!
De uma vez por todas, há que assumir responsabilidades!

Pais, encarregados de educação e população em geral, temos de nos revoltar e fazer valer os nossos direitos, senão continuaremos neste impasse, simplesmente ao sabor do diz que disse.

Vamos agir e já! É o futuro dos nossos filhos que está em causa!


HA
(recebido por e-mail)

ALENTEJO

às vezes penso
nesta minha terra
neste Alentejo imenso

vejo-o rico
a rebentar de pobres
- ávido de avanço

um tiro
na hora do disparo

suspenso

Platero
(h)ortografias

25 Maio 2012

Catastróika



Um novo documentário da equipa responsável por Dividocracia, que ajuda a perceber a génese da crise em que estamos mergulhados, e o caminho de iminente catástrofe, para onde nos querem conduzir…

O que aconteceu ao dinheiro para construir a escola nova dos Canaviais?

(23 Maio 2011 - visita dos alunos da EB1 e do Jardim de Infância de Canaviais, à obra de construção da nova Escola EB1/JI de Canaviais)

A novela da construção da escola dos canaviais não acaba e os pais sentem-se enganados! A obra está parada há um ano!
Primeiro, era para abrir em Setembro de 2011, não abriu, depois tínhamos esperança que abrisse em Janeiro, não abriu, depois era na Páscoa, idem, idem. Até há pouco tempo a ideia que foi passada aos pais é que a obra não era concluída porque havia um embargo do Tribunal de Contas. Veio a autorização do Tribunal, mas não há quaisquer movimentações na obra. Porquê?

Agora, soubemos que, independentemente da autorização do Tribunal de Contas, têm sido transferidas mensalmente verbas para a Câmara, vindas do FEDER, que cofinancia a obra. O que aconteceu a esse dinheiro?

Soubemos também que, em 20 de Abril de 2012, a Câmara pediu uma tranche de 530 mil euros. Estas tranches demoram aproximadamente 30 a 45 dias a serem desbloqueadas. Sendo assim, na próxima semana a CME irá receber este valor. O que vai acontecer a este dinheiro? Será finalmente para pagar ao construtor para que possa acabar a obra, o que, segundo ele, consegue fazer em 60 dias. Ou será que esperam para abrir só no ano seguinte, ano de eleições? Dois meses passam num instante! Se as obras não recomeçarem em breve, ainda não haverá escola nova no próximo ano.

O que farão aos meninos? Voltam aos horários desdobrados, ou continuam dispersos por vários edifícios, alguns com poucas condições para se fazer um trabalho pedagógico da máxima qualidade? E os meninos do 4.º ano continuam a ir para a Escola Conde de Vilalva de autocarro? Relembro a aflição dos pais destes meninos no dia em que o autocarro se viu envolvido num acidente, do qual o motorista não teve qualquer culpa, mas do qual resultaria um morto - o condutor do outro veículo. Todos nós andamos de carro e acidentes acontecem a qualquer um, mas se a escola tivesse aberto em Setembro, pelo menos este não teria acontecido. Vale-nos a boa vontade de todos os educadores, professores e pais. Mas será provavelmente por todos termos boa vontade e não nos indignarmos e "fazermos mais barulho" que estas situações continuam a acontecer.

Gostaria que a Câmara respondesse a estas questões e esclarecesse a situação, até para se defender se não tiver, efectivamente, qualquer responsabilidade. Sei que este não é o local para a Câmara responder, mas é um local que, pelos leitores que tem, pode ajudar a divulgar e denunciar a situação.

GR - Encarregada de Educação
(recebido por e-mail)

DÚVIDA SOBERANA

o primeiro ministro almoça em casa
ou leva marmita pra S.Bento?

Platero
(h)ortografias

Pergunta simples à espera de resposta…


Quando não há dinheiro para pagar nada, nem aos fornecedores, nem às associações; quando falta combustível frequentemente; quando há viaturas paradas porque não há dinheiro para comprar pneus, óleo, peças; será normal gastar mais de 2000 euros para ir à Coreia do Sul falar de açordas?

Lá vamos, cantando e rindo, pelo caminho que a Grécia já trilhou...

É esta a história recente de Portugal.

A Europa paga-nos para fazermos o que o capital financeiro europeu lhe interessa que Portugal faça.
Foi assim no abate da EPAC, nas cotas de produção agrícola e pecuária, nas pescas, na monocultura do turismo, nos submarinos, nas auto-estradas, etc.
Em troca passámos a importar os excedentes dessa Europa que decide "o que é melhor" para nós.
Agora estamos enterrados em dívidas.

Quantos negócios ruinosos foram feitos, com a promessa de que seriam a custo zero?
Não há um plano nacional rodo e ferroviário nacional.
Ninguém sabe o que é que o país de facto precisa.
E faz-se porque os canalhas do costume nos oferecem o financiamento!
Com que custos? Com que utilidade? Com que rentabilidade? Para quê, se nada produzimos? Será para podermos importar ainda mais?
Esse dinheiro, tão generosamente oferecido pelos do costume, não poderia ser usado em algo verdadeiramente do interesse de Portugal? Para o bem de Portugal? Decidido por Portugal?

E lá vamos, cantando e rindo, pelo caminho que a Grécia já trilhou...

24 Maio, 2012 22:30

FORTE FEMININO

eu sou dos que não brincam
com os brincos
das mulheres

antes de serem usados
como pontas de setas
ou relhas de arados
ou garfos
ou colheres

foram os metais fundidos
para fazerem graciosos
brincos de mulheres

Platero
(h)ortografias

Cendrev acolhe no TGR Festival das Companhias


Decorre de 5 a 9 de Junho a 5ª edição deste Festival que reúne na cidade de Évora seis companhias de teatro: A Escola da Noite, de Coimbra; o Teatro das Beiras, da Covilhã; o Teatro da Serra do Montemuro; a ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve, de Faro; a companhia de Teatro de Braga e a companhia anfitriã que decidiram, há cerca de oito anos, criar uma plataforma que se traduz num espaço de trabalho envolvendo estas seis companhias, que desenvolvem regularmente as suas actividades em cidades de média dimensão e noutros locais do interior do país.

Estas estruturas teatrais, ainda que com projectos diferenciados, partilham um conjunto de problemas que decidiram equacionar em conjunto na perspectiva de melhor contribuir para a sua resolução. Daí a criação desta plataforma que se traduz na reflexão e tomada de posição sobre diferentes aspectos da actividade teatral, na regular circulação dos espectáculos de cada companhia nos espaços dos parceiros, na edição de um jornal e na organização do Festival das Companhias que decorreu já em Faro, Braga, Montemuro e Coimbra.

Esta edição, que é organizada pelo Centro Dramático de Évora - Cendrev, apresenta os seguintes espectáculos: “Jardim” de Alexej Schipenko; “Provavelmente uma Pessoa” de Abel Neves; “O Abajur Lilás” de Plínio Marcos; “De Ulisses… Nunca Digas Tolices – A Guerra de Tróia” de Alexandre Honrado; “Cavalo Manco não Trota” de Luis del Val; “Laço de Sangue” de Athol Fugard e “Louco na Serra” de Peter Cann e Steve Jonhstone. Para além da apresentação dos espectáculos, decorrerá também a realização de dois momentos de debate: um Plenário das Companhias para reflectir sobre os processos de trabalho e as condições que temos para os concretizar, que reúne todas as equipas envolvidas e uma mesa-redonda, aberta ao público, subordinada ao tema O Teatro em tempo de crise, para a qual foram convidados representantes de várias instituições locais, regionais e nacionais com responsabilidades no estabelecimento das políticas culturais e na sua incidência na vida das cidades e das regiões. A abertura do Festival será também o momento para a distribuição da próxima edição do “Jornal das Companhias”. Este evento está integrado na rede CULTURBE, um projecto de programação em rede acolhido positivamente no âmbito do QREN através de um financiamento estabelecido pelas CCDR do Norte, Centro e Alentejo.

Mais informações sobre o Festival encontram-se no site http://www.cendrev.com/.

24 Maio 2012

HOJE APETECIA TRANSGREDIR

a manhã começava quente
ainda em Maio
já parecia estarmos a cavalgar o Verão

mal acordei e esfreguei os olhos
levantei-me
calcei as meias
vesti a camisola e as cuecas do avesso
troquei os sapatos
o do pé direito no pé esquerdo
e vice-versa

talvez me apetecesse
passar o dia nesse vice-versa

hoje apetecia transgredir

em vez de manteiga nas torradas
comecei por pôr
as torradas na manteiga

fiz o habitual
chocolate com leite
e fui à rua
despejá-lo no comedouro da multidão de gatos

saí à rua
para comprar cigarros
entrei no Café
cumprimentei quem estava
com inequívoco boa-tarde

quem estava
respondeu-me
com um também inequívoco bom-dia

olharam-se entre si
e riram

chegada a hora do almoço
dei por que
me desapetecia comer
- talvez fosse - pensei -
apenas por causa da palavra Almoço

foi então que resolvi
- e resultou na perfeição -
fingir
qe em vez de almoço era jantar

fechei
todas as janelas que davam para a rua
corri um cortinado vermelho
que separa a sala-de-jantar
do meu gabinete-de-trabalho

acendi duas velas
como se jantasse
com alguém muito romântico
pus Chopin
e talvez por indução fonética
uma garrafa de vinho
que preparei como se fosse de champagne

o resto do dia
passei-o de óculos escuros
- a tarde era já noite para mim

vi as estrelas
e a lua como vírgula minúscula
uns dois palmos acima
de brilhante planeta

que por seu brilho
e tamanho
e local
me pareceu que fosse Marte

para completar o despautério
fui à rua gritar
antes de ir para a cama
que este nosso mundo
como um relógio suiço
nunca podia avariar

hoje
apetecia mesmo transgredir

Platero

Para que serve e para que queremos a Feira?

Se não sabemos para que serve e para que queremos uma feira, porquê mudar?
Se os empresários não estão para se chatear, para quê mudar?
Se a câmara acha que a feira só serve para sacar o aluguer dos lotes e gastá-lo no aluguer das barracas, para quê mudar?
Se o próprio Presidente da CCDR, ex vereador do PSD, e Presidente da Associação de Jovens Empresários, pensa que a função dele é sacar subsídios e mais nada, para quê mudar a Feira?
...
Mais vale ir à feira de Montemor, e à de Beja, encher os olhos e a alma!

24 Maio, 2012 19:55

Feira de S. João: falta imaginação ou coragem para mudar o que está mal…


Não é altura de falar na mudança da feira, mas sim da estrutura da actual feira.
Deveria ser baseada no empreendorismo para o Alentejo, com a participação (sem custos) para os empresários, comerciantes, forças vivas da cidade, de modo a dar alguma ajuda aos mesmos. Acabar com as barracas de "alguidares de plástico e afins" e dar espaços aos clubes e outras actividades culturais.
Ou falta imaginação ou coragem para mudar o que está mal há vários anos?

24 Maio, 2012 16:10

Será a memória subversiva?


Quem tenha visitado as várias Feiras do Livro que se realizaram na Praça do Giraldo, nas últimas décadas do século passado, esqueça, faça um reset à memória, pois tudo aquilo que viu não passou, seguramente, de uma tenebrosa e perfeita ilusão.

E, se duvidam, façam favor de visitar o site oficial da CME que nos informa que, a partir do dia 25 de Maio e até 3 de Junho, se vai realizar a 12ª edição deste evento anual, o que nos leva a concluir que a Feira do Livro de Évora teve início no primeiro ano deste século XXI.

Um ano de ocupação e colaboração e um evitável parêntesis

Na semana passada escrevi uma crónica sobre cidades educadoras e a participação do município de Évora no congresso realizado na Coreia. Reli o que escrevi e encontro críticas ao conteúdo da apresentação tornada pública e à ausência de estratégia do município.

Entendeu a cronista que aqui participa às terças-feiras, responder à minha crónica acusando-me de vários pecados. De militante de um partido que cola cartazes nas paredes a cronista 3 ou 4G.

Teceu ainda vários comentários sobre a qualidade do que escrevo dizendo que as minhas crónicas são comícios, ou coisas requentadas.

Confesso todos os meus pecados. É verdade que sou militante de um Partido que cola cartazes, faz pichagens nas paredes, convoca manifestações, distribui panfletos às portas das fábricas, apoia trabalhadores em greve e luta por uma sociedade onde não exista a liberdade de um ser humano explorar outro ser humano.

Também é verdade que escrevo crónicas e algumas são verdadeiros panfletos, porque assim quero que sejam. Bem que gostaria de escrever romances, mas quando cheguei à reunião da distribuição de tarefas o meu camarada Saramago já tinha ficado com a tarefa de ser Nobel da literatura.

Tinha pela senhora o respeito que é devido a quem consegue o distanciamento necessário para evitar absurdos ataques pessoais quando se discutem ideias, ainda que de forma mais agressiva ou empenhada. Enganei-me.

De qualquer forma, nada do que a senhora cronista das terças-feiras diz a meu respeito é por mim considerado um insulto. Quer dizer, quase nada.

Há um pequeno insulto que de facto me atingiu. Tratou-me por colega e isso é coisa que não sou e não prevejo vir a ser.

Arrumado este assunto vamos lá então a coisas mais sérias.

Passou um ano. É verdade, o tempo voa mesmo. Há um ano atrás, PS, PSD e CDS sentaram-se a uma mesa para assinar um pacto com o FMI, a UE e o BCE.

Este pacto que para alguns é referenciado como “memorando de entendimento” ou ainda “memorando para a ajuda externa” e para outros é classificado como um pacto de agressão, tem sido o guia e a desculpa para a mais feroz ofensiva contra direitos sociais que tínhamos como garantidos.

No espaço de um ano, sempre com o aplauso dos “beneméritos” que nos emprestaram dinheiro, a vida da maioria dos portugueses piorou significativamente. Há mais desempregados, menos protecção social, salários mais baixos, maior desregulação do mercado laboral, mais gente sem casa, o número de insolvências de pequenas e médias empresas a disparar, descaracterização do serviço nacional de saúde, enfim… tudo parece recuar décadas no nosso país.

Dizem-nos que só assim pomos a casa em ordem, que temos que empobrecer para voltar a crescer, que não há alternativa, que temos que trabalhar mais e receber menos para sermos competitivos e juram a pés juntos que o futuro vai ser radioso para os que sobreviverem.

Os fiscais dos ocupantes, nas suas visitas periódicas, não se cansam de elogiar o esforço do governo para aplicar o programa que PS, PSD e CDS assumiram.

É, de novo, a velha história do “bom aluno da Europa” dos tempos de cavaquismo e que nos trouxe até ao desastre actual.

Alguns se lembrarão que enquanto Cavaco Siva se entretinha a destruir a estrutura produtiva nacional, tornando o país num mero “produtor” de serviços e exportador de Sol, choviam os elogios dos mandantes da “europa” sobre o caminho que se estava a percorrer.

Agora a moda parece ser diabolizar os gregos (os mal comportados que votaram segundo as suas convicções) e bater com a mão no peito afirmando que por cá somos fiéis cumpridores das ordens deixadas, ainda que esta fidelidade canina atire para o desemprego um milhão e duzentos mil portugueses, que deixe um rasto de miséria e fome em muitas famílias.

No fim deste caminho, que as forças da colaboração com o ocupante apontam, deveremos mais, seremos mais pobres, teremos mais desempregados e acima de tudo arriscamo-nos a ser um simulacro de democracia.
A frenética actividade legislativa vai sempre no mesmo sentido, sujeitar o poder político ao controlo do poder económico e financeiro.

Claro exemplo do que afirmo são as medidas tomadas em relação ao poder local, em que através de mecanismos de controlo financeiro se pretende transformar os executivos municipais eleitos em meros executantes da política definida no Ministério das Finanças.

Um outro exemplo é o aumento da pressão sobre a comunicação social, com utilização de meios que fazem lembrar os utilizados pelo crime organizado.

A história está repleta de maus exemplos, com as crises do sistema capitalista a serem “resolvidas” com a criação de condições para a implantação de ditaduras e em situação extrema com a destruição das forças produtivas.

Resistir e lutar para construir a alternativa continua a ser o caminho. Se os cemitérios estão cheios de imprescindíveis, o caixote do lixo da história do capitalismo está repleto de inevitabilidades.

Até para a semana

Eduardo Luciano

in DianaFM, 24 Maio 2012

Uma feira anual, na capital do Alentejo, não pode ser o que hoje é!


Quanto à feira ter sempre sido no Rossio é provável que assim seja. O que posso garantir é que o Rossio de Évora nem sempre foi ali, onde hoje está. Ao longo do tempo o Rossio foi mudando de lugar à medida que a cidade crescia.

ROSSIO
s. m.
1. Terreno largo, fruído em comum pelo povo.
2. Logradouro público.
3. Lugar espaçoso; praça larga.


Também posso garantir que uma feira anual, na capital do Alentejo, não pode ser o que hoje é: uma espécie de festa, para bebedeiras, alguidares de plástico, voltas no carrocel, e tourada no "pavilhão multi-usos".

Recomendo visita à Ovibeja para ver o que é uma feira ao serviço do concelho, e compreender o atraso e desgoverno de Évora.

23 Maio, 2012 20:24

CÁ NA MINHA

desta gente
o que eu acho
é que nem sempre exige
um tacho

já fica contente
se lhe derem
de presente

um vistoso
penacho

Platero
(h)ortografias

Oportunidades

(recebido por e-mail)